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Rubrica onde iremos analisar lances, jogadas ou momentos dos jogos do Benfica que, apesar de importantes, passam normalmente despercebidos a um olhar menos atento.

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Voz aos escribas do Chama Gloriosa, para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos relacionados com o clube. Sempre com a acutilância, independência e fervor Benfiquista que nos caracterizam.

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Cansado da rotina? Farto de maus resultados? Faz frio? Chove? Nada como espairecer e consolar a vista, com as gloriosas deusas deste espaço!

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Se não conheces a equipa que vai jogar contra nós no próximo jogo, não desesperes! Temos pronto para ti um resumo da informação mais relevante sobre o adversário!

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Todos os meses um convidado benfiquista vai dar voz à sua alma gloriosa e partilhar a sua perspectiva sobre os mais variados temas .

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Benfica v Anderlecht: a estreia do treinador Toni nas provas da UEFA


Um famoso jantar em Bruxelas e a estreia europeia do treinador principal Toni. Não perca, esta terça-feira pelas 19:45, a partida entre o Benfica e o Anderlecht a contar para a fase de grupos da Liga dos Campeões.

A brisa soprava forte naquela gélida noite na capital belga. Era princípio de Fevereiro e junto à Grand Place um homem vestido com um sobretudo negro acenava a um táxi que passava. Entrou rapidamente protegendo-se da chuva que se abatia sem piedade sobre a calçada, deu o nome do restaurante ao taxista e dirigiu os seus pensamentos para aquilo a que dedicou toda a sua vida: o Sport Lisboa e Benfica. No restaurante, o seu interlocutor já o esperava para um «um jantar de bons amigos» em que o futebol seria o principal tema de conversa.

Quando Toni e Goethals apertaram a mão antes do início do primeiro embate entre Benfica e Anderlecht nos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus sorriram ao recordar aquele jantar em Bruxelas. Na altura do encontro entre os dois, o ex-técnico do V. Guimarães e dos Diables Rouges estava longe de pensar que seria treinador do Anderlecht poucos dias depois, substituindo Georges Leekens no comando da histórica equipa belga: «Se Toni soubesse que eu viria a ser técnico do Anderlecht teria sem dúvida ficado calado ao jantar», disse um lacónico "Raymond-la-Science" na antevisão da partida. Teria Toni, sem querer, aberto demasiado o jogo?

Talvez; a verdade é que o início da partida no Estádio da Luz não deixou margem para quaisquer veleidades em relação à curiosidade que envolveu os dois treinadores antes do apito inicial. Em 30 minutos iniciais absolutamente fascinantes o Benfica sufocou e intimidou um cotado Anderlecht sob a batuta do brasileiro Elzo, permanentemente em acção no solicitar do «jogo de linha» dos serpenteantes Chiquinho e Pacheco. Com tal caudal ofensivo, o ceder da muralha belga seria apenas uma questão de tempo e assim aconteceu; primeiro foi Magnusson, vindo das alturas, a dizer «sim» a um cruzamento de Pacheco e, logo de seguida, em cópia quase perfeita mas do lado contrário, foi Chiquinho a responder de forma repentina a um centro de Rui Águas. Em três minutos o Benfica fazia dois golos e conquistava uma vantagem importante na estreia europeia do agora treinador principal Toni, uma vez que o resultado iria permanecer assim até ao final, graças a um impecável Silvino e não obstante os esforços do «tall guy» Magnusson e do comandante Diamantino.

No «parlamento do futebol», com dois golos de vantagem na bagagem, os Benfiquistas tiveram a confirmação de um Benfica para a Europa, slogan de campanha do Presidente João Santos. É certo que o Benfica sofreu durante todo o jogo. É certo que o Benfica perdeu mercê de um golo de Gudjohnsen na marcação de um livre directo que puniu uma intervenção de Silvino com as mãos já fora da grande área. É certo que naquela noite foi maior o empenho e a determinação do que o acerto a trocar a redondinha. É certo que a chapelada de Diamantino pouco antes do golo belga merecia melhor sorte. Mas também é certo que a derrota por um-zero teve o paladar de uma saborosa vitória. No final do jogo, dezenas de bandeiras encarnadas erguiam-se ao alto no bonito anfiteatro belga onde entre os trinta e oito mil espectadores, os benfiquistas faziam a festa ao som de Benfica! Benfica! Benfica! Estava vingada a final da Taça UEFA de 1983, mas este Benfica queria mais e só pararia na final de Estugarda onde apenas Van Breukelen travaria a coragem e o sonho do capitão Veloso.

