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sábado, 11 de agosto de 2012

Fortuna Düsseldorf vs Benfica - Quase, quase na final



Quando o Benfica defrontou os irmãos Allofs e protagonizou a última grande jornada europeia do Fortuna. Não perca o jogo de preparação entre o Benfica e o Fortuna Düsseldorf, mais logo, a partir das 15 horas.

Passaram mais de 30 anos, mas ninguém diria. Foi em 1981 que Fortuna e Benfica se defrontaram para discutir o acesso às meias-finais da «Taça dos Vencedores das Taças», mas é como se tivesse sido ontem. Bom, ou quase. É certo que o mundo mudou muito, mas pela cidade alemã de Düsseldorf, o Fortuna continua a ser o clube dos irmãos Allofs. Ou de um deles, pelo menos. Thomas Allofs é, actualmente, director desportivo do Fortuna, mas em 1981 o antigo avançado internacional alemão era uma das figuras de proa da equipa da antiga República Federal da Alemanha. 

O Benfica chegava aos «quartos-de-final» de mais uma prova europeia altamente moralizado pelos resultados a nível nacional e internacional, mas em Düsseldorf a situação da equipa da cidade era pouco invejável. O Fortuna corria risco de despromoção e acabava de ser eliminado da Taça pelo Hertha Berlin, mas mesmo assim depositava algumas esperanças no embate com a turma «encarnada» Dieter Brie, o treinador germânico, esperava «um jogo difícil» e dava «50 por cento de possibilidades» à sua equipa na eliminatória, mas para Thomas Allofs «algo tinha de mudar» em relação aos últimos jogos para o Fortuna ter chances de vencer. E assim pareceu acontecer nos primeiros minutos da partida da primeira-mão. A equipa da RFA entrou forte no jogo e chegou a provocar calafrios na «ruidosa falange de apoio do Benfica» quando, logo aos dois minutos, inaugurou o marcador através de um cabeceamento vitorioso de Wenzel na sequência de um canto marcado por Klaus Allofs. Mesmo sem jogar bem, o Benfica respondeu ainda na primeira parte e colocou o jogo em plano de igualdade já perto do intervalo, por intermédio de Carlos Manuel num desvio à boca da baiza após «cruzamento-remate» de Humberto Coelho. Logo de seguida, porém, o Fortuna repôs a vantagem no marcador. Numa boa jogada de ataque, muito consentida pela defesa benfiquista, Dusend não deu qualquer hipótese de defesa a Bento. A segunda parte, por sua vez, foi de parada e resposta entre as duas equipas. O Fortuna assustou através dos irmãos Allofs e de Wenzel, mas seria o Benfica a confirmar o ascendente ofensivo com o tento da igualdade, concretizado de cabeça, por Humberto, aos 77 minutos. Apesar da exibição menos conseguida, o Benfica saía de Düsseldorf com boas perspectivas para o segundo jogo e, como se veria mais tarde, o empate e os dois golos marcados no campo do adversário foram mesmo um bom «investimento» para a partida no Estádio da Luz.

Em Lisboa, apesar de tudo, a noite foi de um sofrimento impressionante. O Fortuna, comandado pelos irmãos Allofs - quem mais? -, apostou tudo no contra-ataque, enquanto o Benfica, mesmo de forma algo pachorrenta, passou toda a primeira parte a desbaratar golos, alternando entre a inoperância de Reinaldo e a infelicidade de Nené. Com uma pontinha de sorte, os alemães tinham levado para contar, mas com os «sustos» a sucederem-se junto à baliza de Bento, o «Terceiro Anel» mantinha-se com o coração aos pulos e cada adepto rezava ao seu santinho preferido. Até que, quando o relógio já marcava 87 minutos, apareceu o golo. Num momento magistral, João Alves lançou Chalana e o pequeno genial, ao seu estilo, colocou a redondinha no fundo das redes germânicas perante a saída destemida do guarda-redes contrário. Os braços erguiam as bandeiras, os cachecóis agitavam-se numa incrível onda vermelha e a Luz, finalmente, descansava. Com o resultado final de «uma bola a zero» o Benfica atingia, pela primeira vez, as meias-finais da «Taça dos Vencedores das Taças», de onde infelizmente não passaria, eliminado às mãos da também germânica (mas do lado oriental) equipa do Carl Zeiss Jena, com derrota na Alemanha (0-2) e vitória insuficiente na Luz (1-0). Quase, quase na final.

