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Para aceder aos melhores wallpapers, avatars, vídeos e relatos do Benfica! Tudo o que sempre quiseste encontrar, tudo o que idealizaste!

Chama Gloriosa Chalkboard

Rubrica onde iremos analisar lances, jogadas ou momentos dos jogos do Benfica que, apesar de importantes, passam normalmente despercebidos a um olhar menos atento.

Artigos de opinião

Voz aos escribas do Chama Gloriosa, para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos relacionados com o clube. Sempre com a acutilância, independência e fervor Benfiquista que nos caracterizam.

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Aqui vais encontrar jogos de todas as modalidades e os mais diversos programas de televisão sobre o Benfica. Não fiques fora de jogo e recorda tudo o que gravita à volta do nome Benfica!

Glorioso Relax - As deusas do Benfica

Cansado da rotina? Farto de maus resultados? Faz frio? Chove? Nada como espairecer e consolar a vista, com as gloriosas deusas deste espaço!

Análises adversários

Se não conheces a equipa que vai jogar contra nós no próximo jogo, não desesperes! Temos pronto para ti um resumo da informação mais relevante sobre o adversário!

Canto dos convidados

Todos os meses um convidado benfiquista vai dar voz à sua alma gloriosa e partilhar a sua perspectiva sobre os mais variados temas .

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A gravata azul é que era escusado!


A gravata azul é que me lixa ó Rui!! ... tu queres ver que foi o andrade que pagavas as quotas ao outro que te obrigou a usar! ... foi isso, não foi?!?

A carta de Rui Sérgio Guerra aos Benfiquistas

Boa noite BENFIQUISTAS! 


PERMITAM-ME PEDIR A TODOS VÓS, ESTIMADOS BENFIQUISTAS, bloggers ou meros opinadores c/o eu, 

POR FAVOR, POR FAVOR MESMO,. EM NOME DE LARGOS MILHARES DE BENFIQUISTAS AQUI DA ZONA DE PORTO - GAIA, (muitos, sócios do SLB como vocês e eu, COM AS QUOTAS EVIDENTEMENTE EM DIA), … DÊEM ECO À BRUTAL, VERGONHOSA E MISERÁVEL... FALTA DE RESPEITO QUE O SLB nos demonstra! (para não utilizar outros termos... menos à BENFICA!): … 

QUEREMOS IR VOTAR na 6ªfeira e... SOMOS OBRIGADOS A: - FAZER + DE 220 KM para ir a Coimbra, (ida e volta)!!! ou... - ATRAVESSAR GAIA E PORTO (c/o eu ... e muitos)... e FAZER + DE 60 KMS para ir a Famalicão (ida e volta)! 

NEM QUERO ACREDITAR NESTA VERGONHA! 

ISTO... NO MEU QUERIDO SLB???... Reitero que... CREIO DA MAIS ELEMENTAR JUSTIÇA E ATÉ OBRIGAÇÃO (de consciência Benfiquista) PERMITIR-ME FALAR POR MUITOS, MUITOS BENFIQUISTAS DAS CIDADES DO PORTO E GAIA... QUE QUEREM IR EXERCER O SEU LEGÍTIMO DIREITO DE VOTO, NUM MOMENTO TÃO CRUCIAL PARA O N/ SLB! (quaisquer que sejam as opções de voto de cada um!)! 

 Estamos no 2° maior centro populacional do País,... existem (pelo menos) 4 principais Casas Oficiais do Clube (Porto, Gaia, Espinho e Matosinhos), sou sócio tb numa delas e... CONFIRMEI ESTA VERGONHA INENARRÁVEL... HÁ POUCO,... às 17.45h, p/a a Linha Oficial SLB de atendimento aos Sócios. (onde fui muito correctamente atendido e informado "dos factos" pelo amável e profissional Sr.João Flores)! Ah... solicitei falar c/ o Dept° de Comunicação do Clube (nomeei o Sr.João Gabriel ou... alguém),... facto que o referido Sr. da Linha (João Flores) se esforçou por viabilizar, tentando passar a chamada… ...EM VÃO!... NADA,... NINGUÉM,... NADA... NINGUÉM! Até que,... na 2a. tentativa,… e ao fim de "x tempo"... A CHAMADA CAIU!!! DESISTI!!! 

NÓS NÃO MERECEMOS ISTO! NÓS SOMOS O BENFICA... E SÓCIOS C/ AS SUAS RESPONSABILIDADES ASSUMIDAS! SEMPRE!!! (ao contrário de VÁRIOS altos responsáveis do Clube,... à parte os "parasitas" e afins que gravitam!) 

Obg, caros Benfiquistas! 

Queiram por favor desculpar a dimensão do texto, mas... É VERGONHOSO DE MAIS,... MAS TUDO ISTO É A VERDADE!... É A MISERÁVEL REALIDADE... na zona das cidades de Porto e Gaia, em Outubro de 2012... A 4 DIAS DAS ELEIÇÕES DO NOSSO AMADO CLUBE!

 Um abraço de Palermo,

 RSG

Just another brilliant post by JNF

Entrevistas de Rui Rangel e Fernando Tavares (22/10/2012) para visualização e download

ENTREVISTA DE RUI RANGEL EM "O DIA SEGUINTE"

22 DE OUTUBRO DE 2012

Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=5JmF6WE_UHA

Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=77tCyfNrR8M

Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=F4aGxz1kpzU

Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=z-wi2Hiwle4



Link para download (entrevista completa):

http://www.putlocker.com/file/B9F18707EACCFB7C

 ENTREVISTA DE FERNANDO TAVARES A "A BOLA TV"

22 DE OUTUBRO DE 2012

Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=GCbOXvWWV9M

Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=sVBGsofk9Ww

Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=fod4bP3fKu4

Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=6r8kT_JmmS0



Link para download (entrevista completa):

http://www.putlocker.com/file/CC16F93279BB63CA

Password: dfernandes

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Grupo Benfica com voz - Manifesto

Espaço aberto neste Blog a opinião de sócios do Benfica.



