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Voz aos escribas do Chama Gloriosa, para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos relacionados com o clube. Sempre com a acutilância, independência e fervor Benfiquista que nos caracterizam.

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Aqui vais encontrar jogos de todas as modalidades e os mais diversos programas de televisão sobre o Benfica. Não fiques fora de jogo e recorda tudo o que gravita à volta do nome Benfica!

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Cansado da rotina? Farto de maus resultados? Faz frio? Chove? Nada como espairecer e consolar a vista, com as gloriosas deusas deste espaço!

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Se não conheces a equipa que vai jogar contra nós no próximo jogo, não desesperes! Temos pronto para ti um resumo da informação mais relevante sobre o adversário!

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Todos os meses um convidado benfiquista vai dar voz à sua alma gloriosa e partilhar a sua perspectiva sobre os mais variados temas .

terça-feira, 4 de junho de 2013

Director-Geral Precisa-se!? (parte2)

Caro Presidente, irei colocar isto de forma clara e concisa:

Sportinguistas (ex-dirigentes) e Portistas NÃO!


JANELA NÃO!

domingo, 2 de junho de 2013

O Sport Lisboa e Benfica é CAMPEÃO EUROPEU de Hóquei em Patins!

(Foto:www.ojogo.pt)


Perante um pavilhão cheio de gente cujos valores nada acrescentam ao desporto nacional e muito menos à sociedade portuguesa, eis que os nossos heróis, contra tudo e contra todos, foram à Invicta sagrar-se Campeões Europeus pela primeira vez na História do SLB. Obrigado, muito obrigado!

Aos paineleiros do costume, fica aqui a devida homenagem.





Próxima década?!

Director-Geral precisa-se!? Qual é a dúvida?!



Demora muito, Presidente?! Ou quererá mesmo nada ganhar como tem sido seu apanágio?!

domingo, 19 de maio de 2013

Afinal foi mesmo "sujinho, sujinho..." como sempre!

sábado, 11 de maio de 2013

Por Ti, Por Nós, Pelo SL BENFICA!





Carrega SL BENFICA!

FCPorto v Benfica: aos ombros de César Brito

FOTO: ABOLA

Quando César Brito calou as Antas ajudando o Benfica a dar um passo decisivo rumo a mais um título nacional. Não perca, este sábado pelas 20:30 horas, o confronto entre FCPorto e Benfica a contar para a 29º jornada do campeonato nacional.

Minuto 81 de um clássico jogado numa tarde inesquecível de primavera. César Brito dirige-se para o centro do relvado e prepara-se para entrar em campo, camisola vermelha para dentro dos calções brancos, 15 nas costas e símbolo do Benfica junto ao coração. A aparência carregada de concentração não deixa antever aquilo que se seguiria. César estava a poucos minutos do melhor momento da sua carreira de futebolista.

Estávamos, como o leitor certamente já adivinhou, na longínqua época de 1990/91. O Benfica, orientado por Sven-Goran Eriksson, chegava às Antas na liderança do campeonato com um ponto de vantagem sobre o FCPorto. A quatro rondas do fim, o clássico foi apresentado como decisivo e o clima que rodeava a partida remetia para um autêntico cenário de guerrilha. Onze dias antes, ambas as equipas se tinham defrontado para a Taça de Portugal com a vitória a sorrir aos azuis e brancos por escassos 2-1 – golos de Domingos e Rui Águas – num jogo marcado pelas muitas queixas do Benfica em relação ao trabalho do árbitro Rosa Santos. Também a nomeação de Carlos Valente, árbitro setubalense que dirigiu o jogo naquela tarde de Abril, esteve no centro da polémica. Muito contestado pelo Porto, foi falsamente posto a circular na altura que o juiz tinha viajado, desde Lisboa, no mesmo comboio que transportava a equipa do Benfica. Como se isso fosse prova do seu desvio para o encarnado. Não era e não foi. Durante o jogo, a pressão dos responsáveis portistas sobre a equipa de arbitragem foi tal que ninguém se sentava no banco de suplentes – não havia ainda quarto árbitro -, tendo havido mesmo agressões no já famoso túnel das Antas, tanto ao intervalo como no final do jogo. Talvez por isso, tenha ficado por assinalar um penalti de Aloísio sobre Pacheco do tamanho da Torre dos Clérigos.

