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quarta-feira, 14 de abril de 2010

A decadência e o mau perder

Não é novidade nenhuma que o Sporting se tenta refundar a cada ano em que o Benfica aparece bem. Pode andar anos a fio fazendo campeonatos medíocres e acabando muito longe do líder, mas enquanto for ficando à frente do Maior, não se passa nada. Foi assim que a super cristalizada era de Paulo Bento se prolongou para lá do que seria admissível, tendo em conta os fraquíssimos resultados que teve. Lá conseguiu o record de chegar aos oitavos da Champions, conseguindo protagonizar a mais desequilibrada eliminatória de sempre da competição. Lá foi ficando em 2º, mesmo que a mais de 10 pontos da liderança. Isso eram consideradas boas épocas.

Este ano, os problemas começaram logo na pré-época, com o surgimento de um super Benfica. Muitos menosprezavam os feitos da pré-época encarnada dizendo que era nos jogos oficiais que se ia ver a real capacidade da equipa, mas isso mais não era do que um reflexo subconsciente para se tentarem convencer de que o Benfica continuaria ao alcance do Sporting.
O resto, é sabido. Os mesmos que aplaudiram de pé a gestão miraculosa que levou para o Sporting esse Maradona dos tempos modernos chamado Angulo, entretinham-se a fazer pouco dos dispensados do Real Madrid que o Benfica foi contratar. Com um início de campeonato absolutamente igual, pelo menos pontualmente, aos anos anteriores, os adeptos do Sporting exigiam desde o início a queda do "forever" do presidente que na conferência de imprensa aquando da sua eleição cantou o "quem não salta é lampião". O que mudava afinal de um ano para o outro? Bom, no ano passado o Benfica fazia exibições ridículas, enquanto este ano somava goleadas históricas umas atrás das outras. O Sporting esse, até à saída de Paulo Bento, fez um campeonato na linha de outros que havia feito nas épocas mais recentes.

Veio Carvalhal, apresentado de forma soturna no site oficial com uma entrevista publicada fora de horas, foi apresentado Sá Pinto como um director desportivo que afinal de contas só servia para fazer companhia aos meninos enquanto dormem nos estágios, porque contratações e demais assuntos importantes eram da lavra única e exclusiva desse mago da gestão desportiva que é Bettencourt. Uns resultados mais ou menos ao início, com um empate com o Benfica, permitiram antecipar a glória da era pós-Paulo Bento. Mas logo as imortais palavras de Bettencourt, que aquando da saída de Paulo Bento havia dito que os adeptos iam rapidamente ter saudades dele, ganharam sentido. A pobreza franciscana da equipa continuava a evidenciar-se, cada vez mais pressionada pelo brilhantismo do rival que comanda a vida do Sporting: o Benfica, claro!

Entretanto a estrutura do Sporting que Bettencourt quis adaptar ao modelo do Porto envolve-se à estalada com o jogador mais importante do plantel, em que Liedson também não fica isento de culpas. E como o modelo do 3º classificado é muito apreciado, o Sporting agiu em conformidade: deixou sair Sá Pinto, e manteve o jogador transgressor. Afinal de contas, o único jogador que pode fazer mossa ao rival, nunca na vida se iria castigar um jogador tão exemplar que apenas se atrasou a voltar a Portugal em 4 dos 5 Natais que já viveu com a camisola do Sporting. Com um currículo disciplinar tão exemplar, com que cara lhe iam exigir responsabilidades?

Chegou Janeiro, e vieram as grandes contratações. João Pereira é apresentado num jantar da JuveLeo, com um cachecol anti-Benfica, vem Pedro Mendes e esse mago do futebol europeu chamado Pongolle, cujo maior crédito será possivelmente o ter sido cobiçado por Quique Flores no ano passado e despachado pelo mesmo génio táctico este ano. Por este último o Sporting pagou apenas 6,5 milhões de Euros, por um avançado que nos últimos dois anos marcou quase o mesmo número de golos do Postiga. Ao menos não deram 5 milhões por aquele reformado caquético do Saviola.

Carvalhal, que já tinha aguentado a questão do Sá Pinto, tem entretanto que ficar sob a alçada de Salema Garção, esse mítico homossexual sportinguista que pediu uma recepção hostil ao Atlético de Madrid, e teve-a de facto. Incidentes de uma escala já pouco habitual no futebol europeu transformaram Alvalade num campo de batalha, o que até foi bom pois os sportinguistas este ano já estavam fartos de ver Alvalade transformada num circo.

Como um azar nunca vem só, Carvalhal tem de levar a seguir com Costinha, ou o Ministro da Saúde, como lhe chamou o Record. Tratou logo da saúde ao balneário, arranjando um problema disciplinar a Izmailov, esse arruaceiro que até abdicou do seu salário enquanto esteve lesionado, e que rejeitou um salário milionário na Rússia para continuar no Sporting. Não satisfeito, aproveitou essa desavença para publicamente dizer que os jogadores do Sporting que passam informações para fora estão feitos ao bife com ele a partir de Maio. Mauzão...

Carvalhal lá foi trabalhando como pôde, aguentando depois a confirmação da sua saída para uma pretensa entrada do "experiente" Villas-Boas da Académica de Coimbra, com o plantel que se conhece e com a mestria da gestão de activos da SAD do Sporting.

Chegou à Luz, montou um esquema de contra-ataque e promoveu o anti-jogo que lhe é característico. Rui Patrício aos dois minutos de jogo já demorava eternidades a repor a bola em jogo. João Ferreira, que fez uma arbitragem muito larga no critério, deixou passar dois lances de dúvida na área do Sporting, não marcou sequer falta numa entrada assassina de Moutinho sobre Ramires e deixou passar em claro uma agressão de Veloso a Kardec. Mas quando aos 47 minutos mostrou apenas amarelo a Luisão numa falta sobre Liedson, caiu o carmo e a trindade.

Com a época fabulosa que o Sporting está a fazer, com a tranquilidade que se vive no clube, com o genial plantel à disposição desse Rinus Michels que é Carvalhal, como era possível o Sporting perder com aquela equipazeca que tem uns 120 golos marcados nesta época, ainda por cima no pequeno estádio da Luz, com um público pouco numeroso a puxar pelos homens de Jesus? Por causa desse vermelho que ficou por mostrar, é óbvio!

Não queiram olhar para dentro, não... o que vale é que o Sporting só vê estes problemas quando perde com o Benfica, visto que é a única derrota que dói. Passaram tanto tempo a sonhar com uma repetição de 1986, quando ganharam na Luz e impediram o Benfica de se sagrar campeão, e agora levam com um rolo compressor em cima com a complacência do árbitro. Não se faz. Logo a um clube tão bem gerido e tão valioso. Que descansem em paz.

foto retirada de : http://viscondegay.blogspot.com/

5 comentários:

4 Campeonatos em 50 anos era um bom ponto final nessa crónica.
Clube patético.

so eu sei quem tao cedo nao sai de casa la la la la la la la la

A Decadência é tal que chegou a que quem DOMINA os Osgas é o Porco da Bosta, tendo para o efeito ali colocado um seu EMISSÁRIO costinha, para assim ainda melhor controlar a situação. E Este Javali é Nojento e faz a Sujeira tal como para o efeito está incumbido de fazer, as suas porcas declarações no final do jogo dizem tudo.

patriarca

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