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Chama Gloriosa Chalkboard

Rubrica onde iremos analisar lances, jogadas ou momentos dos jogos do Benfica que, apesar de importantes, passam normalmente despercebidos a um olhar menos atento.

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sexta-feira, 23 de março de 2012

Chama Gloriosa Chalkboard - Bolas paradas defensivas

Apesar de nos últimos dias qualquer conversa sobre bolas paradas incluir, necessariamente, a palavra «bloqueio» não será sobre isso que irei escrever. Ainda antes de todo o mediatismo, já o tema tinha sido abordado no Chama Gloriosa Chalkboard e, por isso, não constitui novidade para os leitores habituais. Irei escrever, isso sim, sobre o outro lado da moeda, as bolas paradas defensivas, para dar conta de um pormenor do clássico com o FCPorto.

Primeiro tempo

Independentemente das nuances entre pontapés de canto e livres laterais, nas bolas paradas defensivas, o Benfica utiliza, geralmente, uma defesa à zona com o detalhe de um dos jogadores - normalmente Witsel - marcar individualmente a maior referência da equipa adversária neste aspecto. É um pormenor que se verifica frequentemente, mas que escapa muitas vezes a um olhar mais desatento. 



No clássico da última terça-feira, foi Sapunaru o jogador identificado como maior ameaça na equipa portista e, assim, foi ele a ser marcado individualmente pelo belga. No lance do segundo golo do FCPorto, porém, o Benfica pagou bem cara essa opção. Aquilo que aparenta ser uma linha de sete jogadores a defender a zona da pequena área é, na verdade, uma linha de seis jogadores mais uma marcação individual. Mangala é deixado sozinho (ninguém protege uma zona valiosíssima como a da marca de penalti) e, beneficiando disso mesmo, surge embalado na zona de Jardel para cabeçear furiosamente para golo, não dando qualquer hipótese de reacção ao defesa brasileiro.


Segundo tempo

Ao intervalo, e identificado o erro, Jorge Jesus realizou um pequeno ajustamento trocando o alvo da marcação individual nestes lances. Witsel passou a acompanhar Mangala e a verdade é que o francês não mais ameaçou a baliza encarnada.




Conclusão

Numa altura em que o Benfica entra numa fase decisiva, com um conjunto de jogos tão importantes quanto complicados, é fundamental que erros como o de terça-feira não se repitam. Quando se defende zona nas bolas paradas, a grande preocupação deve ser fechar os espaços mais valiosos (perigosos) para a baliza (não aconteceu no golo de Mangala), exigindo aos jogadores jogo em antecipação e concentração máxima. É que, estou certo, Terry, Ivanovic, Douglão ou Xandão serão ameaças (pelo menos) tão grandes quanto o francês do FCPorto e não deixaria de ser um tanto ou quanto estranho ver a equipa cair por um aspecto onde consegue ser tão forte... do outro lado do campo.


domingo, 22 de janeiro de 2012

Chama Gloriosa Chalkboard: Bola parada de laboratório (1)

Chama Gloriosa Chalkboard é uma nova rubrica no blog onde iremos analisar lances, jogadas ou momentos dos jogos do Benfica que, apesar de importantes, passam normalmente despercebidos a um olhar menos atento.

Não que seja grande novidade, mas o Benfica possui uma qualidade extraordinária no aproveitamento das bolas paradas. Na Liga cerca de 18% das chances de golo criadas pela equipa tiveram origem em cantos ou livres (apenas 3 golos) e Jorge Jesus parece ter perfeita noção da importância que este momento do jogo pode ter no desenrolar de uma partida. As variações e combinações utilizadas são diversas e na última quarta-feira, frente ao Santa Clara, Witsel e Gaitán (mas não só) proporcionaram-nos mais um exemplo dessa qualidade.


Pegamos na jogada no momento em que Gaitán se prepara para bater o canto. Como se vê na imagem, a equipa do Santa Clara marca individualmente - apenas um jogador à zona a controlar o espaço entre o primeiro poste e a pequena área - e, aproveitando esse facto, os jogadores do Benfica posicionam-se de modo a forçar duas batalhas de 2x2 e 3x3.


Com os jogadores na disposição correcta a jogada começa a desenrolar-se. Javi ataca o primeiro poste, arrastando com ele o seu marcador directo, enquanto Witsel se desloca para o espaço onde sabe que Gaitán irá colocar a bola. Ao mesmo tempo, Jardel bloqueia o adversário directo do belga e não havendo troca na marcação, este fica completamente livre para definir a jogada (o jogador do Santa Clara não chega a tempo de condicionar o remate). O passe de Gaitán sai para o sítio certo e Witsel acaba mesmo por ter uma oportunidade fantástica para abrir o marcador. O remate saiu ligeiramente ao lado, mas a execução da jogada foi praticamente perfeita.