Volvidos mais de 30 anos, o Benfica volta a Düsseldorf para defrontar o Fortuna, desta vez  num jogo que serve apenas de preparação para a nova época de ambas as equipas. Para Thomas Allofs e muitos outros esta partida será, todavia, muito mais do que um jogo. Será o reeditar da última grande jornada europeia do Fortuna Düsseldorf, da última grande jornada frente a um dos «grandes da Europa». Estejamos em 2012 ou em 1981.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Benfica vs Juventus: de Lisboa a Turim, com os olhos em Wembley


Quando a «Juve» treinou no relvado do Casa Pia e os espinafres eram arma secreta italiana. Não perca o jogo de preparação entre o Benfica e a Juventus, mais logo, a partir das 18 horas.

Maio de 68. A data é normalmente recordada pela revolta estudantil de proporções revolucionárias que estalou em França e rapidamente ganhou eco noutros países, mas na mesma altura o Benfica tinha em jogo o acesso a mais uma final da Taça dos Campeões Europeus. Para os «encarnados» a partida significava um agradável regresso ao ambiente das grandes «soirées europeias» do início da década, mas ao adversário também não escasseavam pergaminhos. A equipa de Heriberto Herrera, na altura a mais querida das gentes transalpinas, apresentava-se na Luz como campeã italiana e as páginas douradas do seu passado não deixavam dúvidas quanto à legitimidade das aspirações da «Juve» na eliminatória.

A primeira mão estava marcada para o Estádio da Luz e a poucas horas do início do «grande espectáculo» o relevo ia todo para a preparação da equipa de Turim. É que «signor» Herrera quis que os jogadores despertassem bem cedo para um pequeno-almoço rápido onde os espinafres foram o grande destaque; ao almoço nova presença de espinafres à mesa (entre a canja de galinha, o frango e o bife) forçavam a interrogação: seria tão formosa verdura o ingrediente secreto da força italiana? Para além da ementa, outra curiosidade: os homens da Juventus foram obrigados a treinar fora do Estádio da Luz. A razão de ser de tal proibição foi bastante simples: a direcção da «Juve» informou atempadamente que seria impossível, em Turim, facultar o relvado da equipa para treino dos portugueses e, como amor com amor se paga, em Lisboa os italianos foram forçados a utilizar o relvado de Pina Manique, cedido pelo Casa Pia. Sem polémicas, diga-se. Outros tempos.

Quanto ao jogo, ganhou o Benfica por 2-0, num resultado prometedor que representava, só por si, um passo seguro para Wembley. Depois de uns 10 minutos ilusórios, com os italianos a jogar no campo todo, começou a definir-se o figurino do jogo: defesa cerrada da «Juve» - hoje os jornais falariam em «autocarro» - e ataque constante do Benfica. O nulo ao intervalo indicava bem qual o vencedor das pequenas batalhas da grande guerra que era o jogo. Bercellino vigiava aguerridamente Eusébio e o bombeiro Castano – ou líbero em futebolês – acudia a todos os fogos provocados pelas labaredas «encarnadas». Entretanto, o tempo passava e a meta italiana – o empate - mantinha-se intacta; as possibilidades benfiquistas, por outro lado, oscilavam. A Luz, impaciente, erguia-se a cada remate de Eusébio, vibrava a cada jogada de Jaime Graça e tremia a cada incursão de Monichelli, o extremo-esquerdo transalpino. Até que, já com a segunda parte bem alta, eis que chega o tão ansiado prémio benfiquista: Torres inaugura o marcador em cabeceamento a um passe de Simões e, poucos minutos depois, Eusébio marca o segundo, isolado frente à baliza de Anzolin. O Benfica estava no bom caminho. O caminho de Wembley e da sua quinta final da Taça dos Campeões Europeus.