TEXTO BASEADO E ADAPTADO DAS EDIÇÕES DO DIÁRIO DE LISBOA DOS DIAS 03/03/1988 e 17/03/1988.




domingo, 1 de setembro de 2013

Chama Gloriosa Chalkboard: Erros importantes no golo do Sporting mas nenhum de Luisão

FOTO: MAIS FUTEBOL

Como quase sempre, no futebol as aparências iludem mesmo. Ontem, após o golo de Montero, poucos foram os que não culparam imediatamente Luisão por não acompanhar o movimento do colombiano. Parece algo óbvio, é o jogador que está mais perto, mas o futebol é muito mais complexo e subtil do que parece.

Existem, na minha perspectiva, três erros importantes no lance mas nenhum de Luisão. A saber: primeiro,Enzo Pérez não ajusta a sua posição ocupando o espaço entre linhas e deixando a linha defensiva exposta a um eventual passe para essa zona (recupera a passo); depois Matic deixa de acompanhar o movimento de André Martins entre central e lateral quando se impunha que o fizesse até ao limite do fora de jogo; por fim, Maxi fica completamente fora da jogada ao antecipar um passe para Wilson Eduardo que não acontece (má leitura de jogo e excessiva referência individual + reacção a passo) e é para a sua zona que Montero se esgueira para fazer o golo.

Voltando a Luisão, não existe nenhum erro evidente na sua acção. Apesar de surpreendido pelo apoio frontal de Montero, o brasileiro vai respondendo sempre bem ajustando a sua posição de forma correcta. Recorde-se que a primeira prioridade numa situação defensiva é manter o contacto visual com a bola, seguida de respeitar o posicionamento do colega (no caso Garay) e só depois preocupar-se com o adversário; ainda para mais, nesta situação específica Montero ataca uma zona de finalização que deveria estar ocupada pelo lateral do lado oposto. Assim que a bola sai do pé de André Martins a única coisa que Luisão pode fazer é ter fé: em Artur ou numa má finalização do avançado do Sporting.

Note-se ainda que Maxi até estaria em boa posição para agir caso Montero tocasse em Wilson Eduardo ou, no seguimento, André Martins optasse pelo passe recuado, mas isso pouco interessa visto que proteger a baliza é muito mais relevante. Caso algum dos cenários apontados acontecesse mesmo, alguém teria tempo de sair à bola e se Wilson Eduardo fizesse golo daquela posição paciência. Ao contrário do que é habitual, sou da opinião que uma equipa pode fazer tudo bem e mesmo assim não impedir o adversário de marcar.

Confira o vídeo abaixo:


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Processo disciplinar a esta personagem que, uma vez mais, insultou o maior Activo do Clube: os seus adeptos.



Exijo um processo disciplinar e a perda da braçadeira de capitão a este indivíduo!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Chama Gloriosa Chalkboard: Erros individuais custam golos (e derrota) nos Barreiros

FOTO: FILIPE FARINHA

Problemas no controlo da transição adversária devido ao critério com que é gerida a posse de bola. Esta tem sido uma dificuldade recorrente no Benfica de ontem e no de hoje e se na maioria das situações Jorge Jesus se pode gabar que a equipa sabe defender bem com poucos jogadores atrás da linha da bola, nos Barreiros não foi assim. Dois erros individuais evitáveis - um de Garay e outro de Cortez - deram origem aos dois golos madeirenses, situação a que o Benfica não conseguiu reagir.


No lance do primeiro golo, a passividade de Maxi na contenção a Sami é criticável, mas é a acção de Garay que permite a Derley aparecer sozinho na cara de Artur. No momento em que Sami se vira na direcção do corredor central, Derley faz uma excelente diagonal de encontro ao portador da bola aproveitando o espaço nas costas de Luisão e é acompanhado de forma correcta por Garay. O problema está no que vem a seguir. De forma algo inexplicável, o argentino decide suspender este movimento para tentar o fora de jogo quando esta acção só seria justificável se Sami estivesse condicionado (em tempo e espaço) por Maxi ou desenquadrado com o movimento de ruptura do colega. Não se verificava nem uma coisa nem outra e o guineense decidiu como quis. A imprudência de Artur fez o resto.

Confira o vídeo abaixo: 



No segundo golo, apareceram os problemas de coordenação de Bruno Cortez com a restante linha defensiva e também as suas dificuldades em fechar junto dos centrais; não em termos posicionais - note-se - mas em termos de agressividade nos duelos. É sempre injusto entrar no campo das hipóteses, mas tenho a forte convicção que com Melgarejo o Benfica não tinha sofrido este golo. Ou pelo menos este não tinha contado.