Queridos amigos apoiantes e sócios do Grande Benfica, 

Somos um grupo de sócios anónimos sem qualquer tipo de interesse no resultado destas eleições, a não ser o bem do nosso amado Benfica. A nossa intenção é tentar despertar o monstro silencioso que são os sócios do Benfica. O Benfica sempre foi um clube em cuja massa associativa detinha um poder enorme e um papel determinante no futuro do clube e é por isso mesmo que pensamos que este é o momento certo para recuperar isso. 

O clube é nosso! Não é de dirigentes que se passeiam como se o clube fosse deles e muitas vezes se esquecem do sangue e das lágrimas derramadas que fizeram este clube crescer e ser o que é agora. Os membros deste grupo têm entre 25 e 30 anos de idade e passam a vida a ouvir histórias e a sonhar com um passado que realmente foi glorioso, cheio de grandes jogadores e títulos. 

Crescemos a ouvir os nossos pais e avós falarem do peso da camisola, do “jogar à Benfica” e do inferno da luz, mas a verdade é que nunca presenciámos isso. O que vemos é ano após ano uma equipa com cada vez mais estrangeiros, sem garra e que usam o Benfica como um plataforma de lançamento para outros clubes, esses sim grandes. Ora nós achamos que grande é o Benfica! 

Chega! 

Estamos fartos de sermos humilhados ano após ano pelo F.C.P. e de andamos sempre em segundo, ou terceiro. Vemos a glória cada vez mais longe, a chama cada vez mais apagada, a águia a ficar sem asas e o clube sem força. E não é isso que queremos! 

Não nos contentamos! 

Talvez seja devido à inconformidade e impetuosidade próprias da juventude mas a verdade é queremos ver o Benfica de volta, queremos o Glorioso, queremos poder ir à rua gritar pelo Benfica sem sermos rebaixados por Portistas que já puderam ver o seu clube ser campeão e até mesmo pentacampeão. Reparem que o Porto tem mais títulos europeus nos últimos 10 anos do que nós temos campeonatos. O Benfica tem de voltar a meter medo aos adversários e a fazer vibrar os seus adeptos! E é nesse sentido que sentimos inveja de vós. Sentimos inveja porque vibraram com as noites europeias, viram um Benfica campeão e ganhador, viram Eusébio, Chalana, Coluna, Mozer, Humberto Coelho, etc. e sentiram a verdadeira mística do Benfica e o orgulho de ser adepto deste clube. Já nós só podemos vibrar com corrupção, humilhações, falta de garra e algumas Taças da Liga. 

Cada um de nós faz o que pode para conseguir estar no estádio a apoiar o Glorioso e digo faz o que pode porque o preço dos bilhetes está cada vez mais caro e cada vez há menos dinheiro. Mas tudo se resolve, nem que tenhamos de ficar sem jantar para comprar o bilhete. No entanto já começa a faltar força e motivação para fazer estes sacrifícios, por muito amor que tenhamos ao nosso clube. Não podemos continuar a perder campeonatos sucessivos culpando sempre os árbitros e o sistema. É preciso lutar, jogar mais e fazer mais para fazermos melhor. E se realmente existe um sistema temos de o combater e não usá-lo como desculpa, mandato após mandato. 


Precisamos de pessoas à frente do clube que percebam que o Benfica é mais que um clube, é uma paixão e mesmo uma religião! Estamos fartos de ser liderados por pessoas que foram e outras que ainda são sócios de outros clubes. Estamos fartos de ver toda a gente enriquecer com dinheiro que é de todos nós, sócios e adeptos do Benfica. Estamos fartos de ouvir falar do Vale e Azevedo como se fosse o papão para meter medo às criancinhas. Os sócios do Benfica são mais inteligentes que isso e não têm medo do papão. 

Se a mudança é necessária não podemos deixar de a fazer por medo! 

Todos os anos destruímos a equipa para favorecer o interesse de alguém que enche os bolsos à custa do Benfica. Dizemos isto porque a verdade é que apesar de vendermos jogadores por valores elevados o passivo continua a aumentar. Até quando! Falência técnica? No nosso clube? No clube de Cosme Damião? O Benfica tem de ser um exemplo a todos os níveis, incluindo na transparência e na honestidade. 

Estamos a dirigir-nos às Casas do Benfica pelo poder que têm. O poder tem de andar de mãos dadas com a responsabilidade e o que queríamos pedir era que votassem com responsabilidade, de forma livre e sem cederem a pressões internas porque os sócios é que mandam no clube e são mais importantes do que qualquer Presidente. Sabemos que as Casas passam por algumas dificuldades e precisam do apoio da Direcção. No entanto se todos votarmos temos muita força! 

O voto é secreto! 

Antes de votarem fechem os olhos e lembrem-se das alegrias que o Benfica já vos deu e deixem-nos viver isso também. Este é o nosso apelo! Esta é a hora da mudança, de nos inconformarmos, de dizermos basta e de todos juntos ditarmos o futuro do Glorioso Benfica!Com os melhores cumprimentos.

Grupo Benfica com Voz

Rui Rangel a falar aos sócios

Dr. Rui Rangel a falar aos sócios em Famalicão.

Parte1


Parte2

Vejam a empatia!

Apresentem o R&C


Peço desculpa, não sei quem é o caricaturista, mas que está magnífico está! ... assim que souber, coloco aqui.

Spartak Moscovo v Benfica: a primeira vez em terras soviéticas

FOTO: A CAPITAL

Quando o Benfica eliminou um «Torpedo» de pólvora seca e Vítor Baptista era um caso para Freud. Não perca, esta terça-feira pelas 19:45 17:00, a partida entre Spartak de Moscovo e Benfica em mais uma jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

O Benfica volta à Rússia apenas um ano após a última visita – desta vez com viagem marcada para Moscovo -, mas desde a estreia encarnada em confrontos europeus frente a equipas soviéticas passaram já trinta e cinco anos. O início de Setembro em Lisboa tinha trazido uma temperatura de tarde de Verão em noite de quase Outono e a expectativa era grande para ver o campeão de todas as Rússias. O FC Torpedo de Moscovo, clube ligado à indústria automóvel da capital russa, trazia na bagagem três títulos de campeão da URSS e cinco taças soviéticas, para além da cabeça fria e da mecânica colectiva tão características das equipas do leste europeu. Estávamos em 1977 e ambas as equipas viviam inevitavelmente na ressaca motivada pela privação das duas maiores lendas futebolísticas da sua história: tanto Benfica, como Torpedo, já não podiam contar com os contributos de Eusébio e Eduard Streltsov – «O Pelé (e porque não Eusébio?) Russo».

