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Rubrica onde iremos analisar lances, jogadas ou momentos dos jogos do Benfica que, apesar de importantes, passam normalmente despercebidos a um olhar menos atento.

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Voz aos escribas do Chama Gloriosa, para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos relacionados com o clube. Sempre com a acutilância, independência e fervor Benfiquista que nos caracterizam.

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Aqui vais encontrar jogos de todas as modalidades e os mais diversos programas de televisão sobre o Benfica. Não fiques fora de jogo e recorda tudo o que gravita à volta do nome Benfica!

Glorioso Relax - As deusas do Benfica

Cansado da rotina? Farto de maus resultados? Faz frio? Chove? Nada como espairecer e consolar a vista, com as gloriosas deusas deste espaço!

Análises adversários

Se não conheces a equipa que vai jogar contra nós no próximo jogo, não desesperes! Temos pronto para ti um resumo da informação mais relevante sobre o adversário!

Canto dos convidados

Todos os meses um convidado benfiquista vai dar voz à sua alma gloriosa e partilhar a sua perspectiva sobre os mais variados temas .

domingo, 10 de abril de 2011

Quo vadis, contratações do Benfica?

Mais uma vez, a segunda linha do Benfica perde pontos contra uma equipa que luta para não descer de divisão. Nada a apontar aos profissionais que hoje jogaram, mas o Benfica SAD mostrou a nu - e valha a verdade, isso é uma coisa boa, na medida em que as pessoas começam a ter noção - do desastre que tem sido as contratações da era Jorge Jesus, salvo raras excepções. Os responsáveis, todos nós sabemos quem eles são. Não vale a pena os referir.
Vamos analisar caso a caso:
Júlio César - o 1º golo da Naval diz tudo. No máximo dos máximos, serve para segunda opção na baliza. Custou 500 mil euros.
Luís Filipe - falhou um golo cantado mesmo a fechar a partida. Mesmo assim foi dos melhores em campo. Custou 500 mil euros.
Roderick - muito tenrinho como central, tem sido uma desilusão para mim. Estava À espera de muito mais. Tem de ser emprestado, e mesmo assim, duvido que terá nível para jogar no Benfica. Custou 0 euros.
Sidnei - uma promessa que está a demorar a concretizar-se em certeza, como diria Gabriel Alves. Custou 7M euros. Começo a achar que foi caro demais.
Carole - tem feito jogos agradáveis, muito jovem, penso que se justifica permanecer no plantel. 450 mil euros.
Airton - muito só no meio-campo, sempre com dois ou três jogadores da Naval em cima. Uma alternativa bem válida ao Javi Garcia. 2,5 M euros.
Menezes - que dizer desta surreal aposta de Jorge Jesus? Alguma técnica, mas rapidez de decisão, zero! Tanta oportunidade para quê? Para enterrar ainda mais o rapaz? Uma "oportunidade de negócio" que custou 1M euros.
Martins - dos melhores em campo. Custou 3M euros.
César Peixoto - tem notórias limitações, que advém de uma carreira recheada de lesões. Mas dá alguma segurança no meio campo do Benfica. Custou 400 mil euros.
Kardec - não se deu muito por ele, mas marcou um bom golo. E como é avançado... 2,5M euros. Acho exagerado o preço que se pagou por ele.
Jara - desinspirado hoje, mas ao longo desta época já provou que é um bom jogador... no entanto, por 5,5 milhões de euros... o Falcao veio para o FC do Porto pelo mesmo valor.
Aimar - não merece ser analisado aqui, o jogo de quinta-feira prova-o. 6,5M euros.
Salvio - tem de ficar no Benfica, dê lá por onde der.
Weldon - muito importante no título do ano passado, este ano não se percebe porque está tanta vez na penumbra... custou 280 mil euros.

Depois há ainda o exótico Fernandez, que por este andar o Benfica pagou 1,5 milhões de euros para fazer um jogo pelo Benfica... e etc...

Infelizmente, 29,3 milhões de euros não foram suficientes para derrotar a Naval. É demasiado dinheiro...