Confira o vídeo:


quinta-feira, 27 de junho de 2013

"Vitórias e Património" - Episódios 128 a 133 para download


VITÓRIAS E PATRIMÓNIO

Episódio 128 - Telma Monteiro
http://www.putlocker.com/file/88A6C8F7BC91E48C

Episódio 129 - João Santos
http://www.putlocker.com/file/9879D5553A0D7DF6

Episódio 130 - Rui Costa
http://www.putlocker.com/file/2534C3681D5E7485

Episódio 131 - Roma 1 - Benfica 2
http://www.putlocker.com/file/4369FAF55B61218F

Episódio 132 - Yocochi, a Natação do Benfica
http://www.putlocker.com/file/287706163CE2972C

Episódio 133 - Santana
http://www.putlocker.com/file/115052B6CA6766E7


Password para tudo: dfernandes


quarta-feira, 5 de junho de 2013

Paulo Parreira, uma vida de benfiquismo



Aqui fica uma entrevista feita a um (conhecido) adepto (do e à) SL Benfica!

Obrigado Paulo Parreira. ISTO SIM, É SL BENFICA!

Os bi e tricolores da direcção deveriam por os olhos neste senhor!

terça-feira, 4 de junho de 2013

Director-Geral Precisa-se!? (parte2)

Caro Presidente, irei colocar isto de forma clara e concisa:

Sportinguistas (ex-dirigentes) e Portistas NÃO!


JANELA NÃO!

domingo, 2 de junho de 2013

O Sport Lisboa e Benfica é CAMPEÃO EUROPEU de Hóquei em Patins!

(Foto:www.ojogo.pt)


Perante um pavilhão cheio de gente cujos valores nada acrescentam ao desporto nacional e muito menos à sociedade portuguesa, eis que os nossos heróis, contra tudo e contra todos, foram à Invicta sagrar-se Campeões Europeus pela primeira vez na História do SLB. Obrigado, muito obrigado!

Aos paineleiros do costume, fica aqui a devida homenagem.





Próxima década?!

Director-Geral precisa-se!? Qual é a dúvida?!



Demora muito, Presidente?! Ou quererá mesmo nada ganhar como tem sido seu apanágio?!

domingo, 19 de maio de 2013

Afinal foi mesmo "sujinho, sujinho..." como sempre!

sábado, 11 de maio de 2013

Por Ti, Por Nós, Pelo SL BENFICA!





Carrega SL BENFICA!

FCPorto v Benfica: aos ombros de César Brito

FOTO: ABOLA

Quando César Brito calou as Antas ajudando o Benfica a dar um passo decisivo rumo a mais um título nacional. Não perca, este sábado pelas 20:30 horas, o confronto entre FCPorto e Benfica a contar para a 29º jornada do campeonato nacional.

Minuto 81 de um clássico jogado numa tarde inesquecível de primavera. César Brito dirige-se para o centro do relvado e prepara-se para entrar em campo, camisola vermelha para dentro dos calções brancos, 15 nas costas e símbolo do Benfica junto ao coração. A aparência carregada de concentração não deixa antever aquilo que se seguiria. César estava a poucos minutos do melhor momento da sua carreira de futebolista.

Estávamos, como o leitor certamente já adivinhou, na longínqua época de 1990/91. O Benfica, orientado por Sven-Goran Eriksson, chegava às Antas na liderança do campeonato com um ponto de vantagem sobre o FCPorto. A quatro rondas do fim, o clássico foi apresentado como decisivo e o clima que rodeava a partida remetia para um autêntico cenário de guerrilha. Onze dias antes, ambas as equipas se tinham defrontado para a Taça de Portugal com a vitória a sorrir aos azuis e brancos por escassos 2-1 – golos de Domingos e Rui Águas – num jogo marcado pelas muitas queixas do Benfica em relação ao trabalho do árbitro Rosa Santos. Também a nomeação de Carlos Valente, árbitro setubalense que dirigiu o jogo naquela tarde de Abril, esteve no centro da polémica. Muito contestado pelo Porto, foi falsamente posto a circular na altura que o juiz tinha viajado, desde Lisboa, no mesmo comboio que transportava a equipa do Benfica. Como se isso fosse prova do seu desvio para o encarnado. Não era e não foi. Durante o jogo, a pressão dos responsáveis portistas sobre a equipa de arbitragem foi tal que ninguém se sentava no banco de suplentes – não havia ainda quarto árbitro -, tendo havido mesmo agressões no já famoso túnel das Antas, tanto ao intervalo como no final do jogo. Talvez por isso, tenha ficado por assinalar um penalti de Aloísio sobre Pacheco do tamanho da Torre dos Clérigos.