Ao bater das 21 e 30 iniciou-se uma partida que seria de desilusão para os encarnados. Apesar de forte para consumo interno, desde a perda de Eusébio e seus pares que o Benfica se arrastava pelas noites europeias carregado de uma vil tristeza por não possuir plantel de estatura idêntica ao que, na década de 60, escrevera façanhas dia sim, dia não no livro do futebol mundial. Entre os jogadores existia esperança numa vitória frente ao Torpedo, mas o futebol materializado em campo não acompanhou a vontade de ganhar que irrompia das bancadas. A louca mania de despejar bolas na área contrária como se um (bom) gigante fosse descer das nuvens para cabecear lá do alto, criava cabelos brancos ao mais careca dos adeptos presentes na Luz e fazia imaginar que o desfecho não seria o esperado. O tempo passava e na frente apenas se vislumbrava um Nené de costas voltadas para o golo e um Celso servido em más condições; mais atrás era Chalana que se enrolava com a bola, enquanto Pietra e Shéu faziam chover futebol dos céus; na desinspirada equipa encarnada só Toni e Humberto puxavam a locomotiva na direcção certa mas, valha a verdade, nem uma só vez se viu perigo sério junto à baliza de Zarapin. O jogo foi tão insonso que o tímido zero-zero final não surpreendeu ninguém, nem mesmo os próprios «torpedos» que, apesar de uma escandalosa perdida de Filatov nos minutos finais, levavam para Moscovo o resultado que desejavam.

Na URSS as bandeiras também haviam de ser vermelhas, mas os aplausos não tinham o mesmo sentido. Bom, pelo menos até se conhecer o resultado final. O jogo, esse, foi idêntico ao de Lisboa - aborrecido, sonolento e entediante - e resumiu-se a noventa minutos em branco mais trinta de trabalhos forçados, com o Benfica a ceder o ataque ao Torpedo por completa inoperância no ataque e muita incapacidade no meio campo; uma (por vezes aflitiva) defesa foi o grande ganha-pão benfiquista durante todo o jogo. Com Iurine no bolso de Eurico e Sakharov no bolso de Pietra, ao Torpedo faltaram ideias e imaginação para ultrapassar a muralha encarnada. E quando, qual raio de sol no negrume da noite moscovita, isso acontecia havia um Manuel Bento na baliza a defender tudo. Subitamente, os guerreiros de Mortimore tinham levado o jogo à última decisão: os «penalties». Bola dentro, bola fora, bola dentro, bola fora e Chalana tinha nos pés a hipótese de fazer 0-3; não a desperdiçou e mesmo com o 1-3 de Belenkov, a penalidade decisiva ia pertencer ao Benfica. Bento avançou, e depois de já ter parado o primeiro penalti do Torpedo, desferiu um pontapé colocado e classificou o Benfica para a eliminatória seguinte da TCE. Uma dupla festa, pois Eurico fazia vinte e dois anos nesse mesmo dia e pode festejá-los junto aos companheiros… com vinte contos a mais no bolso (tanto ele, como todos) devido à vitória e à exibição do seu guarda-redes. 

No meio do triunfo, havia um caso para Freud resolver: o de Vítor Baptista, homem e jogador. No desvairado dianteiro da Luz residia a grande esperança do Benfica num golo em Moscovo, mas já depois de quase ter ficado em Lisboa devido a um desentendimento com os dirigentes em pleno aeroporto (relacionado com a sua indumentária), Vítor Baptista decidiu na tarde do próprio jogo poupar-se para a selecção e… nem sequer se equipou. Mas há mais: na véspera da partida o excêntrico setubalense surpreendeu tudo e todos ao decidir furar uma orelha para nela ostentar um brinco que, ninguém suspeitava, ainda muito daria que falar no futebol português. É verdade, foi em Moscovo que «começou» a (na altura já longa) história do «rapaz do brinco».

domingo, 21 de outubro de 2012

A reboque da Lista B

A reboque da Lista B... 


 Face as últimas posições manifestadas pela Lista A, comunicadas em viva voz pelo actual Presidente do Sport Lisboa e Benfica, cabe à candidatura BENFICA AOS BENFIQUISTAS clarificar o seguinte: 



 1º - O reatamento das relações com o FC Porto, apontado hoje na Comunicação Social pelo "soldado" José Eduardo Moniz, nunca foi manifestado pela Lista B, ao contrário do que afirma o Dr. Rui Gomes da Silva que, mais uma vez, não teve a coragem nem o discernimento necessários para se afastar, nestas duas semanas de campanha, da sua tribuna televisiva. Cumpre, contudo, relembrar ainda aos dois que o corte das relações com o nosso rival mais a Norte do país foi uma decisão da Assembleia Geral do Clube e trata-se de uma deliberação que deve ser respeitada, até eventual posicionamento contrário dos SÓCIOS do Sport Lisboa e Benfica. 



 2º - A Lista B é da opinião de que os funcionários do clube, onde se inclui Rui Costa, deveriam estar afastados de posições eleitoralistas, por respeito aos sócios, uma vez que os seus honorários são oriundos do esforço de muitos deles. Ainda a este propósito, convém esclarecer que todas as questões sociais - que a partir de hoje fazem parte da linha programática do actual Presidente - sempre foram manifestadas pelo nosso candidato desde o primeiro dia. As declarações de hoje são, portanto, uma clara demonstração de que a Lista A anda a reboque da Lista B, ao invés daquilo que se pretende anunciar. 



 3º - Não menos importante, convém saber reconhecer que a lista B, encabeçada por Rui Rangel, ao contrário da lista opositora, respeita a divergência de opinião e de ideias, mesmo apesar da manifesta incoerência de alguns membros e apoiantes da lista liderada por Luís Filipe Vieira. No entanto, a nossa lista recusará sempre comentar capas de jornais com conhecidos adeptos sportinguistas a falar sobre a grandeza do Sport Lisboa e Benfica. 