Do jogo propriamente dito, rezam as crónicas que foi bem disputado, equilibrado, nervoso e emotivo. As oportunidades escassearam e ambos os guarda-redes apenas se viram incomodados em lances de bola parada ou em cruzamentos para a área. Durante grande parte do tempo, entre quezílias e lances disputados no limite da agressividade, apenas Rui Águas dispôs de uma grande oportunidade de desatar o nó atado pelo teimoso zero-zero que se verificava. Falha de Aloísio em plena área portista e remate fortíssimo de Águas para grande defesa de Vítor Baía. Era o sinal que o Benfica estava nas Antas para fazer algo de bonito. E estava mesmo.

Regressemos ao minuto 81. César Brito entra em campo com uma fé que só ele sabe e corre para a área; Paneira avança pela direita em velocidade, detém o seu movimento junto à linha de fundo, olha e cruza de forma tensa para o primeiro pau; César salta no meio de três portistas e de cabeça, na primeira vez que a bola se chega a ele, desvia para o golo do Benfica. Festa encarnada nas Antas, mas havia mais. Bola a meio-campo, jogadores reocupam posições, joga e não joga e lançamento lateral para o Benfica na meia esquerda; a bola chega aos pés aveludados de Valdo e o brasileiro coloca-a na frente de César Brito de forma soberba; à aproximação de Baía, César responde com um pequeno toque que faz a bola elevar-se por cima do guardião portista e anichar-se feliz no fundo das redes. 2-0 para o Benfica no decisivo clássico das Antas e a tarde era de César Brito – o título, saber-se-ia mais tarde nos Barreiros, também. O covilhanense saltava pela segunda vez em quatro minutos os placares de publicidade para ir festejar com os adeptos benfiquistas situados atrás da baliza de Vítor Baía. Dois festejos e dois golos dedicados à eternidade.

22 anos depois o cenário repete-se. Clássico na invicta com o Benfica líder com mais um ponto que o rival Porto, desta vez a apenas duas jornadas do fim. Na noite deste sábado, todos se vão lembrar de César Brito, todos vão querer ser César Brito, todos vão gritar e festejar Benfica como César Brito. Mais alto que nunca, rumo ao 33º.  

terça-feira, 7 de maio de 2013

Liga de Futebol 12/13 - 28ª Jornada: Jogo Benfica-Estoril para download




BENFICA - ESTORIL

Liga de Futebol 2012/2013
28ª Jornada

 
 
 Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 VBR @ 108 kb/s (54/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1786 kbps | Resolução: 640X368 | FPS: 25.000




1ª Parte
http://www.putlocker.com/file/FDB9BB1820C91C0A

2ª Parte
http://www.putlocker.com/file/5A7999365EEBCCC2


 
 Password: dfernandes

sábado, 4 de maio de 2013

Veja ou reveja a festa, a análise, as declarações e os comentários no pós jogo completo Benfica TV do jogo Benfica-Fenerbahçe

Benfica-Fenerbahçe

Liga Europa 2012/2013

Pós Jogo Benfica TV

 Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 VBR @ 100 kb/s (50/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1284 kbps | Resolução: 640X480 | FPS: 25.000



Emissão de 1 hora e 34 minutos que inclui: relato dos golos pelos comentadores da Benfica TV, festa no exterior do estádio, entrevistas a adeptos, comentários em estúdio, imagens do jogo, conferência de imprensa de Jorge Jesus e entrevistas a jogadores. Toda a reportagem no final do Benfica-Fenerbahçe.



http://www.putlocker.com/file/AA8F07C285D1D826
http://www.putlocker.com/file/60BEAF96BBCFBE34


Password: dfernandes






Jogo Completo e restante reportagem disponível para download AQUI:
Créditos: OrangeOne.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Liga Europa 12/13 - Meias Finais / 2ª Mão: Jogo Benfica-Fenerbahçe para download | Créditos: OrangeOne



BENFICA - Fenerbahçe

Liga Europa 12/13 - 2ª Mão - Meia-Final

 
 Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 CBR @ 128 kb/s (51/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1680 kbps | Resolução: 720X416 |