A exibição foi vincadamente positiva e no final da partida Coluna não tinha dúvidas: -“A vantagem de dois golos dá-nos passagem para Londres”. E deu mesmo, pois uma semana depois os «encarnados» foram a Turim confirmar as palavras do capitão – só ele estava autorizado a falar aos jornalistas no final dos jogos - e vencer por uma bola a zero. Confirmado o apuramento, a questão a que faltava responder foi colocada por Bercellino, defesa italiano, que logo no final do primeiro encontro desabafou perante os jornalistas: “Eusébio? Quem o pode travar?” Aparentemente ninguém podia. Bom, ninguém a não ser Sir Bobby Charlton e o seu Manchester United, é claro.

domingo, 22 de julho de 2012

Chama Gloriosa Chalkboard: As boas indicações de Melgarejo

PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/GettyImages

Ainda sem o tão ansiado reforço para a lateral esquerda, o Benfica tem ido a jogo com Luisinho e Melgarejo, com o paraguaio, através da sua velocidade e pendor ofensivo, a deixar boas indicações na adaptação a uma função mais defensiva. Os elogios, na generalidade, têm tido como alvo as características mais atacantes do jogo do - pelo menos por agora - jovem defesa lateral, mas o que me leva a escrever este texto é, precisamente, um lance ocorrido no outro lado do campo.

O lance, num primeiro olhar, parece tão típico como qualquer outro. O Marselha desenvolvia mais um ataque pela zona central e um passe interceptado por Bruno César acabaria por surpreender Melgarejo e originar uma situação de descontrolo colectivo perante a jogada. Podíamos discutir se o ajustamento posicional do jovem paraguaio é ou não ajustado, mas é a reacção do jogador a uma situação imprevista, o comportamento (correcto) de adaptação ao caos provocado pela não linearidade do jogo, que torna o lance digno de destaque.


Melgarejo, traído pelo desvio de Bruno César quando procurava a antecipação, perde o controlo do adversário e obriga Garay a fazer contenção no corredor lateral, ficando o espaço do central desocupado. O que surpreende, pelo menos a mim, é o entendimento completo da linha de prioridades do lance por parte de um jovem sem cultura de defesa (embora provavelmente já preparado por Jesus) e que, numa situação de descontrolo, reage da melhor forma num exemplo perfeito de coordenação colectiva. Melgarejo reagiu e entendeu o comportamento de Garay, recuperando posição para ocupar o espaço deixado em aberto pelo desposicionamento do argentino, garantindo não só a cobertura ao colega, como a protecção da sua baliza através do completar da linha defensiva com o quarto elemento.

De facto, o cruzamento apenas é interceptado por Luisão de forma incompleta e não fosse o bom comportamento defensivo do jovem paraguaio o lance teria tido, certamente, outras consequências (se Melgarejo tem optado por pressionar o portador da bola e criar superioridade na lateral, como seria talvez de esperar, o alívio incompleto de Luisão teria, com grande probabilidade, sobrado para um jogador da equipa francesa finalizar em excelente posição).

Numa fase tão inicial é ainda prematuro tirar grandes conclusões sobre o sucesso de mais uma adaptação de Jesus a lateral esquerdo, mas o desempenho do ex-avançado do Paços de Ferreira nestes primeiros jogos de pré-época tem de ser catalogado, no mínimo, como interessante.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

O peso da nacionalidade na Definição do Futuro

Irei ser directo e extremamente sucinto, deixando aqui uma previsão daquilo que será, com uma ou outra alteração, o plantel para a época desportiva 2011/12.

A UEFA restringe a inscrição num limite máximo de 25 Atletas, 4 dos quais formados no Clube e outros 4 formados na federação em que esse mesmo clube se encontra inscrito. Ficarão, portanto, pelas contas de Rui Costa, 2 atletas de fora da UEFA.