 4 º e por último - No que diz respeito "a não sabermos aquilo a que vamos" a Lista B, orgulhosa da sua constituição, relembra que integra vários membros da candidatura de Manuel Vilarinho que se opuseram a Vale e Azevedo no ano 2000, tais como Paulo Olavo Cunha, João Carvalho ou José Andrade e Sousa o que, por si só, desmistifica o pretensioso salvamento do Benfica pelos membros que compõem a Lista A. Estes não se coíbem de afirmar de que sem eles o Benfica acabará... Porém, a nossa candidatura alicerça-se no seguinte lema, escrito em 1991 por Laurent Moisset, conhecido jornalista da France Football, para tranquilizar os benfiquistas em relação ao futuro: 



"O Benfica é eterno. Eles não conhecem fenómenos de erosão que possam fazer perigar as suas fundações mais seguras. Eles sabem sempre renovar a sua imagem. O Benfica é uma lenda."



Todavia, para alcançar de novo tal desígnio, urge que o Benfica seja devolvido aos Benfiquistas !  




Viva o Benfica !



Rui Rangel, vazio de ideias!?...

Vazio de ideias ? 

 Comparação do Programa Eleitoral de Rui Rangel (RR) com o Programa Eleitoral de Luís Filipe Vieira (LFV) 

 a) O Programa RR aborda causas relacionadas com o insucesso desportivo do futebol profissional e propõe mudanças concretas; o Programa LFV é omisso quanto a este aspeto e defende uma continuidade, incluindo a aposta na contratação através do departamento de prospeção; 

 b) O programa RR compromete-se com a ligação da formação à equipa principal, enquanto que o Programa LFV apenas relaciona a formação com a equipa B; 

 c) O programa RR aposta na internacionalização competitiva das modalidades, abrindo uma nova dimensão; o Programa LFV não inova neste domínio mas refere a aposta no projeto olímpico; 

 d) A gestão patrimonial de RR está focada na criação de factores de identidade entre os valores do Benfica e a exploração dos ativos, destacando a emergência de recuperar a sede histórica da Rua Jardim do Regedor; a gestão patrimonial de LFV está focada no Museu e na rede de Casas do Benfica; 

 e) A gestão financeira de RR identifica o passivo como factor nocivo e propõe mecanismos tendentes à sua redução; O programa de LFV limita-se a declarar a intenção de pagamento; 

 f) O programa de RR revela maior abertura relativamente à optimização dos direitos de transmissão televisiva (revelando ausência de compromissos); LFV revela discretamente um novo modelo de gestão dos direitos televisivos mantendo opacidade sobre a intenção subjacente; 

 g) RR pretende mais transparência na gestão de interesses existente nos veículos de aquisição de jogadores (fundos); LFV não aborda o tema; 

 h) O programa de RR prevê uma posição inequívoca sobre a organização dos jogos, com horários facilitadores para a adesão dos sócios e público em geral; LFV nada refere sobre este aspeto; 

 i) Ambos os programas sustentam a internacionalização e a preferência por espaços de implantação das comunidades da diáspora portuguesa; 

 j) O programa de RR tem várias propostas de posicionamento do Benfica nos grandes debates sobre a actualidade do futebol (arbitragem, fair play financeiro, transparência nos órgãos de decisão); o Programa de LFV é omisso quanto a propostas nestes domínios; 

 k) O Programa de RR revela um sustentado compromisso com a revisão estatuária e a intenção de (re)democratizar a vida associativa do Clube, a par de iniciativas de fomento da cidadania e a participação dos jovens na vida do Clube; LFV apenas refere a continuidade do projecto Fundação Benfica, sem referir as respetivas linhas de ação; 

 l) RR apresenta compromisso sindicáveis e quantificáveis para o final do mandato; LFV não revela quaisquer compromissos. 

 A Candidatura " Benfica aos Benfiquistas "

As finanças do Benfica

Existem vários Benfiquistas competentes na área de Gestão.

O Pedro é um deles que tenho o prazer de poder ouvir explicar a situação actual do Benfica. É dele o artigo que vos deixo aqui. 
 A pergunta foi simples. Pedro, qual é o problema imediato do Benfica no que respeita às Finanças.

Olha amigo, disse ele, a minha visão é a seguinte:


O problema das finanças do Benfica assenta em 2 questões simples:
1. Custos com o pessoal ,
2. Custos financeiros.
A questão dos custos com o pessoal não é uma questão fácil de abordar publicamente, porque o que causou este problema foi, maioritariamente, a contratação de jogadores, com elevado estatuto, que ganham demais para a realidade portuguesa e não é fácil de abordar porque para se falar nisto sem desvios, um dos nomes em que tem de se falar é em Aimar que é adorado por todos nós, mas que em termos financeiros é um desastre, e que no final do contrato terá custado qualquer coisa como 20 milhões de euros (custo da contratação + gastos com os salários), sendo este um valor estimado por baixo porque basta que ele ganhe 1,5 milhões limpos anuais para o custo total ser superior a este, e ele obviamente não deu retorno nesse montante. 
É claro que termos mais de 90 jogadores com contrato cria problemas nesta área e se esse número for reduzido dará para reduzir um pouco da massa salarial, mas para regressar ao nível que devia (35 milhões no máximo) é preciso cortar nas "estrelas" e isso no curto prazo, provavelmente, origina perda de competitividade, porque a contratação de "miúdos" de qualidade tem um grau de incerteza muito superior apesar de ser muito benéfico financeiramente - sem ter dados, imagino que Di Maria, David Luiz e Fábio Coentrão juntos, quando começaram a evidenciar qualidade ganhassem menos que o Aimar e cada 1 deles era muito mais importante para a equipa - e por isso, leva alguns anos até se conseguir jogadores de qualidade deste tipo suficientes para formar uma grande equipa.
 