Duração: 54min + 53min




http://www.putlocker.com/file/1E7357A31B5E8367
http://www.putlocker.com/file/4316BC686D399D86

Pós-Jogo (SIC Noticias, com flash interview a Luisão e Jorge Jesus)
http://www.putlocker.com/file/D4C384B7F82E8EA1

Conferência de Imprensa - Jorge Jesus (BenficaTV)
http://www.putlocker.com/file/8B35DC6743B113F3

 
Password: orangeone | Créditos: OrangeOne

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Benfica v Fenerbahce: «Didis» trucidados na Luz

FOTO: OJOGO.PT

Quando Constantinopla caiu com estrondo em pleno Estádio da Luz. Não perca, esta quinta-feira pelas 20:05 horas, o embate entre Fenerbahce SK e SL Benfica na segunda mão das meias-finais da Liga Europa.

«Katliam». Foi com a palavra que traduzida do turco equivale ao que em português entendemos por «massacre», que a imprensa de Istambul resumiu aquele primeiro jogo entre Benfica e Fenerbahçe, referente à primeira eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Aproximava-se o fim do verão de 1975 e os campeões da Turquia deslocavam-se a Lisboa orientados pelo famoso Didi – duas vezes campeão mundial em 1958 e 1962 pelo Brasil e inventor da famosa «trivela» no mundo do futebol – para defrontar um Benfica em tempos de mudança, orientado por Mário Wilson e, pela primeira vez desde há muito, sem Eusébio.

Na Luz todos desconfiavam dos «Didis» e seus pares, esperando talvez um jogo técnico e apoiado como aquele que consagrou a selecção canarinha campeã do mundo com Pelé, mas o jogo revelou uma história totalmente diferente. A verdade, porém, é que nada fazia prever aquilo que se passou. O próprio Didi mostrava-se tranquilo nos dias antecedentes à partida, confiante no valor dos seus jogadores, e chegando mesmo a afirmar que só um jogador do Benfica poderia criar dificuldades à sua equipa e esse não ia jogar. Referia-se, claro, a Eusébio. Em entrevista ao UEFA.com [1], Nené, ex-jogador do Benfica titular em ambos os jogos da eliminatória, recordava isso mesmo: - «Com a aproximação do jogo, ele [Didi] fez umas declarações bombásticas a dizer que vinha ganhar ao Estádio da Luz ao Benfica. Nessa altura sabíamos quanto era poderoso o Benfica e se calhar isso serviu também como incentivo para podermos demonstrar a grandeza do clube. Fizemos valer os nossos direitos em casa, perante aquele empolgante público maravilhoso do Terceiro Anel». E assim foi. O Benfica fez valer os seus direitos naquela fresca noite de setembro com golos para todos os gostos e paladares. Sete golos – sete! – sem resposta foi a receita aplicada aos “Didis” que naquela noite cederam na Luz com um estrondo a fazer lembrar a queda de Constantinopla no séc. XV.

Com Messias e Artur fora da partida – ambos magoados – Mário Wilson fez avançar Malta da Silva e Bastos Lopes para emparceirarem Barros e Eurico. Do meio-campo para a frente, alinharam Shéu, Toni, Vítor Martins e Moinhos, com Nené e Jordão a serem os elementos mais avançados. O jogo em si pouca história teve. O festival de futebol por parte dos «encarnados» foi total e começou logo aos 22 minutos com Shéu a estrear-se na Europa da melhor maneira (entenda-se com um golo); quando soou o apito para intervalo já o Benfica tinha a equipa turca a três golos de distância, com Nené - sempre elegante e ligeiro no seu deslizar sobre o verde tapete – a assinar o segundo e o terceiro. Na segunda parte, já depois de Nené ter completado a santíssima trindade com o terceiro golo da sua conta pessoal e quarto do jogo, apareceu Jordão – qual gazela africana - a brindar a plateia com um segundo hattrick, avolumando o marcador até a uns impensáveis sete-a-zero. O jovem Benfica de 1975/76 chegou e sobrou para os «Didis» de Istambul.