Do jogo propriamente dito, rezam as crónicas que foi bem disputado, equilibrado, nervoso e emotivo. As oportunidades escassearam e ambos os guarda-redes apenas se viram incomodados em lances de bola parada ou em cruzamentos para a área. Durante grande parte do tempo, entre quezílias e lances disputados no limite da agressividade, apenas Rui Águas dispôs de uma grande oportunidade de desatar o nó atado pelo teimoso zero-zero que se verificava. Falha de Aloísio em plena área portista e remate fortíssimo de Águas para grande defesa de Vítor Baía. Era o sinal que o Benfica estava nas Antas para fazer algo de bonito. E estava mesmo.

Regressemos ao minuto 81. César Brito entra em campo com uma fé que só ele sabe e corre para a área; Paneira avança pela direita em velocidade, detém o seu movimento junto à linha de fundo, olha e cruza de forma tensa para o primeiro pau; César salta no meio de três portistas e de cabeça, na primeira vez que a bola se chega a ele, desvia para o golo do Benfica. Festa encarnada nas Antas, mas havia mais. Bola a meio-campo, jogadores reocupam posições, joga e não joga e lançamento lateral para o Benfica na meia esquerda; a bola chega aos pés aveludados de Valdo e o brasileiro coloca-a na frente de César Brito de forma soberba; à aproximação de Baía, César responde com um pequeno toque que faz a bola elevar-se por cima do guardião portista e anichar-se feliz no fundo das redes. 2-0 para o Benfica no decisivo clássico das Antas e a tarde era de César Brito – o título, saber-se-ia mais tarde nos Barreiros, também. O covilhanense saltava pela segunda vez em quatro minutos os placares de publicidade para ir festejar com os adeptos benfiquistas situados atrás da baliza de Vítor Baía. Dois festejos e dois golos dedicados à eternidade.

22 anos depois o cenário repete-se. Clássico na invicta com o Benfica líder com mais um ponto que o rival Porto, desta vez a apenas duas jornadas do fim. Na noite deste sábado, todos se vão lembrar de César Brito, todos vão querer ser César Brito, todos vão gritar e festejar Benfica como César Brito. Mais alto que nunca, rumo ao 33º.  

terça-feira, 7 de maio de 2013

Liga de Futebol 12/13 - 28ª Jornada: Jogo Benfica-Estoril para download




BENFICA - ESTORIL

Liga de Futebol 2012/2013
28ª Jornada

 
 
 Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 VBR @ 108 kb/s (54/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1786 kbps | Resolução: 640X368 | FPS: 25.000




1ª Parte
http://www.putlocker.com/file/FDB9BB1820C91C0A

2ª Parte
http://www.putlocker.com/file/5A7999365EEBCCC2


 
 Password: dfernandes

sábado, 4 de maio de 2013

Veja ou reveja a festa, a análise, as declarações e os comentários no pós jogo completo Benfica TV do jogo Benfica-Fenerbahçe

Benfica-Fenerbahçe

Liga Europa 2012/2013

Pós Jogo Benfica TV

 Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 VBR @ 100 kb/s (50/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1284 kbps | Resolução: 640X480 | FPS: 25.000



Emissão de 1 hora e 34 minutos que inclui: relato dos golos pelos comentadores da Benfica TV, festa no exterior do estádio, entrevistas a adeptos, comentários em estúdio, imagens do jogo, conferência de imprensa de Jorge Jesus e entrevistas a jogadores. Toda a reportagem no final do Benfica-Fenerbahçe.



http://www.putlocker.com/file/AA8F07C285D1D826
http://www.putlocker.com/file/60BEAF96BBCFBE34


Password: dfernandes






Jogo Completo e restante reportagem disponível para download AQUI:
Créditos: OrangeOne.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Liga Europa 12/13 - Meias Finais / 2ª Mão: Jogo Benfica-Fenerbahçe para download | Créditos: OrangeOne



BENFICA - Fenerbahçe

Liga Europa 12/13 - 2ª Mão - Meia-Final

 
 Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 CBR @ 128 kb/s (51/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1680 kbps | Resolução: 720X416 |

Duração: 54min + 53min




http://www.putlocker.com/file/1E7357A31B5E8367
http://www.putlocker.com/file/4316BC686D399D86

Pós-Jogo (SIC Noticias, com flash interview a Luisão e Jorge Jesus)
http://www.putlocker.com/file/D4C384B7F82E8EA1

Conferência de Imprensa - Jorge Jesus (BenficaTV)
http://www.putlocker.com/file/8B35DC6743B113F3

 
Password: orangeone | Créditos: OrangeOne

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Benfica v Fenerbahce: «Didis» trucidados na Luz

FOTO: OJOGO.PT

Quando Constantinopla caiu com estrondo em pleno Estádio da Luz. Não perca, esta quinta-feira pelas 20:05 horas, o embate entre Fenerbahce SK e SL Benfica na segunda mão das meias-finais da Liga Europa.

