Rubrica onde iremos analisar lances, jogadas ou momentos dos jogos do Benfica que, apesar de importantes, passam normalmente despercebidos a um olhar menos atento.
Voz aos escribas do Chama Gloriosa, para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos relacionados com o clube.
Sempre com a acutilância, independência e fervor Benfiquista que nos caracterizam.
Aqui vais encontrar jogos de todas as modalidades e os mais diversos programas de televisão sobre o Benfica. Não fiques fora de jogo e recorda tudo o que gravita à volta do nome Benfica!
Se não conheces a equipa que vai jogar contra nós no próximo jogo, não desesperes!
Temos pronto para ti um resumo da informação mais relevante sobre o adversário!
Dei por mim a choramingar hoje ao acordar. Sem ter visto ou vivido aquilo que foi durante os seus tempos áureos, fica a consolação de ter tido a oportunidade de sentir o peso da lenda. A lenda que foi e sempre será Eusébio da Silva Ferreira. Sabemos que perdemos alguém verdadeiramente especial e singular quando não há uma figura em Portugal e no futebol mundial que não queira deixar uma palavra de despedida ao Rei. O homem partiu, mas é certo que a sua memória ficará para sempre.
Obrigado e até sempre, Eusébio. Benfica até no céu!
Quando o Celtic apenas superou a ambição benfiquista através de moeda
ao ar e Diamantino Costa resistiu até ao fim do jogo com um braço partido. Não
perca, esta terça-feira a partir das 19:45, o decisivo Benfica vs Celtic em
mais uma jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.
Nenhuma das equipas atravessava
um grande momento naquele início de Novembro (ambas vinham de derrota nos
respectivos campeonatos), mas a categoria de Benfica e Celtic era inegável.
Ambos já tinham chegado ao topo da fama com vitórias na Taça dos Campeões –
duas vezes o Benfica, uma o Celtic –, e só isso bastava para justificar o
entusiasmo que percorria a Europa e fazia inúmeros observadores de outros
clubes europeus marcar presença em Park Head.
Coluna, que saíra tocado na
partida do campeonato, constituía a grande preocupação de Otto Glória e seria dúvida
até à hora do jogo, com Jaime Graça e José Augusto a espreitar a titularidade.
Entretanto, também no Celtic o lendário Jock Stein não podia contar com o
lesionado Bobby Lerox, mas regozijava-se com o regresso de Tommy Gemmel (e que
regresso!) e Willie Wallace. O jogo, esse, correu sempre de feição aos
escoceses e logo no primeiro minuto Gemmel – lá está – fez o primeiro da
partida num soberbo remate de força e colocação. O golo madrugador como que deu
asas à equipa do Celtic e a louca euforia que envolveu o estádio naqueles
primeiros minutos só seria travada pela agilidade e valentia de José Henrique
na baliza encarnada. Eusébio, que apenas jogou a primeira parte por se ter
magoado, ainda alarmou os 80000 escoceses presentes ao aproximar-se várias
vezes com perigo da baliza de Fallon, mas falhou precisamente no seu ponto mais
forte: o remate. No regresso para a segunda parte, e mesmo sofrendo o segundo
golo em cima do intervalo, o Benfica não se deixou abater e manteve o seu
futebol suave e harmonioso da primeira metade. Simões deu sempre o exemplo com
jogadas magistrais, mas seria com o Benfica ao ataque que o Celtic faria o
terceiro golo, por Hood, num cabeceamento imparável. Os encarnados tinham
mostrado a sua categoria, mas haviam caído perante a eficácia escocesa e a sua
própria ineficácia. A desvantagem parecia insuperável, mas uma sólida esperança,
saber-se-ia depois, estava guardada para dali a quinze dias em Lisboa.
No Estádio da Luz, o que parecia impossível aconteceu mesmo: o Benfica, golo por golo, anulou a pesada desvantagem trazida de Glasgow. Inesperadamente, porque o adversário era o famoso Celtic de Jock Stein e, mais inesperadamente ainda, porque o azar tinha batido à porta do campeão português, impedindo-o de fazer alinhar elementos da influência de Humberto Coelho e Torres. Mais que isso: Eusébio, doente e ainda condicionado pelo «toque» do primeiro jogo, estava em dúvida e implorava a todos os santinhos (leia-se Otto Glória) que o deixassem jogar; seria no meio de toda esta «confusão» que o Benfica iria igualar o 0-3 da primeira partida. Não se pense, porém, que o jogo foi fácil. Pese embora todo o assalto encarnado à baliza adversária, o Celtic esteve de tal modo perto de destruir as ilusões benfiquistas que José Henrique foi uma das figuras da partida. Pode mesmo dizer-se que foi pela categoria do guarda-redes benfiquista que aquilo que podia ter sido a consagração do futebol de contra-ataque dos escoceses acabou por não acontecer. Em vez disso, o que sucedeu foi algo realmente espantoso. O Benfica era «todo ataque» e carregava como nunca visto na direcção da baliza adversária. O desejado golo anunciava-se e, sem surpresa, apareceram dois no espaço de quatro minutos. O primeiro por Eusébio que, mesmo com febre, não desperdiçou um excelente passe de Simões; o segundo, logo a seguir, por Jaime Graça em conclusão de uma bela jogada também ela iniciada pelo irrequieto Simões. O intervalo chegaria com 2-0 no marcador e no início da segunda parte começariam a surgir os primeiros sinais de fadiga nas hostes encarnadas. O Benfica seguia inconformado, e já com o jovem Vítor Martins no lugar de Eusébio, tentava o terceiro golo mas a barreira de camisolas listadas a verde ia parando a maioria dos golpes encarnados e tentava até lançar os seus. E quando parecia que afinal não seria possível, que a vantagem não seria anulada, mesmo ao soar do gongo, eis que um livre de Simões permite a Diamantino Costa o anular da vantagem escocesa. Três-a-zero e seguia-se o prolongamento.