O segundo jogo na Turquia foi, claro está, apenas para cumprir formalidades; não se pense, ainda assim, que tudo foi fácil. A verdade é que a deslocação do Benfica a Istambul quinze dias volvidos, mais pareceu ter sido em classe turística, pois os jogadores benfiquistas mais pareciam ter na cabeça a beleza da arquitectura de Hagia Sofia do que o futebol  do Fenerbahce. Tudo somado deu, claro está, um-a-zero para os turcos, que estando feridos no orgulho carregaram sobre a equipa do Benfica durante todo o jogo, fazendo brilhar Bento a grande altura.

38 anos depois, coincidência ou não, o Benfica voltou a sair de Istambul com um-zero de desvantagem, sendo que desta vez nada estava resolvido de antemão. Agora, na Luz, espera-se que a ambiciosa equipa benfiquista do presente possa subir aos ombros dos gigantes de 1975 (Nené e Jordão, sim, mas não só) para aplicar o mesmo tratamento aos «Didis» que até já nem o são. E nem é preciso dar sete; dois golos de diferença bastam. 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Liga de Futebol 12/13 - 27ª Jornada: Jogo Marítimo-Benfica para download



MARÍTIMO - BENFICA

Liga de Futebol 2012/2013
27ª Jornada

 Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 VBR @ 100 kb/s (50/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1747 kbps | Resolução: 640X368 | FPS: 25.000


1ª Parte
http://www.putlocker.com/file/A5A2BFE7FAF0CEF7

2ª Parte
http://www.putlocker.com/file/D205465075250E40

Flash Interview
http://www.putlocker.com/file/E2380B11FAAB55A6



Password: dfernandes

sábado, 27 de abril de 2013

Para recordar... A Final da UEFA Futsal Cup 2009/2010. Jogo Benfica-Interviu para download


BENFICA - INTERVIU

Final da UEFA Futsal Cup 2009/2010
 
Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 VBR @ 106 kb/s (53/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1256 kbps | Resolução: 640X480 | FPS: 25.000



http://www.putlocker.com/file/91941DC556875493
http://www.putlocker.com/file/A18F499A7BC4E78E

 
 Password: dfernandes

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Liga Europa 12/13 - Meia Final / 1ª Mão: Jogo Fenerbahçe-Benfica para download | Créditos: OrangeOne



Fenerbahçe - BENFICA

Liga Europa 12/13 - 1ª Mão - Meia-Final

Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 CBR @ 128 kb/s (51/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1685 kbps | Resolução: 720X416 |

Duração: 55min + 51min


http://www.putlocker.com/file/845964F26A86A016
http://www.putlocker.com/file/70F72E53F1435FE0
 


Password: orangeone | Créditos pelo rip: OrangeOne

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Casagrande no FC Pervitin


Aqui vos deixo o excerto do livro "Casagrande e os seus demónios pág 99/100, que retrata a passagem pelo FCPorto. 

 «No dia seguinte, Casagrande comunicou ao treinador que não jogaria mais pelo Corinthians. Ficou apenas treinando, à espera de uma transferência. O preparador físico Gilberto Tim ainda tentou dissuadi-lo, argumentando que a tempestade passaria logo e estimulando-o a entrar em campo. Não houve jeito. “Aquele seria mesmo meu último jogo. 
O Juan Figer comprou meu passe e me emprestou para o Porto.” Com os 15% a que tinha direito sobre o valor total da negociação, Casagrande adquiriu dois apartamentos na Pompeia, um deles para seus pais. E se preparou para mergulhar num futuro desconhecido.