Naval 2 - 1 SL Benfica

Liga ZON Sagres 2010/2011 | Campeonato | 26ª Jornada

Naval 2 - 1 SL Benfica

Estádio: Municipal José Bento Pessoa

Árbitro: Bruno Paixão

Convocados da Naval

Convocados do SL Benfica

Equipas Titulares:



Antevisão de Mozer

Antevisão de Jara (Jorge Jesus cumpre castigo)

Pós Jogo

Bruno Moraes 22', Marinho 83';

Kardec 36'

Pequeno Resumo do Jogo

Camora 87';

Jara 26', Luís Filipe 67';

Michel Simplicio 74', Bruno Moraes 82';
João Pedro 74', Hugo Machado 82'

C. Martins 66', C. Peixoto 66', F. Menezes 78';
Salvio 66', Weldon 66', Aimar 78'

Análise de Fernando Mira (treinador adjunto)

Análise de Raul José

Andebol, Futsal e entrevista de Javi Garcia para download


ZONA DE DECISÃO - Javi Garcia

Grande entrevista com o nosso jogador (1 hora e 10 minutos), com apresentação de Luís Lemos. Legendado em português.


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SPORTING - BENFICA

Campeonato Nacional de Futsal 2010/2011
24ª Jornada


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BENFICA - FC PORTO

Campeonato Nacional de Andebol 2010/2011
Fase Final - 1ª Jornada


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Password para todos: dfernandes

Um jogo, uma oportunidade

Hoje, embora não pareça, é dia de jogo do nosso Benfica.
O campeonato está mais que decidido e há outras prioridades, que todos sabemos.
Mas existe uma honra e um prestígio que tem obrigatoriamente que ser defendidos.
Há que vencer a Naval, e jogar com habituais suplentes não pode ser desculpa. Aliás, este jogo deve ser encarado por eles como uma grande oportunidade de mostrarem o seu real valor. Estou a falar de casos como Carole, Menezes, Kardec e Fernández, que me parece que estão com um futuro indefinido no Benfica, principalmente os 3 últimos. Que mostrem que têem valor para representar a nossa camisola!
Força Benfica!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Liga Europa: Benfica-PSV - Jogo para download


BENFICA - PSV

Liga Europa 2010/2011 - Quartos de Final - 1ª Mão



Link para a 1ª Parte | Link para a 2ª Parte

Resumo, flash interview e conferência de imprensa


Password: dfernandes

Meia vingança já está.


Aquela tristeza imensa afundada em cerveja, rodeado por "PSV's" a irradiar felicidade, é algo que felizmente tive de aprender a conviver. Perder uma final é doloroso, principalmente quando se é novo e um adepto convicto. Chorei.

Hoje o coração quase que não aguentou, veio-me as lágrimas aos olhos pela alegria do resultado.
Grande exibição de raça e querer, de tal forma que, deixou os defesas holandeses a mandarem vir uns com os outros.
Depois o 3-1, e esse seria um resultado complicado. Olhar para a bancada e ver os "PSV's" eufóricos e com esperança deixou-me raivoso! Saviola devolveu-me a esperança. Que na Holanda se ganhe e passemos às meias!

Grande ambiente no Estádio, aos meus amigos que lá estiveram, assim como para todos os outros que apoiavam de fora ...

... Um abraço do Papoila Calmante

P.S. Aimar, és dos maiores astros que um dia vi envergar a "gloriosa", Nunca te vou esquecer!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

SL Benfica 4 - 1 PSV Eindhoven

UEFA Europa League 2010/2011 | Quartos-de-Final | 1ª Mão

SL Benfica 4 - 1 PSV Eindhoven

Estádio: LUZ

Árbitro: Paolo Tagliavento

Convocados do SL Benfica

Convocados do PSV

Equipas Titulares:



Antevisão de Jorge Jesus

Antevisão de Fred Rutten

Pós Jogo

Aimar 37', Salvio 45' e 52', Saviola 90+3';

Labyad 80'

Resumo do Jogo

Javi 85';

Engelaar 54', Pieters 68';

Aimar 78', Gaitán 78', Cardozo 90+1';
Jara 78', C. Peixoto 78', F. Menezes 90+1'

Pieters 72', Berg 79';
Wuytens 72', Labyad 79'

Análise de Jorge Jesus

Análise de Fred Rutten (não disponivel)

Antevisão: Liga Europa - Benfica v PSV Eindhoven


Estádio da Luz, Lisboa
Domingo, 7 de Abril de 2011
20:05 GMT

Ainda em recuperação do trauma do fim de semana, chega finalmente a hora da Europa. A recepção ao PSV Eindhoven na Luz promete revelar-se como um dos desafios da época para os encarnados, estando em jogo a presença nas meias-finais de uma competição europeia. Mais logo, a partir das oito da noite, é preciso entrar em campo com vontade de fazer com que a história não se repita. Em 88 saímos derrotados, mas desta vez vai ser diferente. Força Benfica!