Assim sendo, e descontando alguns artistas que certamente não contarão para Jesus, estamos perante esta situação:



Têm a palavra o treinador e os responsáveis para o futebol, António Carraça e Rui Costa.

P.S. - Fui alertado para o facto do Rúben Amorim não contar como formado no Clube. Completou apenas 2 temporadas ao serviço do Glorioso na faixa etária entre os 15 e os 21 anos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Balanço da pré-época

A pré-época chegou ao fim, depois de mais uns jogos no Algarve e da Eusébio Cup. Foi o final da fase de preparação, que agora começam os jogos a doer. Dia 7 teremos o confronto com o Porto para a Supertaça, onde mais do que o troféu estará em jogo a oportunidade de iniciar a época com uma vantagem psicológica importante sobre o rival.


Não me vou alargar muito sobre os últimos jogos disputados, pois tirando o jogo da Eusébio Cup todos eles mereceriam crónicas alongadas. Como estive fora até ontem, prefiro sim passar em revista aquilo que resultou da pré-época. A nossa forma de actuar, a equipa que está construída, o que falta fazer.


Em primeiro lugar, a grande nota de destaque vai para o ensaio muito sério de um novo sistema de jogo, que logicamente Jesus e bem trabalhou para compensar a saída de Di Maria, que em grande parte torna o 4-1-3-2 do ano passado num sistema menos dinâmico do que era com o argentino. Além disso, o 4-3-3 (ou 4-3-2-1, ou 4-1-2-2-1) permite aproveitar os muitos avançados do plantel, em contraponto com a escassez de centrocampistas que temos, a meu ver.

sábado, 31 de julho de 2010

Benfica 4 - 1 Feyenoord (5-4 em g.p.)























Árbitro: Duarte Gomes
BENFICA: Roberto; Rúben Amorim, Sidnei (77' Luisão), David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia (46' Airton), Carlos Martins (46' Carlos Martins), Aimar (46' Jara) e César Peixoto (65' Felipe Menezes); Saviola (78' Luís Felipe) e Kardec (46' Cardozo).

Suplentes: Júlio César, Luís Felipe, Luisão, Fábio Faría, Airton, Ramires, Felipe Menezes, Cardozo, Jarra, Weldon, Nuno Gomes, Gaitán, Roderick e Balboa.

Treinador: Jorge Jesus

FEYENOORD: Erwuin Mulder; Stefan De Vrij,Ron Vlaar, André Bahia e Tim de Cler; Karim El Ahmadi (76' Van Haarem), Eroy Fer, Wijnaldum e Luigi Bruins (81' Dani Fernández); Diego Biseswar e Smolov (76' Luc Castaign).

Suplentes: Rob Van Dijk, D. Dani Fernández, Adil Auassar, Kamohelo Mokotjo, Lumb, Luc Castaign e Van Haarem.

Treinador: Mário Been

Golos: Cardozo (50' e 72'), Felipe Menezes (75') e Ruben Amorim (85'); Smolov (3')

domingo, 25 de julho de 2010

Benfica - Mónaco: a apresentação

O Benfica apresentou-se diante dos seus adeptos com uma recepção ao AS Mónaco, naquele que foi o primeiro jogo do Benfica 2010/11 em sua casa. A apresentação não trouxe novidades... Balboa confirmado como dispensa ao não ser apresentado, e Mantorras continua a prender a mítica nº 9. Incrível como a direcção não resolve algo que Jesus já resolveu há muito... não conta com ele! E "interessante" ver o público da Luz a aplaudir Mantorras mesmo depois de tudo o que o angolano tem dito... a memória é mesmo muito curta.