 “Fui para o Porto sem saber o que ia rolar, quase não chegava informação no Brasil sobre os clubes de Portugal. Mas tinha muita confiança em mim mesmo para triunfar na Europa.” Ele soube que seu destino seria o Porto apenas a dois dias da viagem. Quando Figer lhe disse que o clube português classificara-se para a Copa dos Campeões, principal campeonato europeu, o atacante topou a aventura. Os dois viajaram juntos e assistiram à final da Supercopa de Portugal, entre Porto e Benfica, no estádio das Antas. A torcida o recepcionou com festa, e os dirigentes propuseram que ele vestisse a camisa e entrasse em campo para ser ovacionado. Ele não quis. “As arquibancadas estavam lotadas, e eu ainda me sentia meio tímido ali”, explica. “Nesse dia, percebi o quanto o time era forte. Contava com catorze jogadores de Seleção: a equipe de Portugal em peso, o goleiro polonês Józef Mlynarczyk, o argelino Madjer e eu.” Também havia três brasileiros no elenco: Celso Gavião (ex-zagueiro do Vasco), Elói (ex-meia de Santos, Vasco e Portuguesa) e Juary (ex-atacante do Santos). Os compatriotas lhe dariam suporte na adaptação. Casão passou o Ano-Novo em Portugal sem a família. Para amenizar sua solidão, Celso e Elói foram encontrá-lo no hotel, onde permaneceram até dez minutos antes da meia-noite. Com a mesma preocupação, Juary sempre o convidava para churrascos na casa dele. O apoio dos brasileiros era mesmo preciso. Afinal, entre os atletas portugueses, fez uma única amizade: Paulo Futre, principal jogador do país na época e seu amigo até hoje. 

Os demais companheiros de time o tratavam friamente. Mais do que isso, o boicotavam, por puro ciúme. “Ficava isolado nos treinos e era difícil receber a bola. Com o tempo, isso foi melhorando...” O bom desempenho da equipe na Copa dos Campeões e as viagens para cenários diferentes de tudo o que já havia visto também o animavam. Depois de ter enfrentado o Brondby, da Dinamarca, no Porto, com vitória por 1 a 0 (gol de Madjer), pelas quartas de final, embarcou com a delegação para o jogo de volta cheio de expectativa. “Foi sensacional essa experiência. Chegamos a Copenhagen com um frio tremendo, naquele inverno rigoroso, e fomos passear. Encontramos o cais totalmente congelado. Um dinamarquês, num barco, falou para a gente: ‘Pode até pular aí, que o gelo não quebra’. Então andamos em cima do mar, enquanto avistávamos icebergs no horizonte. Muito louco! Algo que nunca havia imaginado.” O que Casagrande também não imaginava era que ele próprio iria se quebrar num campo coberto pela neve. No empate em 1 a 1 com o Brondby, em uma jogada logo aos quinze minutos, fraturou a fíbula e rompeu os ligamentos do tornozelo esquerdo. Não poderia mais atuar naquela Copa dos Campeões, conquistada pelo seu clube. “Fizeram tudo para que eu me recuperasse até a final. O treinador queria me escalar na decisão, e eu fiz um teste na terçafeira à noite, véspera do jogo. Mas só conseguia correr em linha reta, não fazia curva de jeito nenhum. Aí acabei ficando no banco.” Depois da conquista da Copa dos Campeões, com o time em férias, sua família veio visitar o Brasil, mas Casão ainda permaneceu algum tempo sozinho na cidade do Porto. 

Aproveitou para desbravar os “buracos” da noite e saciar uma antiga curiosidade: experimentou fumar e tomar heroína na veia. “O movimento dark estava muito forte e, na música, faziam sucesso The Cure,David Bowie, Simple Minds... Havia muitos pubs nessa linha. Comecei a passear pela cidade e encontrei uns barzinhos escuros, cubículos que pareciam cenário do filme CristianeF., aqueles lugares a que ela ia. Assim, acabei conhecendo umas pessoas e provando heroína.” Esse episódio pode ser considerado uma exceção, um fato isolado durante o período em que Casagrande jogou na Europa. Determinado a obter êxito profissional no exterior, ele conseguiu se disciplinar e se manter distante das drogas para preservar a condição física. Ou, pelo menos, longe das chamadas drogas sociais. 

Porque ele constatou que, diferentemente do que ocorria no Brasil, o uso de doping estava disseminado pelo futebol europeu. Lá, pela primeira vez na carreira, e a contragosto, se dopou para melhorar o rendimento. Esse assunto é delicado. Apesar de ser fato, nenhum clube quer assumir esse passado obscuro, com receio de macular a imagem, empanar o brilho de conquistas ou, até mesmo, num limite extremo, correr o risco de ter títulos cassados pela Fifa ou por tribunais desportivos. Na década de 1980, o goleiro alemão Harald Schumacher, vice-campeão nas Copas de 1982 e 1986, resolveu revelar a verdade e o mundo caiu em sua cabeça. Ao publicar a autobiografia Anpfiff, confessou ter feito uso de doping em várias partidas, pois a prática era corriqueira no futebol alemão. Vários clubes e ex-colegas voltaram-se contra ele, porém o lateral e meia Paul Breitnerlhe deu razão e confirmou a denúncia. 