11 Provável

12 Roberto
14 Maxi Pereira
27 Sidnei
 4 Luisão
18 Coentrão
6 Javi Garcia
20 Nico Gaitán
 8 Toto Salvio
10 Pablo Aimar
 7 Óscar Cardozo
30 Saviola

Últimos encontros

- Os mais recentes embates entre as duas equipas verificaram-se na fase de grupos da UEFA Champions League de 1998/99. O Benfica, então dirigido por Graeme Souness, triunfou por 2-1 em casa e empatou 2-2 no terreno dos holandeses, na altura comandados por Bobby Robson. O actual capitão do Benfica, Nuno Gomes, jogou em ambas as mãos, tendo marcado uma vez em Lisboa e duas em Eindhoven.*

Benfica: Preud'homme, Sousa, Andrade, Ronaldo, Bruno Basto, Pembridge, Poborský (Pringle 77), Hugo Leal, Thomas (Kandaurov 60), Nuno Gomes (Deane 77), João Pinto.
PSV: Waterreus, Abel Xavier, Marcos, Lucius, Van der Doelen (Bruggink 80), Khokhlov, Faber, Iwan (Rommedahl 63), Kolkka, Van Nistelrooy, De Bilde (Nilis 63).

Notas do jogo

  • O Benfica efectuou 17 partidas frente a equipas oriundas da Holanda e o registo apresenta seis vitórias, seis empates e cinco derrotas (cinco triunfos, um empate e dois desaires em Lisboa). Para além da final da Taça dos Campeões de 1988, o Benfica efectuou outro jogo frente a adversários holandeses em campo neutro, tendo perdido por 3-0, em Paris, frente ao AFC Ajax, num jogo de repetição dos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus de 1968/69.*
  • Os nove jogos do PSV frente a adversários portugueses saldaram-se por duas vitórias, quatro empates e três derrotas (um triunfo, um empate e dois desaires em Portugal). A equipa holandesa não perde fora nas competições europeias há cinco encontros, tendo somado quatro vitórias e um empate nas suas deslocações e marcado nove golos.*
  • A segunda mão desta eliminatória será o 100º jogo do na Taça UEFA e UEFA Europa League. A próxima derrota dos "encarnados" será a 100ª em jogos das competições europeias; a cumprir o 332º desafio nas provas da UEFA, o Benfica é o clube mais experiente ainda em prova.*
  • O Benfica encara a partida de orgulho ferido e tudo fará para proporcionar uma alegria aos adeptos depois do terrível resultado do fim de semana. Os encarnados têm ambições na prova e sabem que é extremamente importante assegurar vantagem para o jogo da segunda-mão.
  • Jorge Jesus poderá contar com os habituais titulares, tendo apenas Airton, Carlos Martins, Rúben Amorim e Nuno Gomes de fora por lesão. Por outro lado, Fred Rutten já sabe que Toivonen não poderá dar o seu contributo à equipa, assim como Koevermans.
  • Dado o estilo de futebol das duas equipas, espera-se um jogo bastante interessante. Esta equipa holandesa do PSV tem capacidade para criar problemas em Lisboa, mas um Benfica concentrado e consciente da importância da partida conseguirá um bom resultado para o jogo na Holanda. Será importante entrar de forma determinada e, com o apoio de um Estádio da Luz completamente cheio, adquirir a confiança necessária para ser o Benfica avassalador que todos sabemos que este Benfica pode ser.  (Prognóstico 3-1)  
*Informação retirada do Dossier de Imprensa da UEFA

Bet365

Benfica -0,5
Over/Under 2,5

quarta-feira, 6 de abril de 2011

"Vitórias e Património" - Episódio 25 para download


VITÓRIAS E PATRIMÓNIO


EPISÓDIO 25

ALTOS, TOSCOS E LOIROS



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Estudo do Adversário - PSV Eindhoven

Num encontro que encerra alguma rivalidade histórica, pelos antecedentes em confrontos anteriores, Benfica e PSV Eindhoven defrontam-se uma vez mais nas competições da Uefa. De forma a tentar conhecer um pouco mais da equipa holandesa, apresento aqui a já habitual análise detalhada sobre o adversário do Benfica na Liga Europa. Dada a colaboração que houve sobre o tema, não deixem também de ler a excelente análise do Edu no Eterno Benfica.
Organização ofensiva