Para o jogo, Jesus escalou o seguinte onze: Roberto, Peixoto, Sidnei, David Luiz, Ruben Amorim, Airton, Gaitan, Aimar, Martins, Saviola e Kardec. O Benfica não entrou bem no jogo, e a pressão alta do Mónaco não estava a ser bem enfrentada. Muitas vezes estavam dois jogadores sobre Sidnei e David Luiz quando Roberto tinha de repor a bola em jogo, perdendo por isso o jogo encarnado a fluidez desejável com uma construção a partir dos centrais. Um grande problema que desde cedo se percebeu na equipa, teve que ver com o posicionamento dos jogadores. Que me perdoe o Jesus, mas eu nunca vi uma equipa dele tão desorganizada como ontem. Se a atacar isso não é grande problema, a defender notou-se que os jogadores andavam perdidos a tentarem perceber onde deveriam estar naquele momento. Confesso que me fez confusão visto que a base da equipa mantém-se, o sistema táctico também... e acabei por perceber que o problema defensivo não é um exclusivo dos jogadores desse sector.

O dilema da baliza

Vou dedicar breves linhas ao problema mais complexo que em muito tempo vejo para resolver no plantel do Benfica, análises mais profundas sobre o jogo deixo para outra altura em que tenha tempo para algo mais demorado. Até porque tive condições para ver melhor como se movimenta o Benfica 2010/11, e tirei conclusões interessantes.

Mas o assunto dos guarda-redes é incontornável. Roberto não teve culpa em nenhum dos golos, mas vê-se que não consegue decidir seja o que for. No lance do 1º golo, não sendo obrigatória a defesa naquelas circunstâncias como é óbvio, vê-se que ele nem sabia se havia de sair para interceptar o lance, se havia de sair para fazer a mancha... acabou por nada fazer, ficou estático, imóvel, a ver a bola encaminhar-se para a baliza. Já circula o soundbyte que daquela forma cortou mais o ângulo de remate, mas como é evidente todos sabemos que isso é treta, pois caso assim fosse não veríamos nas melhores escolas mundiais de guarda-redes tanta insistência em treinar esse gesto técnico. Até porque ficar de pé, imóvel, retira ao guarda-redes praticamente todas as hipóteses de intervir caso a bola seja defensável.

É confrangedor ver que ele nas bolas paradas tem tanto medo de estar mal posicionado que não pára quieto, e não dá ordens aos colegas para se posicionarem melhor. Como fizeram Moreira ou Julio Cesar por exemplo. Que não sai da baliza, que não consegue desempenhar o papel de líbero quando é necessário. Podem dizer-me que vem habituado de equipas muito defensivas, mas o Júlio César é mais novo, veio do Belenenses, e não tem grandes problemas em jogar com a defesa subida.

Estou totalmente desolado, porque desde que o saudoso Enke saiu da Luz que anseio pelo dia de ter um grande guarda-redes na nossa baliza novamente. Roberto até pode ter qualidade, e eu acredito que a tenha, mas se ainda nem chegou ao ponto de conseguir decidir bem que tipo de acção levar a cabo, muito menos o vemos a agir bem. Nem com Bossio vi uma sucessão tão horrível de exibições. É que são umas atrás das outras. Praticamente não se vê uma excepção à regra durante os jogos, e quando acontece pelos vistos não serve para lhe darem confiança... visto que ele já tem enterrado de forma épica a seguir a boas intervenções.

Nunca vi nada igual na minha vida... não faço ideia do tipo de solução que pode existir. Não sei mesmo que diga sobre o futuro... do Roberto, e da baliza do Benfica.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

De novo reis em Guimarães

Não há duas sem três, e o Benfica voltou a vencer o Troféu Cidade de Guimarães. A precisar de ganhar, a equipa produziu uma exibição exuberante e com nota artística para vencer o Vitória de Guimarães, num jogo marcadamente ofensivo, com muitos espaços dados de parte a parte, e com vários jogadores a mostrarem-se já num plano muito elevado nesta fase da preparação para a nova época.