Existe um pacto tácito pelo silêncio. O recente caso de Lance Armstrong, lenda do ciclismo mundial, mostra bem a desfaçatez que impera nesse campo minado. Sabia-se já havia algum tempo que o heptacampeão da Volta da França fazia uso de substâncias proibidas, o que ele negava veementemente, com indignação capaz de comover até inimigos. Jurava inocência e ameaçava processar quem lhe imputasse tal desonra. Por ter voltado a vencer a prova mais importante do ciclismo internacional depois de se recuperar de um câncer nos testículos, posou como herói até ser desmascarado. Somente quando surgiram provas materiais, incontestáveis, ele meteu a bicicleta no saco e se retirou de cena. 

Apesar dessa cortina de fumaça, Casagrande não pode se furtar a assumir uma passagem relevante em sua carreira. A intenção não é denunciar ninguém, nem difamar qualquer clube —até porque já se passou muito tempo, e a vida segue em frente. Depois de ter admitido tantos pecados publicamente, não faria sentido esconder a própria experiência com doping. Por precaução, para evitar qualquer viés acusatório, vamos omitir nomes e lugares. Afinal, o que importa são os fatos. 

Em todos os anos que atuou na Europa, Casagrande foi dopado para jogar quatro vezes. Nunca quis, foi sempre contra, mas aconteceu. “Em geral, injetavam Pervitin no músculo. De imediato, a pulsação ficava acelerada, o corpo superquente, com alongamento máximo dos músculos. Podia-se levantar totalmente a perna, a gente virava bailarina... Isso realmente melhorava o desempenho, o jogador não desistia em nenhuma bola. Cansaço? Esquece... se fosse preciso, dava para jogar três partidas seguidas.” 

Esse procedimento acontecia abertamente no vestiário, sem a menor preocupação de escondê-lo de qualquer integrante da agremiação. “Era uma coisa oficial: do treinador ao presidente do clube, todo mundo sabia.” 

Só havia o cuidado de acompanhar o atleta até a eliminação da droga pelo organismo, tanto para prestar socorro, caso alguém se sentisse mal ou tivesse algum efeito colateral, quanto para liquidar as provas, embora exames antidoping fossem raros naqueles tempos. “O clube não deixava a gente ir pra casa depois do jogo. Ficávamos concentrados e dormíamos no hotel. No dia seguinte, fazíamos sauna de manhã e dávamos uma corridinha ao redor do campo. Só depois disso nos dispensavam.” 

O uso da substância não era exatamente opcional. Embora não houvesse um aviso formal de obrigatoriedade, isso estava implícito, e quase todo mundo seguia o script. 

“Estava sempre à nossa disposição, mas, nos jogos importantes, parecia obrigatório. "

"Tomar ou não tomar poderia definir a escalação, pelo menos essa era a sensação geral.” 