- Equipa organizada em 4x2x3x1. Exibições consistentes durante toda a temporada, estando ainda na luta pela maioria dos objectivos estabelecidos. Título da Eredivisie em aberto - segundo lugar a dois pontos do Twente - e presença nos quartos-de-final da Liga Europa. Apenas na Dutch KNVB Cup saíram eliminados - num jogo muito equilibrado em Enschede -  já nos quartos-de-final da prova. Equipa típicamente holandesa com boa vocação ofensiva e grande obsessão pela posse de bola. Perigosos em 3ª e 4ªfase com destaque óbvio para Dzsudzsák e Toivonen - as grandes figuras da equipa - que só entre os dois levam 39 golos e 27 assistências em jogos oficiais.

- Em 1ª fase, a construção de jogo ocorre quase sempre com o primeiro passe a sair para um dos centrais (Bouma é a grande referência). O pontapé longo é usado apenas como último recurso, procurando quase sempre Toivonen ou Berg no meio campo contrário. A opção por um jogo mais curto e menos directo, está até bem marcada nas características dos centrais, todos bastante evoluídos tecnicamente (Marcelo, Bouma e 'Maza' Rodriguez), e por vezes demasiado audazes em posse (explorar).

- Em 2ª fase existe uma característica bem marcada: a valorização da posse de bola. A circulação é, por norma, feita de forma bastante lenta e paciente, usando e abusando de um jogo de "bola no pé". Os centrais funcionam como grande referência (Bouma principalmente), ora fazendo a bola circular de um corredor para outro, ora atacando o espaço para entregar a um dos médios ou avançados que, de frente para a bola, aparecem para tabelar de primeira com quem vem de trás (pelo meio ou pelos corredores laterais). Em alternativa, um dos médios centro aparece para receber ou procura penetrações laterais dando apoio em largura (Engelaar normalmente). Os defesas laterais gostam de correr com bola (mais Manolev) e combinar com os alas do seu lado, procurando desenvolver o jogo atacante da equipa.

- Em termos de criatividade (3ªfase), as despesas recaem quase todas em Dzsudzsák na ala esquerda. O húngaro alia à sua grande capacidade tecnica e poder no 1x1, um pé esquerdo fabuloso, com grande precisão, seja em situações de cruzamento ou de finalização. Joga quase sempre bem aberto na esquerda, enquanto no lado contrário, Jeremain Lens - rápido e bom no 1x1 - privilegia movimentos mais interiores (com e sem bola), através de diagonais da direita para o meio, como forma de abrir caminho para Manolev aparecer de trás a cruzar (boa precisão). Inversão dos extremos é um recurso possível e bastante usado. Normalmente Dzsudzsák aproveita as bolas paradas a seu favor no lado direito para trocar de lado com Lens e tentar, assim, criar alguma confusão no adversário.

 - Toivonen movimenta-se sempre nas costas de Berg e é fortíssimo em combinações ofensivas no último terço. Não é um organizador, mas surpreende pela mobilidade, pelo bom remate de pé direito e pela capacidade de colocar os colegas em situações de finalização (vários passes a desmarcar Berg contra o Rangers e o Lille). Importante limitar a sua acção em posse junto à área adversária. O seu substituto natural é Bakkal, um jogador que procura organizar mais, aparecendo sempre muito bem em zona de finalização (golo ao Utrecht após cruzamento de Manolev).

- Marcus Berg tem capacidade para criar dificuldades em 4ªfase, quer seja em lançamentos em profundidade ou em situações na grande área. Passa por um período de grande falta de confiança que lhe tem retirado tranquilidade em zona de finalização (várias oportunidades claras falhadas nos últimos jogos). A alternativa ao sueco é o holandês Koevermans, um jogador muito forte fisicamente que pode causar problemas nas bolas aéreas e nos duelos individuais. Possibilidade, também, de Toivonen actuar como o elemento mais avançado da equipa.

Transição Defesa /Ataque

-
Mudança de atitude média. A maior ameaça está nas saídas rápidas após recuperações em zonas altas do terreno, onde têm capacidade para fazer a diferença. Quando a recuperação é feita em zonas mais baixas, a principal preocupação é retirar a bola da zona de pressão e dar início à posse de forma organizada e paciente. Bolas longas a solicitar os alas possíveis.

- Ainda dentro do meio-campo defensivo, cometem alguns erros e acusam muito o pressing do adversário (jogo em França com o Lille). Situação a potenciar e a explorar.