Na meia hora complementar, o Benfica continuou a buscar o quarto golo que lhe daria a qualificação, mas a impressionante resistência e força encarnada, que foi mesmo além dos limites pois Diamantino Costa manteve-se na luta até ao fim com… um braço partido, não foi suficiente. Podia ter sido, mas não foi. O jogo terminou como estava e na altura não havia cá desempate por penaltis; o resultado de todo o esforço, de toda a abnegação benfiquista, estava agora concentrado numa moeda de um florim saída do bolso do árbitro holandês que apitara o jogo. Isso mesmo, o vencedor da eliminatória seria decidido por… moeda ao ar. Os dois capitães dirigiram-se às cabinas para o desempate. A moeda, essa, volteou no ar uma e duas vezes, e ao cair, o malfadado florim mostrou a sua vontade e disse que o Celtic é que era bom e merecia continuar na Taça dos Campeões. No estádio corria o rumor que o Benfica tinha vencido o desempate, mas o semblante de Coluna ao sair das cabinas dizia tudo: o Benfica tinha ido a Las Vegas e perdido; não apenas uma, mas duas vezes. O capitão do Celtic tinha ganho o primeiro lançamento que lhe conferia o direito de ser ele a lançar a moeda quando fosse a valer, e voltaria a ganhar o segundo, garantindo a passagem da sua equipa. Normalmente diz-se que é futebol, pode perder-se e pode ganhar-se, mas desta vez parece seguro dizer que não foi. Foi «apenas» sorte.
Quando Eusébio teve a sua «vingança» do
Vitória de Setúbal e os jogadores benfiquistas voltaram a casa «carregados» de
produtos regionais. Não perca, este domingo pelas 20:15, o jogo entre Vitória
de Setúbal e Benfica a contar para a segunda jornada do campeonato nacional.
É sabido que o
dia da final Taça de Portugal, disputada no Jamor, é sempre de festa e romaria
para muitos adeptos, sejam quais forem as equipas que entrem em campo. Ainda
mais, acrescente-se, se uma das formações nem sequer militar na 1ª Divisão e
tão afamado jogo for contra o campeão europeu Benfica. O dia 1 de julho de 1962
não foi, de modo nenhum, excepção. Nas imediações do Estádio do Jamor,
lisboetas e setubalenses encalorados e munidos de farnel aglomeraram-se pelas
sombras amenas enquanto se preparavam para aquilo que esperavam viesse a ser uma
tarde de festa e bom futebol. Os jogadores benfiquistas, pelo que consta, não
levaram farnel, mas foram surpreendidos por uma oferta fora do comum: antes do
jogo, receberam dos seus colegas setubalenses um saco de produtos regionais que
continha doce de laranja, latas de conserva, moscatel e algum sal. Ainda o jogo
não tinha começado e o Benfica já vencia… com a simpatia setubalense.
A
«Taça» foi, naturalmente, para a equipa mais categorizada, o Benfica, mas os vitorianos,
que lutaram com brio, não diminuíram em nada o vencedor. Triunfou quem devia,
quem se mostrou mais forte, mas não sem dificuldades, principalmente até ao
momento do primeiro golo. Os «encarnados» iniciaram a partida num ritmo lento-moderado
que durou todo o primeiro tempo. As jogadas ofensivas nasciam e morriam nas
correrias de Coluna, Eusébio e Cavém, tendo o desacerto sido a «palavra de
ordem». Remates surgiram muitos, mas quase todos à distância, uma vez que a
muralha setubalense constituía uma barreira inexpugnável. Foi já durante o
segundo tempo que a resistência setubalense abriu a primeira fenda, com o golo
de Eusébio a surgir aos 12 minutos na sequência de um «pontapé livre» muito
contestado a castigar infracção de Jaime Graça – na altura ainda do outro lado
da barricada. Devido à exagerada táctica defensiva, só por acaso o Vitória seria
capaz de bater Costa Pereira e apesar do golo de Eusébio ter originado uma
notória mudança de estratégia, a interessante capacidade ofensiva sadina pouco
ou nada incomodou o guardião benfiquista. Com a brecha no muro vitoriano cada
vez mais acentuada, primeiro Cavém e depois Eusébio, não tiveram dificuldades
em aumentar a contagem, elevando os números finais para um 3-0 que reflectia
bem a superioridade patenteada pela turma benfiquista no decorrer do jogo.
No final da
partida, foi José Águas, o «correcto capitão do Benfica», a ter a honra erguer o
troféu, mas era Eusébio o homem que mais vibrava com o triunfo. E tinha uma
razão muito especial para tanto. É que o seu jogo de estreia no Benfica deu-se,
precisamente, contra o Vitória de Setúbal, e também para a «Taça». Nesse dia,
Eusébio fez um grande golo, mas viu um penalti ser defendido por Félix Mourinho
e o Benfica foi eliminado. Desta vez, o moçambicano voltou a desfeitear o
guardião setubalense, dobrou a sua contagem pessoal de golos no jogo e, mais
importante que isso, levou mesmo a «Taça». Para «vingança», bastou.
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*Edu:*
*Stifler: *
*Redeagle: *
*Krak: *
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Qual era o 11 que queriam ver alinhar esta noi...
Fim
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Penso que este *blog* deixou de fazer sentido, portanto é chegada a altura
de lhe colocar um termo. Um obrigado sincero a quem nos ia seguindo.
Um abraço e...