Ele não se deparou com essa prática em outros clubes europeus nos quais jogou, é bom ressaltar, porém sabia ser algo comum pelas conversas com jogadores que atuavam em outros times. Além disso, chegou a constatar a troca de informações entre departamentos médicos de clubes de países diferentes, quando descobriram um estimulante mais avançado, que seria mais difícil de detectar num eventual exame antidoping. A despeito de ter passado por essa experiência poucas vezes, o assunto traz desconforto a Casagrande até hoje. O uso de doping é totalmente contra seus princípios, por ferir a lisura esportiva. “Além de ser moralmente condenável, aquilo não me trouxe qualquer benefício, muito pelo contrário. Em um daqueles jogos, eu me machuquei e permaneci no campo por mais algum tempo, porque a droga mascarava a dor. Poderia ter agravado seriamente a lesão. Eu era jovem, não necessitava de aditivos para render bem fisicamente e ainda me expus a riscos desnecessários.” Mas, deixando de lado as substâncias “oficiais”, e voltando à heroína, Casagrande simplesmente saciou, na cidade do Porto, a curiosidade de provar a droga que havia levado à morte vários de seus ídolos, como Janis Joplin e Jim Morrison. Depois voltou a andar na linha outra vez. Tinha consciência de que a substância, fortíssima, causava dependência em pouco tempo. Quando se transferiu para a Itália, ficou seis anos completamente limpo. O seu contrato com o Porto terminaria em julho de 1987, e o clube manifestou desejo de renová-lo. O apelo era grande: o time iria disputar o Mundial Interclubes no Japão, contra o Peñarol (Uruguai), e a Supercopa Europeia, diante do Ajax (Holanda), campeão da Recopa. Porém, àquela altura, ele já praticamente selara a transferência para a Itália, dona do campeonato mais badalado do mundo. “Portugal só tinha quatro times competitivos: além do próprio Porto, havia Benfica, Sporting e Vitória de Guimarães. E a minha meta sempre foi jogar o Italiano.” Quando quebrou a perna, ainda nas quartas de final da Copa dos Campeões, ele já estava com duas transferências engatilhadas: ou iria para o Torino, da Itália, ou para o Racing, de Paris. Até os valores já haviam sido acertados, e dirigentes de ambos os clubes encontravam-se em Copenhagen, dispostos a fechar o contrato naquele dia fatídico. Porém com a grave lesão sofrida, o panorama mudou. O austríaco Toni Polster, que estava acertado com o Ascoli, acabou indo no lugar de Casão para o Torino. E o atacante brasileiro foi para o Ascoli, onde a vaga ficara em aberto.» 

 Ao contrário do que disse o Dr. Domingos Gomes o Luís Horta que seriam vitaminas, o que injectavam nos atletas do Porto, era o Pervitin, que mais não é que uma metaanfetamina proibida desde sempre pela UEFA/FIFA. (Metaanfitamina)- Remédio altamente estimulante, à base de anfetamina pura. Teve seu ápice na década de 50. Eram indicados inadequadamente para combater a depressão. Qualquer pessoa com 50 anos se lembra do Pervitin, vendido facilmente nas farmácias para quem desejava ou precisava passar noites em claro, dormir pouco ou reduzir o apetite. Foi retirado do mercado por seus graves efeitos colaterais: dependência física, alucinações, irritabilidade, taquicardia, ansiedade, forte diminuição dos reflexos. A venda ainda se faz hoje sob a forma de pílulas ou injectável, sendo considerado doping pela UEFA. 

Um artigo interessante
Pervitin: Hitler's Multivitamin Pervitin was a "multivitamin" that was widely distributed to German troops during WWII to give them an "energy boost". Fallschirmjaeger detachment "Granit" received vials of Pervitin just prior to embarking on the mission to capture fortress Eben Emael in Belgium in May 1940. This turned out to be one of the most celebrated air assault missions in history with German paratroops fighting like fanatics and defeating a force 15 times their size. German tankers and Luftwaffe fliers received Pervitin-laced chocolate rations (Panzerschokolade and Fliegerschokolade). Trouble is Pervitin was not a mutlivitamin but 100% crystal meth. Hitler was on a steady diet of "Pervitin" which was prescribed to him by his personal doctor Morell. We'll never learn the effects the drug had on his body but it's clear that by the end of the war Hitler's health was ruined with Parkinson's-like shaking seen in meth abusers. He was also mentally unstable and had explosive temper. German magazine Spiegel has a story:


O livro todo do Casagrande

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Manto sagrado para a próxima época

Tal como prometido, e na sequência do que já tínhamos adiantado aqui, revelamos uma foto do nosso próximo manto sagrado.
Benfica 2013-2014 será assim, esperamos que acompanhado por um escudo de campeão na manga esquerda.



Liga de Futebol 12/13 - 26ª Jornada: Jogo Benfica-Sporting para download



BENFICA - SPORTING

Liga de Futebol 2012/2013
26ª Jornada

 
Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 VBR @ 105 kb/s (52/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1791 kbps | Resolução: 640X368 | FPS: 25.000




1ª Parte
http://www.putlocker.com/file/746C7E5E9667D9FB

2ª Parte
http://www.putlocker.com/file/45FB9C45A1921CF2

Flash Interview
http://www.putlocker.com/file/B9B508B060EF4D30

 
Password: dfernandes