Voltando ao número de jogadores, esta questão quanto a mim tem maior importância quando se fala nos custos financeiros. Todos os jogadores que o Benfica tem sob contrato tiveram um custo inicial - incluindo os que saem da formação porque a esses, para se fazer uma análise a sério, devem ser imputados os gastos com a formação e quanto a mim devem ser pensados esses gastos duma forma simples, pega-se em todos os gastos que o Benfica teve num ano e imputa-se ao número de jogadores que ficaram com contrato (Ex: se num determinado ano só 1 jogador da formação ficar sob contrato e toda a formação tiver custado 1 milhão de euros ao Benfica durante esse ano, deve ser considerado, não em termos contabilísticos, mas para uma análise às contas, que esse jogador custou 1 milhão de euros ao clube) - e é esse custo que origina os gastos financeiros.

Esta parte pode não ser muito fácil de perceber, por isso vou usar um exemplo inventado para se perceber melhor. Imagina que o Benfica nos últimos 5 anos teve um prejuízo de 10 milhões com as camadas jovens e neste momento tem 10 jogadores saídos das camadas jovens com contrato, sem ter vendido nenhum jogador das camadas jovens durante estes 5 anos. Consideremos que entre estes 10 jogadores até há 2/3 que são bons mas estão emprestados por termos muito mais jogadores do que são necessários para a nossa actividade, ora estes jogadores não só têm um custo de 10 milhões de euros, não recuperado para já, como ainda têm os custos inerentes ao financiamento desses 10 milhões de euros e esta é a parte que a maior parte das pessoas não percebe que é um problema, porque uma parte daqueles jogadores até está a valorizar mas o facto de não serem vendidos está a fazer aumentar o seu custo e se fossem só 10 jogadores, 10 milhões, não haveria grande problema (seriam uns 600/700 mil euros ano), só que como sabemos não são. Quanto dinheiro faria o Benfica se vendesse todos os jogadores que estão emprestados? Quanto é que essas vendas fariam descer os custos financeiros do Benfica? Agora é multiplicar esse valor, pelo número de anos em que esta política é seguida pelo Benfica e chegamos a um valor brutal de custos financeiros em jogadores que não fazem parte do plantel do Benfica.
 
Outro exemplo, desta vez concreto para ver se me explico melhor. O Jara quando foi contratado custou 5 milhões (mais qualquer coisa, mas não interessa muito) e agora, porque entendemos ter contratado melhor, foi emprestado. Estes 5 milhões custam ao Benfica todos os anos 300/350 mil euros, se o Benfica não recuperar este dinheiro (é mais difícil vendê-lo se ele não jogar pelo Benfica), estes 300 mil euros serão um custo anual do Benfica para sempre (enquanto o Benfica tiver dívidas financeiras), sem que o Benfica tenha obtido retorno por outras formas que compense este custo.
Não acho que o que escrevi atrás tenha ficado muito perceptível, por isso, muito basicamente, o que o Benfica tem de fazer para voltar a ter finanças saudáveis e poder voltar a crescer sustentavelmente é fazer um forte desinvestimento (vender jogadores e não comprar jogadores sem "certeza" dos vender por mais daí a 1/2 anos, de forma a que tenha cash-flows positivos e pague dívida) que não ponha em causa a presença na Champions (temos muitos graus para descer até ficar ao nível de Braga e sporting) e depois voltar à política que era seguida há 5 anos atrás. Eu sempre gostei do que vinham a fazer até 2008, altura em que tínhamos resultados positivos, com gastos do pessoal a rondar os 30 milhões e financeiros 1/3 de agora e já tínhamos jogadores como Maxi-Luisão-David Luiz - Fábio Coentrão - Manuel Fernandes Di Maria - Cardozo e podíamos ainda tê-los todos com mais alguns de igual valia ou outros igualmente bons, porque como o Benfica dava lucro, não éramos obrigados a vender e ainda tínhamos capacidade para investir em outros jogadores do género.
 
Senão tivéssemos tido pressa de ganhar, acredito que o Benfica neste momento já estaria a ganhar e duma forma sustentável, ou seja, duma forma que seria difícil os adversários contrariarem, só que quando se investe muito em jogadores como Reyes, Suazo, Aimar, Saviola, que em termos financeiros não conseguem compensar os custos que originaram, isso é uma bola de neve, porque, como referi atrás, esses custos, originam também um aumento dos custos financeiros "ad eternum".
Na época do Quique demos 2/3 passos à frente para tentar ganhar rapidamente, agora teremos de dar 4/5 atrás para podermos aspirar a ganhar de forma continuada e sustentável (pelo menos num campeonato nivelado por cima, porque basta sermos melhores que os outros para ganhar e as contas do FCP e SCP  hoje,  são muito preocupantes para aqueles lados).
 Era bom que as contas saíssem para se poder confirmar o que dizem os dirigentes da actual direcção, porque eu, por exemplo, não acredito que o passivo financeiro seja de 237 milhões de euros no final do último exercício e se for é porque arranjaram uma maneira de arranjar as contas, já que a média do ano foi muito superior a esse valor, já que um valor médio dessa ordem implicaria uma taxa de juro média a rondar os 8,5%, sendo esse valor surreal, até porque uma parte do passivo financeiro (como já aqui se disse) é boa, que é o passivo relacionado com o Estádio e que está financiado a taxas muito baixas e não houve nada nos últimos meses do último exercício que permitisse uma redução tão elevada do passivo financeiro.
 
Em relação aos jogadores emprestados não custarem 1 cêntimo, têm pelo menos o custo de oportunidade de não os vender e o acréscimo de custos financeiros que isso acarreta, logo só se pode dizer que não custam 1 cêntimo numa visão muito simplista do assunto.
     Por último, espero que não estejam dispostos a aceitar taxas de juro brutais para cumprir esta promessa de que em Janeiro não será preciso vender jogadores, porque nos próximos 6 meses vencem 90 milhões em empréstimos obrigacionistas e não estou a ver que se estes valores forem financiados por outros meios, as taxas possam ser razoáveis e neste momento não há forma de saber se os empréstimos obrigacionistas serão aceites pelas pessoas, logo só pode ter essa garantia se já tiver financiado com bancos que emprestem os 90 ou, pelo menos, os 40 milhões do empréstimo obrigacionista público.