Organização Defensiva


- Equipa organizada, normalmente, num bloco médio/alto. A procura da posse de bola é feita através de uma zona pressionante, normalmente com uma postura bastante activa e agressiva. Boa organização colectiva devido, por um lado, à circulação de bola bastante paciente e mecanizada, que faz com que a equipa não se desposicione demasiado e, por outro, ao bom desempenho táctico dos dois médios-centro (Hutchinson e Engelaar). Em situação de vantagem, mudam de atitude e recuam as linhas de pressão: deixam a equipa contrária sair a jogar lá atrás, tentando apenas evitar que passem o meio-campo em situação confortável.

- Defesa minimamente consistente, mas com algumas fragilidades. Marcelo (ou 'Maza' Rodriguez) são mais agressivos nos duelos individuais e no jogo aéreo, Bouma mais forte na leitura de jogo e na antecipação. Todos bons tecnicamente e, geralmente, seguros em posse (Marcelo mais inconsistente), sendo que não raras vezes abusam na tentativa de sair a jogar. Os laterais são competentes no plano defensivo, apesar da forte vocação ofensiva. Pieters talvez mais lento a reagir a mudanças de direcção e a movimentos mais explosivos por parte do ala.

- Demasiada valorização de referências individuais na marcação. Ambos os centrais saem várias vezes de posição, seja pela marcação individual a um dos atacantes contrários (Marcelo), seja devido a um risco excessivo na tentativa de antecipar a acção de um jogador adversário (Bouma). Colocam bastante agressividade nestas situações, mas, sendo batidos, abrem-se grandes espaços nas suas costas que podem e devem ser explorados. Pouca preocupação com a coordenação da linha defensiva, sem grande ênfase no uso estratégico do fora de jogo.

- Isaksson muito seguro na linha de baliza e bastante consistente a sair dos postes (tanto agarra como soca a bola para longe da zona de perigo).

Transição Ataque/Defesa

- Boa reacção global à perda de bola, apenas com algumas debilidades nos corredores laterais (lado direito com Manolev). Todos os jogadores bastante disponíveis para recuperar a organização, beneficiando também do pouco risco em posse que não obriga a equipa a entrar em grandes desiquilíbrios na hora da perda. Hutchinson muito agressivo em momento defensivo, fantástico no pressing e na recuperação da posição.

- A defesa pode estar posicionada muito alto no campo, pelo que existirão espaços nas costas para explorar em transição ofensiva. Potenciar estas situações encurtando tempo e espaço a Bouma e Engelaar, de forma a obrigar a equipa a encontrar outras opções em 1ª e 2ª fase (passe longo, Marcelo solicitado mais vezes).

Bolas paradas - favor

- Livres laterais batidos por Dzsudzsák de pé esquerdo. Grande precisão no cruzamento. Normalmente, 5 jogadores atacam a bola na diagonal: Bouma. Marcelo, Engelaar, Toivonen e Berg. Lens coloca-se na pequena área, dificultando a acção ao guarda-redes. Hutchinson fica na entrada da área para a segunda bola; dois laterais os jogadores mais recuados. Livres frontais batidos também por Dzsudzsák, sempre com grande potência e normalmente com muito perigo (evitar faltas na zona frontal e na meia direita).

- Cantos executados por Dzsudzsák. Mais uma vez, colocam 6 jogadores na área: Marcelo, Bouma , Engelaar (movimento ao primeiro poste), Toivonen, Berg e Lens; Combinações possiveis. Equipa com grande envergadura física, com capacidade para criar perigo na sequência de lances de bola parada.

Bolas paradas - contra

- Nos livres laterais colocam 1/2 jogadores na barreira, dependendo da distância à baliza. Toivonen fica na entrada da área, Dzsudzsák e Lens mais na frente. Restantes marcam individualmente, com Hutchinson a sobrar. Nos livres frontais mais próximos da baliza colocam 5 jogadores na barreira (normalmente não saltam). Defendem com todos os jogadores junto à área.

- Nos cantos, Hutchinson fecha o espaço entre a pequena área e o primeiro poste; Toivonen fecha na entrada da área; Dzsudzsák e Lens ficam mais avançados para iniciar a transição; restantes jogadores marcam homem a homem.

Outras observações

- Fred Rutten não sabe ainda se poderá contar com Toivonen que se encontra em dúvida para a deslocação a Lisboa. Pieters e Bouma sofreram pequenas mazelas no jogo frente ao Twente mas devem estar disponíveis para alinhar na primeira partida. Se Toivonen não jogar (como me parece que acontecerá) a equipa manterá o seu 4x2x3x1 habitual, entrando Bakkal como o substituto natural do possante sueco.