«Katliam». Foi com a palavra que traduzida do turco equivale ao que em português entendemos por «massacre», que a imprensa de Istambul resumiu aquele primeiro jogo entre Benfica e Fenerbahçe, referente à primeira eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Aproximava-se o fim do verão de 1975 e os campeões da Turquia deslocavam-se a Lisboa orientados pelo famoso Didi – duas vezes campeão mundial em 1958 e 1962 pelo Brasil e inventor da famosa «trivela» no mundo do futebol – para defrontar um Benfica em tempos de mudança, orientado por Mário Wilson e, pela primeira vez desde há muito, sem Eusébio.

Na Luz todos desconfiavam dos «Didis» e seus pares, esperando talvez um jogo técnico e apoiado como aquele que consagrou a selecção canarinha campeã do mundo com Pelé, mas o jogo revelou uma história totalmente diferente. A verdade, porém, é que nada fazia prever aquilo que se passou. O próprio Didi mostrava-se tranquilo nos dias antecedentes à partida, confiante no valor dos seus jogadores, e chegando mesmo a afirmar que só um jogador do Benfica poderia criar dificuldades à sua equipa e esse não ia jogar. Referia-se, claro, a Eusébio. Em entrevista ao UEFA.com [1], Nené, ex-jogador do Benfica titular em ambos os jogos da eliminatória, recordava isso mesmo: - «Com a aproximação do jogo, ele [Didi] fez umas declarações bombásticas a dizer que vinha ganhar ao Estádio da Luz ao Benfica. Nessa altura sabíamos quanto era poderoso o Benfica e se calhar isso serviu também como incentivo para podermos demonstrar a grandeza do clube. Fizemos valer os nossos direitos em casa, perante aquele empolgante público maravilhoso do Terceiro Anel». E assim foi. O Benfica fez valer os seus direitos naquela fresca noite de setembro com golos para todos os gostos e paladares. Sete golos – sete! – sem resposta foi a receita aplicada aos “Didis” que naquela noite cederam na Luz com um estrondo a fazer lembrar a queda de Constantinopla no séc. XV.

Com Messias e Artur fora da partida – ambos magoados – Mário Wilson fez avançar Malta da Silva e Bastos Lopes para emparceirarem Barros e Eurico. Do meio-campo para a frente, alinharam Shéu, Toni, Vítor Martins e Moinhos, com Nené e Jordão a serem os elementos mais avançados. O jogo em si pouca história teve. O festival de futebol por parte dos «encarnados» foi total e começou logo aos 22 minutos com Shéu a estrear-se na Europa da melhor maneira (entenda-se com um golo); quando soou o apito para intervalo já o Benfica tinha a equipa turca a três golos de distância, com Nené - sempre elegante e ligeiro no seu deslizar sobre o verde tapete – a assinar o segundo e o terceiro. Na segunda parte, já depois de Nené ter completado a santíssima trindade com o terceiro golo da sua conta pessoal e quarto do jogo, apareceu Jordão – qual gazela africana - a brindar a plateia com um segundo hattrick, avolumando o marcador até a uns impensáveis sete-a-zero. O jovem Benfica de 1975/76 chegou e sobrou para os «Didis» de Istambul.

O segundo jogo na Turquia foi, claro está, apenas para cumprir formalidades; não se pense, ainda assim, que tudo foi fácil. A verdade é que a deslocação do Benfica a Istambul quinze dias volvidos, mais pareceu ter sido em classe turística, pois os jogadores benfiquistas mais pareciam ter na cabeça a beleza da arquitectura de Hagia Sofia do que o futebol  do Fenerbahce. Tudo somado deu, claro está, um-a-zero para os turcos, que estando feridos no orgulho carregaram sobre a equipa do Benfica durante todo o jogo, fazendo brilhar Bento a grande altura.

38 anos depois, coincidência ou não, o Benfica voltou a sair de Istambul com um-zero de desvantagem, sendo que desta vez nada estava resolvido de antemão. Agora, na Luz, espera-se que a ambiciosa equipa benfiquista do presente possa subir aos ombros dos gigantes de 1975 (Nené e Jordão, sim, mas não só) para aplicar o mesmo tratamento aos «Didis» que até já nem o são. E nem é preciso dar sete; dois golos de diferença bastam.