   É verdade que recebemos valores por alguns empréstimos, mas nas contas esses valores "não se vêem" ou seja, não me parece que as largas centenas de milhares de euros que costumam vir nos jornais sejam o que realmente se transforma em proveito do Benfica (por exemplo o Jara, era necessário que fossem mesmo os 350 mil euros que se fala, para compensar o custo financeiro decorrente da sua contratação) e também haverá muitos jogadores aos quais somos nós que pagamos os ordenados (no ano passado aos que estavam em Leiria é um facto, este ano não acredito que, por exemplo, seja o Olhanense a suportar os encargos do Fernandez). Não acredito que estas contas dêem saldo 0 ou positivo para o Benfica, mas era bom que os nossos dirigentes esclarecessem estes assuntos para que estas dúvidas não pudessem ser suscitadas.

Não percebo o que queres dizer por "porque é que o passivo não consolidado
não interessa "aos benfiquistas"?".

Eu não faço juízos em relação ao passivo total, já disse diversas vezes que é assunto que não me interessa e por isso também não sei qual era o valor do ano passado, porque é muito fácil de meter lá o valor que o contabilista quiser (exemplo simples, em vez de ter 1 conta do Real Madrid como cliente e outra como fornecedor, meter só 1 como cliente e os valores que lhes devemos creditarem o activo, isto apesar de não ser correcto, não é ilegal e faz com que o passivo baixe).

Em relação ao passivo que origina encargos financeiros, não vejo como possam ter reduzido (de forma real e não
contabilista) o passivo financeiro para os 237M€, quando nos últimos meses do exercício não houve vendas nem nada de especial que permitisse uma redução do género, mas só com as contas cá fora se pode ver o que foi feito para poderem dizer esse valor.
 
Já sabes, o que disse aqui atrás é a minha análise pessoal, nada disto é assente em "livros", há muitas formas de chegar a um resultado positivo e certamente verás muitas opiniões a dizer que o que interessa é fazer tudo para ganhar porque só aumentando os proveitos é que se paga a dívida e se pode assim reduzir os custos insustentáveis de financiamento, mas a minha visão é mais parecida com a do Vítor Gaspar (talvez não tão radical) e acho que sem baixar os custos drasticamente, não haverá condições para crescer de forma sustentada. 
Abraço 


Pedro Rodrigues, é sócio do Benfica, licenciado em Gestão pelo ISCTE-IUL, trabalha na área de contabilidade e auditorias, e está neste momento a finalizar o Mestrado em Gestão de Serviços e da Tecnologia no ISCTE.

sábado, 20 de outubro de 2012

"Reportv" (Sportv) - 7 programas documentais adicionados



"Reportv" | Sportv

 
Audio - Língua: Português | Codec e Bitrate: MP3 VBR @ 115 kb/s (57/ch, stereo)

Vídeo - Codec: Xvid | Bitrate: 1100 kb/s | Resolução: 640x368 | Duração: 25/30 minutos

Valores médios de cada programa




"O Melhor Atleta do Mundo"


Imagine que tem quase 90 anos... e que ainda corre... e que ainda chega em 1º. Imagine que é o melhor do mundo aos 88 anos... Neste "Reportv", conheça a história de José Canelo, o fenómeno do Entroncamento.




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"O Circo da Briosa"


Neste "Reportv", a equipa de reportagem foi até Coimbra, conhecer a equipa de comentadores da Rádio Universidade de Coimbra, que acompanha desde há vários anos a esta parte, com toda a dedicação e com um estilo bastante peculiar, os jogos da Briosa.




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"Momento de Glória"


No lugar onde os sonhos se tornam realidade, habitado pelos melhores atletas do mundo, o lugar de inspiração e superação, uma história sem direito a medalha ficou na memória da missão olímpica portuguesa. Conheça a história de Clarisse Cruz.




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"O Futebol Não é uma Ilha"


Conheça Fernando Alves, o único habitante da Ilha da Barreta, mais conhecida como Ilha Deserta, em Faro, em vésperas e durante o jogo entre Portugal e Espanha, a contar para a meia da final do Euro 2012.




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"Petit Pantera"


Acompanhe o regresso de Petit ao futebol nacional, e ao "seu" Boavista, outrora campeão nacional e hoje na 2ª Divisão B, em mais uma reportagem com a marca de qualidade do programa documental "Reportv".




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"A Bancada Mais Portuguesa de Portugal"


O Campeonato da Europa de Futebol de 2012, a partir de Monsanto, longe das cidades e do ecrã gigante...




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"Futebol Solidário"


Futre, Oceano, Dani, Sérgio Conceição e João Pinto foram apenas alguns dos antigos craques que jogaram em nome de uma causa. A iniciativa da Rádio Botaréu e da Cruz Vemelha de Águeda já leva 4 anos, mas desta vez a recolha de alimentos bateu todos os recordes graças ao peso mediático das figuras convocados para o jogo. O "ReporTV" acompanhou a festa do futebol, mas foi também ao encontro daqueles que mais precisam...



 
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"Bem, chega de paródia e vamos ao que interessa!"



A admiração pela pessoa que é o Rui Rangel, a quem carinhosamente o tratam por "Presidente", é revelador de que, o agora Presidente da Lista B, é recebido bem em Lisboa, Freamunde ... na rua por onde passa. Com o seu ar de figura conhecida, a quem os populares se dirigem, um pouco ao estilo dos grandes Presidentes do Benfica do passado, lá vai ele destribuindo sorriso e apertos de mão ...sempre bem disposto.

A entrevista é do i ... e é o retrato do "Presidente" que não se mete em bicos dos pés, e que anda a mexer novamente com a esperança dos sócios.