- Equipa a fazer uma boa época, apesar da recente perda do primeiro lugar na Eredivisie. Na Europa, apuramento para a fase a eliminar sem qualquer derrota e eliminação do Lille e do Rangers nos dezasseis-avos e nos oitavos de final. Saldo europeu este ano cifra-se em: 12 jogos, 7 vitórias, 4 empates e 1 derrota (na pré-eliminatória).

- Substituições não implicam, normalmente, alterações no esquema táctico da equipa. Mesmo com todos disponíveis, têm um banco pouco capaz de alterar o rumo da partida, já que o plantel é bastante curto. Normalmente, Fred Rutten conta apenas com um núcleo duro de 13/14 jogadores. Para além dos habituais titulares, 'Maza' Rodriguez, Koevermans e Bakkal são os restantes jogadores chamados regularmente a jogo.


terça-feira, 5 de abril de 2011

"A Máxima dos Máximos" - Programa de 04/04/2011 para download


A MÁXIMA DOS MÁXIMOS

BENFICA TV

PROGRAMA DE 04/04/2011




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Retomem lá o rumo.

Já respiro melhor.
Esta coisa compulsiva da paixão, provoca-me certos dissabores.
O jogo de domingo deixou-me estranho. Não fui lá, porque tinha a sensação que algo de errado se iria passar. Passaram-se várias.
Falar delas já pouco importa, já outros o fizeram aqui e bem.
Falar do que aí vem é agora mais importante.
Este retardar da atribuição do título aos rapazes do Villas Boas, só veio aumentar a tensão. Já rebentou, por isso, amigos meus, passemos aquilo que todos nós deveríamos estar focalizados. As provas pelas quais ainda lutamos.

A primeira, é já 5ª feira, e contra um velho rival com quem não temos boas memórias. Eles não vão permitir falhas. Se vacilou, dançou! ... são da escola holandesa, jogam como nós, são fortes e consistentes. Imbatíveis não são.
Convém ganhar, temos todas as condições para o fazer e deveremos apoiar os nossos rapazes, esquecendo definitivamente o que aconteceu no domingo.

Foi só um jogo, racionalizando, foi só uma derrota.

Lutemos então pela vitória, juntos, unidos e com o objetivo de mostrar que somos "europeus".

Perdida que foi a nossa campanha no primeiro escalão do futebol europeu, façamos tudo para irmos longe nesta honrosa e ainda não conquistada Liga Europa.


Abraço do Papoila Calmante

A degração moral de uns criminosos

Vi há pouco que os jogadores do Porto entoaram o célebre cântico “SLB SLB SLB filhos da puta SLB”, e não pude deixar de sentir pena. Aquelas pobres almas, na suposta celebração do seu título, dirigiram insultos ao rival em vez de enaltecerem o clube que serve. E fiquei ainda com mais pena, porque isso acontece porque não sabem mais nenhum cântico. Sempre que a sua equipa se adianta no marcador, seja em que estádio for, os seus adeptos não cantam pela equipa, preferem sim insultar os seus rivais. É de gente pequenita, mas eles não sabem o que perdem.

A mim dá-me muito gozo, quando o Benfica ganha, ver estrelas hoje em dia mundialmente reconhecidas a cantarem cânticos vários, desde o “SLB Glorioso SLB” até ao “mostra a tua raça, o querer e ambição”. Dá-me muito gozo estar no twitter a explicar às namoradas de alguns jogadores como se canta determinado cântico, que sempre enaltece a equipa, os jogadores, o clube. Isso a mim dá-me muito gozo, porque isso forma uma família espectacular entre todos. Entre adeptos e jogadores, há um clima giro, sempre com o clube como motivação principal, e não um qualquer ódio sarraceno a um rival qualquer.

A degradação moral do Porto, principal arma aliás de Pinto da Costa para o seu reinado de impunes crimes, só me dá pena. Nunca conseguirão estar junto dos seus jogadores e cantarem algo que enalteça ao fim e ao cabo o motivo dessa união: o seu clube. Não sabem o que perdem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O exemplo que queria ver copiado

A direcção do Benfica tem andado muitíssimo ocupada a copiar exemplos de clubes criminosos, ignorando acções verdadeiramente frutíferas para equilibrar os pratos da balança, e optando por palhaçadas como a cena de ontem de desligar a luz do Estádio no final do jogo.


