Há até jornalistas, como é o caso do Rui Santos, que conseguiu construir uma imagem mediática em torno da questão, vendo nela um furo jornalístico pouco abordado, algo que dificilmente será concretizável, ou a ser, só daqui a longos anos. Por isso a sua carreira de comentador desportivo num canal de televisão está assegurada, as novas tecnologias irão ter muita discussão, assim como também, a verdade desportiva nunca estará garantida. É a minha convicção pelo que se joga nos bastidores.
Jogos há, e o Poker é dos mais mediáticos do séc.XXI, em que o bluff, que mais não passa de mentir, é parte integrante e elogiada do jogo, onde é permitido o jogador fazê-lo escudado por óculos escuros ou espelhados.
Por isso, para muitos, que têm salões de jogos e de alterne, ou estão habituados a frequentá-los após os jogos ou extra-vida futebolística, a mentira ou o Bluff é gira e aceitável, e por vezes faz soltar uma gargalhada irónica ou um momento de silêncio tipo "sou muita bom", ou então, quando é contra, encolhem os ombros e aceitam e num silêncio de face rubra, diz-se para dentro ... "cá te espero". E siga o jogo.
«Tolinhos...ainda não perceberam que para os andrades o futebol é um jogo, e como a batota faz parte do jogo ela é aceitável?»
Bola7 inc
... este recadinho é uma oferta gratuita aos elementos da Benfica SAD.
Adiante...
O futebol actual, desde que foram introduzidos os sistemas de comunicação entre a equipa de arbitragem, alterou e muito o estatuto e a responsabilidade das figuras secundárias, hoje denominados árbitros assistentes, que eram os antigos "bandeirinhas".
Aos "bandeirnhas" eram pedidos atributos camaleónicos.
Não me refiro há capacidade de mudar de cor, algo que aconteceu num passado recente e de acordo com as oferendas recebidas ... capaz de deixar azul o comum dos mortais. E neste caso não me refiro a mudança de cor por asfixia, claro está.
Para deixar claro, como não sou elementos da Benfica SAD, acho que ainda vai acontecendo!
Sempre em frente ...
Os camaleões, têm uma característica ímpar. Os seus olhos podem ser movidos independentemente para qualquer direcção. Quando um camaleão vê uma presa, pode fixá-la com um olho e utilizar o outro para verificar se não há predadores nas redondezas. O encéfalo do camaleão recebe duas imagens separadas, que tem de associar. À medida que se aproxima da presa, o camaleão fixa nela ambos os olhos para poder fazer pontaria. O ser humano não!
Era isto mais ou menos que se pedia a um bandeirinha, um olho no jogador que batia a bola, outro na direcção do offside. Ainda se pede por vezes aos árbitros assistentes mas só em bolas corridas.
Agora, nas bolas paradas, existe um código por parte do seu chefe que lhe retira essa função, passando a sua responsabilidade ser a de se focalizar exclusivamente na linha de offside.
Jogo parado, ele posiciona-se o árbitro apita, e no momento que o jogador chuta, o árbtro grita para o seu assistente, "chuta" ... e ele está a ver a última linha de defesa, e se há fora-de-jogo, há, se não há, não há. As dúvidas são mínimas nas bolas paradas, ou praticamente inexistentes.
Por isso, em relação ao jogo do Benfica-Porto, comungo das palavras objectivas de Jorge Jesus. Ele o árbitro assistente, viu e não quis marcar. Não teve dúvidas, é evidente e decidiu não marcando validar o lance, e nesse caso Pedro Proença confiou na decisão do seu assistente. Lógico que isto tem pano para mangas, mas objectivamente fico-me por aqui.
Por isso o erro é premeditado e é bom que se diga as coisas quando são verdade. A nova tecnologia da comunicação, não anulou o Bluff ou a mentira adulterando a verdade do jogo. Quem perdeu, ficou na posição descrita no parágrafo sobre o Poker, quem ganhou sorriu e está-se perfeitamente a marimbar para aquilo que os outros pensam.
É-lhes até muito mais saboroso, não duvidem.
O futebol não é poker, e se em vezes anteriores houve responsabilidades evidentes de julgamento de Pedro Proença prejudicando o Benfica e são muitos os episódios, o Benfica, na pessoa do seu Presidentes e os "Ruis Gomes da Silva", artolas desta vida, deveriam ter antes do jogo, mas mesmo muito antes, dito que, face ao ocorrido em jogos anteriores, em virtude do lamentável acidente ocorrido entre um adepto do Benfica no Centro Comercial Colombo e o senhor Pedro Proença, não poderia este ser nunca o árbitro do jogo, que decidia o título ou seria importante na sua decisão, reconhecendo nele a competência nacional e internacional, mas que por causa do seu Benfiquismo assumido, e para que não houvesse mais casos, se agradeceria a sua dispensa.
Era só isto. Não a patética entrevista na TV dada pelo Senhor Vieira, e muito menos, semana após semana, a não menos caricata figura do Senhor Silva no trio de ataque.
Após o jogo falar, e diga-se que foi um bom jogo e bem arbitrado por Pedro Proença até ao lance fatídico, é não saber jogar o Poker viciado que é o futebol Português.
Hoje jogamos uma cartada importante, não uma passagem que não acontece há 20 anos como tão pateticamente Jorge Jesus disse para o mundo na conferência de imprensa, mas sim desde que Koeman o fez há meia-dúzia de anos.
Se há um Director de Comunicação do Benfica na sala sentado ao seu lado, é obrigação dele corrigir automaticamente e com descrição o Treinador, caso contrário é mais um atropelo que prova o quão pouco estão fundamentados e por vezes preparados, alguns elementos profissionais desta Benfica SAD.
Que seja um grande jogo e que se passe aos quartos. Os adeptos merecem, mais que todos.
Um abraço.

