Jesus escalou o seguinte onze para esta partida: Roberto, César Peixoto, David Luiz, Sidnei, Ruben Amorim, Airton, Gaitan, Aimar, Carlos Martins, Saviola e Kardec. Foi portanto uma equipa muito próxima do que será o onze base desta época, com as repetidas ausências na defesa, e com dois homens do meio campo para a frente a reclamarem um lugar aos habituais titulares na época passada - Airton e Kardec.


O jogo começou da melhor maneira para o Benfica, encostando às cordas o adversário e explorando os muitos espaços que o Guimarães concedeu. O maior leque de soluções de jogo que Kardec oferece em relação a Cardozo fizeram-se sentir, sendo redobrada a mobilidade do ataque encarnado, com Kardec muito à vontade na dupla função de servir de pivot ofensivo, e também a cair no espaço, a criar jogo, tal como Saviola preferencialmente gosta de fazer. A somar a isso um excelente Carlos Martins e um Gaitan perfeitamente adaptado ao jogo de toque curto e tabela, o resultado foi esmagador e demolidor.

Guardiões do sobre solo

Uma das questões mais pertinentes feitas na época passada em relação à excepcional equipa que o Benfica apresentou pelos vários relvados do país foi a capacidade dos três guardiões que serviram a nossa instituição: Quim, Júlio César e Moreira.
Relembro que na pré-temporada, Moreira foi o mais utilizado - inclusive, chegou a jogar um jogo pela Selecção Nacional nesse período - Júlio César chegou já em Agosto, e Quim agarrou a titularidade para a temporada, quando foi decisivo na Eusébio Cup, no desempate por grandes penalidades (defendeu três delas, se não me falha a memória) com o AC Milan. Porém, em determinados jogos, principalmente já na parte final da época, em jogos com a Académica, o FC Porto e o Rio Ave, pairaram muitas dúvidas sobre se os golos sofridos, que com outro guarda-redes de um nível superior ao de Quim, seriam defensáveis. Para além disso, também era visível que a equipa não tinha grande confiança em Quim, que por vezes cometia erros que, até pela idade que possui - 34 anos, não os deveria cometer. Terão sido estas as razões que fizeram com que se não avançasse para a renovação de contrato, sendo preterido por Moreira, que encaixa num perfil de jogador que aceite melhor um longo período de suplente de alguém verdadeiramente bom. Para além de contar como formado no clube, necessário para efeitos de inscrição do plantel nas competições europeias, coisa que não acontece com o agora bracarense.

domingo, 18 de julho de 2010

Defesa ao fundo

O Benfica disputou mais um amigável de preparação, desta vez a contar para o Troféu Cidade de Guimarães. O adversário era muito acessível, o Groningen da Holanda, mas o jogo terminou com um empate a 3-3. Terminei o jogo com sensações muito díspares... um misto de contentamento com alguma preocupação.


Jesus apostou no seguinte onze: Roberto, Peixoto, Faria, Sidnei, Luís Filipe, Airton, Gaitan, Martins, Ruben Amorim, Kardec e Jara. Primeira nota... deixem-me dar conta do grande orgulho que foi ver o Ruben Amorim a capitanear a equipa. Quem me lê habitualmente conseguirá imaginar o meu contentamento, já que há muito vejo nele o modelo de jogador à Benfica, e o modelo de capitão à Benfica. Será uma questão de tempo até assumir essa tarefa de forma regular.


O jogo começou com uma falha defensiva tremenda, algo que havia de se repetir. 1-0 para o Groningen, com Luís Filipe e Fábio Faria a borrarem a pintura, e a deixarem Roberto sem qualquer possibilidade de defender. Depois, apareceu o melhor Benfica, e uma equipa que me faz já sonhar. Em termos ofensivos, vimos uma equipa de alto nivel. Kardec, Jara, Gaitan e Carlos Martins fizeram todos exibições monstruosas, combinaram muitíssimo bem entre si e dinamitaram totalmente a defesa adversária. O empate chegou facilmente por Kardec, e vários outros lances poderiam ter tido o mesmo desfecho. Ficam na retina os excelentes desenhos ofensivos protagonizados por estes jogadores, a fazerem sonhar, de facto.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Deixar a Suíça com estilo