Mas há exemplos de outros clubes que podia copiar. Eu vou dar um exemplo.

O nosso Capitão Nuno Gomes infelizmente lesionou-se, e pode já não chegar à tão especial marca dos 400 jogos com a nossa camisola. Noutros clubes, com um jogador desta qualidade, que já deu o que deu ao clube e que certamente não pretende contratos chorudos, teriam apresentado de imediato a renovação ao jogador por mais um ano.

E outro exemplo há. Prometeram no ano passado a renovação a Ruben Amorim, que para já ficou adiada. Quando o Ruben se lesionou gravemente, perdendo com isso o resto da época, porque não o chamaram para discutir novo contrato?

Nestas acções a direcção do Benfica mostraria a grandeza que se coaduna com a grandiosidade do nosso clube. E marcaria pontos junto de quem tão bem serve, serviu e pode ainda servir o clube. Mas não, entretenham-se lá a copiar os andrades só no que não interessa. Naquilo em que podiam aprender alguma coisa, ignoram…

Os objectivos da exigência

Depois de uma humilhação como a de ontem, tem de haver lugar a uma reflexão daquilo que eram os objectivos para esta época quando ela começou, daqueles que são os objectivos que com tolerância podem ser alterados, e dos outros que não podem de forma alguma ser alterados sob pena de comprometermos a exigência que devia reinar no Benfica. Temos de ter mentalidade vencedora.

Resumidamente, a proposta no início da época era revalidar o título como principal prioridade, e fazer uma campanha digna na Liga dos Campeões (no mínimo dos mínimos oitavos de final... já nem falo do que foi prometido por Jesus e Vieira, porque sempre considerei isso irrealista).

Bom, na Liga dos Campeões tivemos uma participação vergonhosa, a mais humilhante de que me lembro e dando uma imagem negra do nosso clube na alta roda do futebol europeu. Foi grave o suficiente para se exigirem responsabilidades, seja a quem for. Muitos desculparam a campanha do Benfica pela inexperiência e inadaptação à altura de jogadores como Salvio ou Gaitan. Mas eu pergunto: não há responsáveis por o Benfica ter começado este ano a depender de dois jogadores inexperientes e inadaptados?

Mas tudo bem, admito a razoabilidade de se tolerar uma redefinição de objectivos no que toca às provas europeias. Fomos, afortunadamente, para a Liga Europa. Dependendo sempre de alguma sorte nos sorteios, penso que à partida o mínimo que se podia exigir eram as meias-finais... estamos a um passo de o conseguir. Com a sorte que ditou o sorteio, penso que o justo é apontar como mínimo a presença na final. Nada menos do que isto, somos o Benfica e nem PSV, Braga ou Dinamo Kiev podem ser considerados como ameaças suficientes para acreditar na normalidade de uma eventual eliminação.

.Em relação ao outro objectivo, e afinal de contas o principal, nem nos meus piores sonhos podia prever tal coisa. E relembro que em no início da época previ boa parte do desastre, com prémios por pagar, jogadores contratados sem consenso na estrutura, vendas prometidas e não realizadas, outras abaixo dos valores prometidos, renovações prometidas e sempre adiadas, etc. Mas o que se passou foi mau demais, e não há inocentes.

Por muito que a arbitragem tenha influenciado, e influenciou, nada pode desculpar os erros próprios do Benfica que num ano vital em que tinha de assegurar a revalidação do título perde o mesmo a 5 jornadas do fim, em casa e perante o seu maior rival. Independentemente do sucesso nas Taças, isto tem de merecer reflexão muito séria e, mais do que isso, tirar responsabilidades.

Se não ganharmos a Liga Europa, e as taças nacionais, o pecúlio desta época será terrível. Porque era a época onde se exigia que tudo tivesse sido bem planeado e gerido ao longo do tempo, e porque caso não ganhemos as taças, o insucesso terá sido gritante. Caso isso aconteça, não aceito mais redefinições de objectivos. Já se mudaram várias vezes os objectivos à medida que as coisas iam correndo mal, mas o espaço para o fazer acabou. Os objectivos que temos em cima da mesa neste momento devem servir para no final da época se tirarem as devidas consequências. E se aceito que o próprio treinador possa estar em causa, não aceito que isso aconteça sem primeiro que tudo a direcção cair. É o mandato desportivo, não nos esqueçamos. E esta época somámos records negativos e vexames dos quais será muito difícil recuperar no futuro.