Rui Rangel ao i: “Luís Filipe Vieira não gosta de futebol”

Por Rui Miguel Tovar, publicado em 20 Out 2012 - 03:10 
Com uma bola no pé e o verbo na ponta da língua, o juiz-desembargador diz de sua justiça a uma semana das eleições no Benfica

Entrar na sua sede de campanha  em Campolide com uma camisa verde e uma caneta verde não é problemático, nem pouco mais ou menos. “Francamente, não se preocupe com isso”, responde-nos Rui Rangel enquanto mastiga uma sandes e bebe um sumo sem gás. O candidato às eleições presidenciais do Benfica é o dono da bola. E diz de sua justiça. “Cuidado comigo”, enquanto tem a bola do isobre o pé esquerdo. “Fui extremo-esquerdo e ainda hoje jogo futebol de cinco todos os sábados no Casal Vistoso, nas Olaias, das 11h às 13h. É sempre a andar, só se aceita uma paragem, no máximo de dez minutos.”
Enquanto a máquina dispara o fotógrafo e Rui Rangel dançam alegremente numa zona ampla, decorada com o símbolo do Benfica numa parede e com um poster de José Águas a levantar a Taça dos Campeões numa outra.
“Querem ver como é? É assim.” Rangel domina a bola e parte desafiador em direcção ao fotógrafo com dribles e mais dribles em passos curtos de corrida. Depois pára, bebe mais um pouco do sumo e recomeça a brincar com a bola, agora a dar toques com o pé esquerdo e também com o direito._Um, dois, três, quatro... “Esta bola é pesada.”_Cinco, seis e finito com a gravata vermelha a acompanhar o ritmo. “Assim não dá, a bola nem salta.”
Lembramo-nos de Chalana, outro extremo-esquerdo, e Rui Rangel lança-nos um olhar matador. “O Chalana [olha para a frente como se estivesse a sonhar], que jogador. O que a malta se divertia a vê-lo a correr por aquele corredor esquerdo do meio-campo até à área contrária._As pessoas levantavam-se uma a uma e parecia a hola, sabe? De repente todo o estádio estava de pé. Mesmo que não fosse golo.”
Enquanto dá mais toques, Rui Rangel fala do Benfica das finais europeias. “Estive sempre lá, fui a Viena ver a final da Taça dos Campeões-90 com o Milan, fui a Estugarda ver os penáltis com o PSV Eindhoven em 1988, era o Benfica patrocinado pela FNAC. Só não fui a Bruxelas ver a primeira mão da final da Taça UEFA-83, mas estive na Luz para a decisão com o Anderlecht. Um jogo à tarde, estádio cheio, que pena aquele 1-1.”
Bem, chega de paródia e vamos ao que interessa, numa sala com uma mesa oval e oito cadeiras.