O Benfica jogou hoje o seu terceiro e último jogo amigável na Suíça, pondo assim termo ao estágio que efectuou nas terras helvéticas. O adversário voltava a ser acessível, mas Jesus mudou definitivamente a orientação na definição do onze titular, apostando claramente e desde já no que serão as mais que prováveis escolhas preferenciais do técnico. Assim, na baliza jogou Roberto, à sua frente Peixoto, David Luiz, Sidnei e Luís Filipe, no meio Javi Garcia, Martins, Aimar e Gaitan, e na frente Kardec e Saviola.


Faltam, claro, os mundialistas. Portanto, num exercício meramente teórico, provavelmente Coentrão entrará para o lugar de Peixoto, Luisão para o lugar de Sidnei, Maxi para o lugar de Luís Filipe e Cardozo para o lugar de Kardec. Isto, claro, se não houverem saídas de nenhum desses jogadores. Portanto, a tentativa é desde já de voltar a consolidar um onze, e não estando disponíveis os teóricos "donos" de alguma posição, Jesus fez avançar os seus mais semelhantes.


A partida começou com o Aris muito rápido sobre a bola e a dificultar muitíssimo a tarefa defensiva do Benfica, atacando com jogadores rápidos e a aproveitar muito bem os imensos espaços que o Benfica concedeu no seu meio campo defensivo. De facto, foi em termos defensivos que menos consistente esteve o jogo encarnado, penso que muito por culpa da falta de frescura física de Javi Garcia, que me pareceu uns furos abaixo dos restantes colegas. Na segunda parte, com a entrada de Airton para o seu lugar, o Benfica passou a ter mais controlo do jogo no seu próprio meio campo, que até aí lhe fugia.

domingo, 11 de julho de 2010

Um dia desastrado

O Benfica continuou a preparação da nova época com um embate amigável frente ao Sion, tendo perdido por 2-1. Foi um jogo com incidentes diversos, que de certa forma acabaram por desvirtuar em muito o real trabalho desenvolvido durante os noventa minutos pela equipa.

Jorge Jesus escalou para o jogo o seguinte onze: Roberto, Fábio Faria, David Luiz, Sidnei, Airton, Javi Garcia, Aimar, César Peixoto, Carlos Martins, Saviola e Kardec. Airton adaptado a lateral direito e Fábio Faria deslocado para o flanco esquerdo, com Peixoto a jogar no meio campo. De destacar a inclusão de elementos com muitos minutos nas pernas no jogo da véspera, casos de Sidnei, Peixoto e Faria.

Mal o jogo tinha começado e já Roberto se destacava. Numa saída totalmente despropositada (distracção? relaxamento? Não consegui ainda encontrar justificação), abriu a baliza para Mpenza facilmente concretizar e por o Sion em vantagem. Um péssimo arranque de jogo do guardião espanhol, e que contagiou a equipa.

Arrancaram os amigáveis de preparação

O Benfica realizou hoje o seu primeiro jogo da época 2010/11, frente ao FC Monthey na Suíça. O adversário não era, evidentemente, de peso, mas Jorge Jesus quis desde já começar a dar rotina à equipa, em particular aos novos jogadores que integram o plantel este ano. O primeiro onze do Benfica 2010/11 foi então o seguinte: Roberto (GR), Luís Filipe, Sidnei, Fábio Faria e César Peixoto (defesas), Airton, Menezes, Balboa e Gaitan (centrocampistas), Weldon e Jara (avançados).

A estrutura da equipa, em termos tácticos, correspondeu na íntegra aquilo que foi a base da equipa no ano passado. Um 4-1-3-2 bem evidente em campo, com uma dupla de avançados de cariz diferente do que estávamos habituados. Weldon e Jara garantiram mais mobilidade e menos presença de área, o que me parece ter sido talvez o factor mais estranho à equipa, pouco acostumada a servir uma frente de ataque com estas características.