Sejamos Benfica, sejamos exigentes!

domingo, 3 de abril de 2011

Antevisão: Campeonato - Benfica v FC Porto


Estádio da Luz, Lisboa
Domingo, 3 de Abril de 2011
20:30 GMT

Chegou o dia do grande clássico. Um Estádio da Luz repleto de gente irá assistir a uma partida sem a importância decisiva que todos desejávamos, mas que ainda assim poderá significar muito para as duas equipas. A recepção ao FCPorto no Estádio da Luz promete revelar-se um desafio tremendamente intenso e disputado, com os dragões a perseguirem a consagração na casa do grande rival e os encarnados a tudo fazerem para que isso não aconteça. Um jogo de capital importância, que pode decidir em definitivo as contas do campeonato ou adiar a decisão mais umas jornadas. Not in our own house!


11 Provável

12 Roberto
14 Maxi Pereira
27 Sidnei
 4 Luisão
18 Coentrão
6 Javi Garcia
20 Nico Gaitán
 8 Toto Salvio
10 Pablo Aimar
 7 Óscar Cardozo
30 Saviola

Últimos encontros

- No último clássico disputado entre as duas equipas no Estádio da Luz, o Benfica venceu o FCPorto, então treinado por Jesualdo Ferreira, por uma bola a zero. Naquela noite chuvosa de Dezembro, e ao contrário daquilo que se esperava devido às inúmeras ausências, os encarnados deram uma lição de superioridade ao rival, vencendo de forma inteiramente justa. Pouco depois dos 20 minutos, e após uma jogada algo confusa na grande área, Saviola surgiu isolado perante Hélton e fez o único golo da partida.

Benfica: Quim, David Luiz, Luisão, César Peixoto, Maxi Pereira, Javi Garcia, Ramires, (Felipe Menezes 72), Urreta (Luís Filipe 67), Carlos Martins (Wéldon 67), Saviola, Óscar Cardozo
FCPorto: Hélton, Bruno Alves, Rolando, Fucile, Álvaro Pereira, Fernando, Raúl Meireles (Belluschi 79),  Guarín (Varela 45), Rodriguez, Falcao, Hulk (Farias 77)


Notas do jogo

• O registo do Benfica em 76 clássicos disputados na Luz para o campeonato é de 41 vitórias, 23 empates e 12 derrotas (12 triunfos, 18 empates e 47 desaires em jogos no campo do adversário). O desaire na primeira volta do campeonato, no Dragão, foi assim a derrota número 47 do Benfica no reduto da equipa portista.

• O FCPorto tem sido o líder incontestado do campeonato nacional e não se pode retirar grande mérito ao feito alcançado pelos azuis e brancos. Os números são mesmo avassaladores: em 24 jogos para a liga, os dragões conseguiram 22 vitórias e 2 empates, tendo marcado 56 golos e sofrido apenas 8. Tudo isto diz bem da qualidade da equipa de Villas Boas, que faz do critério e da segurança as chaves mestras do seu jogo.

• Para o clássico de logo à noite, o FCPorto entrará em campo praticamente na máxima força, e nem o desafio da Liga Europa a meio da semana fará com que André Villas Boas poupe alguma das suas principais armas. Para além da rivalidade subjacente a um jogo desta natureza, o grande foco de interesse está no facto de uma vitória portista colocar ponto final no campeonato, podendo os dragões fazer a festa de campeão na casa do rival.

• O Benfica encara a partida de orgulho ferido e tudo fará para evitar quaisquer festejos em pleno Estádio da Luz. Jorge Jesus, ciente disso, não deverá realizar grandes poupanças para o importante jogo de quinta-feira com os holandeses do PSV Eindhoven, partida a contar para os quartos-de-final da Liga Europa.

• Maxi Pereira, Carlos Martins e Cardozo têm treinado com algumas limitações devido ao esforço realizado nas partidas das respectivas selecções, mas todos eles deverão estar disponíveis para alinhar de início.

• Espera-se um jogo de nervos e com grande intensidade de princípio a fim, digno de um verdadeiro clássico. A importância do momento assim o justifica e ao Benfica não resta outra alternativa que não seja a de vencer de forma clara, para não ter que ver o adversário ser campeão  e terminar o campeonato sem sofrer qualquer derrota, algo que só o Benfica logrou por duas vezes. Serão campeões, mas não em nossa casa! (Prognóstico 1-0)


Bet365

Benfica -0,5
Over/Under 2,5

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