Confira o lance em tempo real:




segunda-feira, 22 de março de 2010

Um conselho a Christian Rodriguez



Christian Rodriguez, já que jogas no clube da organização e da estrutura, o tal que demonstra vezes sem conta solidariedade entre todos os elementos do grupo, paixão, carinho e demais actos de amor, tenho um conselho para ti:




ok?

JOGO EM CHAMAS Benfica 3 - 0 Porto Final Carlsberg Cup

Sport Lisboa e Benfica 3 - 0 Futebol Clube do Porto
Final Carlesberg Cup ( Taça da Liga )
21 - 03 - 2010




Crónica

Fantástico, exuberante, esmagador, sublime... assim foi o Benfica de ontem, na primeira final da época que disputou, batendo sem apelo nem agravo o Porto por 3-0, na final da Taça da Liga. O Benfica, em clara gestão de esforço, foi demais para o seu adversário e venceu de forma inequívoca, e pela segunda vez consecutiva, este troféu.

sábado, 20 de março de 2010

Eis que chega a Taça da Liga

Está quase a chegar a hora da decisão final na Taça da Liga. Benfica e Porto vão disputar amanhã no Algarve o troféu, que começou por ser menosprezado de forma excessivamente ostensiva pelos azuis, mas que agora, ironia do destino, passou a revestir-se de vital importância para tentar mascarar uma época desastrosa para as bandas de Contumil.

Para o Benfica, esta taça continua a não ser uma prioridade. Desconfio que não existe um único benfiquista que reconheça realmente grande valor a esta Taça, mesmo depois do nosso triunfo no ano passado. É um facto que estamos perante uma competição de regulamentos que roçam o cómico, com uma estruturação da competição quase que a obrigar os clubes grandes a chegarem à final, e disputada, em períodos distintos, à pressão... com carradas de jogos a sucederem-se num curto espaço de tempo, como que a apressar a conclusão de algo que não é bem visto mas que infelizmente tem de se realizar.

Fracas assistências, demasiados casos regulamentares para discutir... fazem da Taça da Liga uma competição ainda sem aquele misticismo que cobre as competições importantes. Não consta sequer da lista de competições da FPF, o que equivale a dizer que nem estatuto oficial pode ter. Não serve para promover nenhuma equipa a um lugar europeu. Serve para quê, afinal?

Bom, o jogo de amanhã servirá apenas como preparativo para a grande festa que, espero, o Benfica vai fazer no final da época. Será o ensaio geral, para ver como estão as gargantas dos adeptos preparadas para fazer de Portugal o mais ruidoso país do Mundo em Maio. O ensaio geral para saber se a técnica do levantamento de taças está apurada no balneário, e se aguentam o esforço de uma volta olímpica pelo Estádio para se consagrarem. É uma espécie de jogo de pré-época, mas em vez de preparar a época desportiva, prepara a celebração de êxitos desportivos. Também é importante, reconheçamos.

O Benfica vai apresentar-se com apenas 72 horas de descanso depois da épica prestação que teve em Marselha na passada 5ª feira. Certamente haverão jogadores desgastados, algumas poupanças e uma atitude diferente em jogo. É que estamos a uma semana do jogo mais decisivo do campeonato deste ano, o jogo será arbitrado por um árbitro que conseguiu expulsar Cardozo em Braga sem que o paraguaio mexesse uma palha e contra uma equipa que está no auge da azia e do mau perder. São demasiados condimentos com potencial para condicionarem a preparação desse crucial Benfica - Braga que se disputa dentro de uma semana. Portanto, importante mesmo é ter cabeça, calma e ser Benfica. Acredito que mesmo com algumas segundas linhas e com precauções especiais para não forçar demasiado o ritmo e as emoções, podemos vencer o Porto.

Eu farei parte dos milhares de benfiquistas que amanhã estarão no Algarve para coroar uma vez mais esta fantástica equipa, no que será para mim uma estreia em deslocações fora do Estádio da Luz. Prometo levar a camisola talismã, a garganta em forma e uma grande vontade de comemorar no fim. Mesmo sendo uma Taça que a mim me diz pouco ou quase nada.

Vamos lá Benfica, amanhã ganhar o caneco e depois há uma semana para descansar e preparar o campeonato. Rumo à vitória!

sábado, 13 de março de 2010

Jogos Completos - Taça da Liga

Jogos completos Taça da Liga 2009/10