A primeira fotografia à vista na sede de campanha é a da equipa invencível de 1973. O Rui Rangel é desse tempo?
Nasci em Angola e vim com 18 anos, em 1974. Fui jogador de futebol no Benfica de Sá da Bandeira (hoje, Lubango). Por isso sou um presidente que gosta, sabe e sente o futebol. Acompanhei sempre o Benfica de forma activa.
O que recorda de Lisboa e da Luz?
Lembro-me do antigo estádio. Ia para o Terceiro Anel, com as dificuldades que tinha na altura porque viemos, eu e a minha família, com uma mala de roupa de Angola para aqui. Tenho um pai com 88 anos e que é benfiquista de nascença, tal como toda a minha família, à excepção de um irmão meu que é do Sporting. Tenho um filho com 25 anos que é sócio do Benfica.
Lembra-se da sua estreia na Luz?
Ufff, lembro-me sim, de ver verdadeiros jogos da Taça dos Campeões, em que o Benfica tinha uma cultura de vitória e em que o estádio estava completamente cheio. Tenho uma vida pública ligada à cidadania e tenho uma vida pública ligada a ser sócio de bancada, sofredor. É esse o meu desígnio no Benfica, sempre, sempre a acompanhar o Benfica.
Alguma vez chorou pelo Benfica?
O meu filho chorava. Lembro-me de sofrer, porque sou uma pessoa sentimental. E quando as coisas não correm bem entristece-me sempre e apodera-se de mim uma revolta quando, por exemplo perdemos com o rival do Norte. E quando o Benfica não se bate como batia no tempo do Eusébio, do Chalana e do Veloso, com a garra e a mística benfiquista, dói e custa. O Benfica pode ter uma dinâmica de vitória, com um futebol mais sentido e mais aguerrido, mesmo contra um Barcelona ou um Manchester.
Falou no Barcelona. Foi ver esse jogo?
Sim, claro.
E como é que saiu?
Vi o treinador [Jorge Jesus] dizer que tinha gostado muito de ver o Barcelona. Eu gostava de o ter visto a falar do Benfica. Ao contrário de aqui há uns anos, que estivemos perto de liquidar o Barcelona [2005/06] e só não conseguimos por causa da arbitragem… aí sentiu-se a alma benfiquista. É preciso retomá-la.
Trazer a cultura de vitórias é o quê?
Em Freamunde poderia ter visto o jogo noutro lado, mas quis estar ao pé dos adeptos. Houve um adepto que me disse que estava indeciso entre as candidaturas mas fez questão de me dar os parabéns por ter a coragem de ir a eleições contra alguém que está na estrutura há 12 anos. O Benfica não se discute há 12 anos. E tanto é assim que esta lista de Vieira nem sequer um programa apresentou aos sócios porque estava convencida que ia novamente sozinha a votos. O Benfica faz negócios, mas o Benfica não é negócios. O Benfica são pessoas, o Benfica é a massa associativa mas está divorciado dela. O Benfica está mais pobre e as pessoas que orbitam à volta do Benfica estão mais ricas.
Quem são essas pessoas?
Quem está nos destinos do Benfica. A liderança de Vieira tem pessoas na comissão de honra que apregoam muito, como Manuel Alegre, a liberdade de ideias mas depois revêem-se num candidato que se escusa a debater. Estava marcado um debate entre Rui Gomes da Silva e o meu vice--presidente, Cunha Leal, mas foi recusado. O Benfica continua a ser a marca mais poderosa em Portugal. Sou benfiquista há mais de 27 anos, estou cansado de ver as pessoas servirem-se do Benfica. O que é preciso é servir o Benfica. Tenho uma cultura de honestidade, 30 anos de debate público, não vim da Lua, não sou um extra-terrestre.
Foi ver algum jogo que tenha ficado na memória?
Os do campeonato, em que tudo ficava decidido no último jogo. Era preciso coragem para ir às Antas neste tipo de jogos.
Sofreu com isso?
Só o normal. Tenho uma visão diferente: os protagonistas são os jogadores, não os presidentes. Os presidentes estão lá para liderar e não podem ter discursos inflamatórios, discursos que potenciam violência no futebol e noutras modalidades. Luís Filipe Vieira, como Pinto da Costa, têm responsabilidade por terem diabolizado o futebol e por terem criado uma lógica de discurso que não se vê em nenhum outro país.
Estava nos 7-1?
Sim.
E nos 6-3?
Também.
Dois dias de chuva.
De chuva e de sofrimento. A camisola do Benfica tem de ser sentida pelos jogadores, mesmo que hoje jogue com 11 estrangeiros. O Benfica passou do oito para o 80, o Benfica não pode ser uma plataforma de compra e venda de jogadores. Tem de se ir buscar nomes importantes na estrutura do Benfica que foram maltratados e corridos pelo clube, de Veloso, Mozer, Chalana, Simões, Humberto... Hoje, em algumas modalidades, o Benfica tem treinadores que não são do Benfica.
É sabido que Jorge Jesus não é do Benfica. O que é que isso lhe diz?
Se eu ganhar as eleições, será treinador do Benfica. Mas um treinador do Benfica tem de estar associado a cultura de vitórias e de títulos, mas títulos permanentes. Jesus é sportinguista mas vive muito o Benfica. Agora esqueça Jorge Jesus. Se me disser que eu tenho um treinador de qualidade e benfiquista e outro com a mesma qualidade mas que não é do Benfica, irei sempre buscar o primeiro. É claro e inequívoco.
Porquê a insistência em nomear o FC Porto por rival do Norte?
A expressão rival não se usa no contexto de guerra, mas no sentido de liderança. E neste momento, quer queiramos quer não, quem tem inquietado o Benfica é o FC Porto. A dimensão do Benfica tem de inverter isto. E é possível. Neste momento, o FC Porto tem organização: não fica mal reconhecer isto. E o Benfica não tem. O presidente do Benfica não pode estar em Portugal e amanhã em São Paulo a tratar dos seus negócios e depois de amanhã em Moçambique a tratar dos seus negócios. Tem de ser um presidente a tempo inteiro. Não se governa o Benfica nem por telefone nem por ausências.
Ainda em relação ao FC Porto: o que propõe para acabar com as trocas de comunicados?
Quero inaugurar uma cultura de presidentes que estejam na retaguarda, que não sejam as figuras do futebol. Que não tenham uma mensagem trauliteira, mas uma de bem. Porque o Benfica deve estar na linha de Borges Coutinho e Cosme Damião. Os presidentes assumem demasiado protagonismo. Não contem comigo para isso: estou a chegar ao futebol com uma vida limpa. Todas essas pessoas atiram pedras umas às outras porque têm telhados de vidro. O futebol é uma festa, não é uma guerra, e há coisas muito mais importantes na vida que o futebol. O país atravessa uma crise grave, com um índice de desemprego elevadíssimo e pessoas a sofrerem na pele, brutalmente.
E que medidas tem para não perder essa ligação com os sócios/adeptos?
As medidas que tenho são muito importantes [ajeita os óculos]. Tentar estabelecer com o Instituto de Emprego e Formação Profissional uma interface com o Benfica no sentido de ver quem são os benfiquistas desempregados deste país. O Benfica tem de ter uma cultura social, de responsabilidade social com a sua massa associativa. Tentar ajudar a criar empregos para essas famílias e ajudar essas pessoas. E isto vai ser feito. Nenhum sócio cairá comigo por ter dificuldades de pagar quotas. E esta liderança de Luís Filipe Vieira não olha a isto nem nunca olhou. Repare que eu falei nisto e agora já ouvi Vieira a dizer que vai baixar as quotas. Há que tirar a Fundação do Benfica do anonimato.
Por falar em Luís Filipa Vieira insistentemente, que méritos vê…
… não falo insistentemente nem quero falar!
Mas que mérito vê nos seus mandatos?
Sou um homem de justiça, cultivo a fé e a verdade. No seu primeiro mandato, o Benfica vem do caos chamado Vale e Azevedo. Mas as costas de Vale e Azevedo não podem levar a que durante 12 anos se passe a vida a invocar as costas de Vale e Azevedo. E nem é Luís Filipe Vieira... quem começa a primeira recuperação de credibilização do Benfica junto das instituições financeiras e dos parceiros, é Manuel Vilarinho. E isto está a ser branqueado. O Luís Filipe Vieira tem o mérito de dar continuidade, credibilizou e ajudou a criar o novo estádio. Estes são os méritos e ninguém lhos pode tirar. Nem eu o faço. Agora, Luís Filipe Vieira não gosta de futebol.
Porquê?
Não gosta, é público e notório. É como se diz em direito, os factos públicos e notórios quase nem precisam de ser alegados, quase nem precisam de evocação. Depois, o Benfica tem uma dívida gigantesca. E não teve os consequentes resultados desportivos, os títulos. Portanto há qualquer coisa aqui nesta gestão que não se percebe. O Benfica tem contratualizados 95 jogadores. Curiosamente, repare, disse que o Sidnei estava desaproveitado – custou 5 ou 7 milhões. Ontem, por acaso, puseram o Sidnei a jogar. Disse que era preciso fazer--se uma interface entre a equipa B e ontem, curiosamente, a utilização de três ou quatro jovens da equipa B. Isto [dos 95 jogadores] significa sabe o quê? Uma cultura de empresários, de muitas comissões.
Diz, na sua carta presidencial, que terminará imediatamente a ligação contratual com todo e qualquer profissional que tenha algum interesse no mercado de transferências, de passes de jogadores. Quer dizer o quê?
Não vou fulanizar. Na minha direcção estão pessoas que conhecem a realidade interna do Benfica. E essas pessoas estão perfeitamente identificadas. Outra coisa que é fundamental para nós e que criou a cultura da perpetuação do poder. Vamos convocar uma assembleia-geral para que os sócios se pronunciem sobre a alteração dos estatutos. Não faz sentido que se exija mais para ser presidente do Benfica do que para Presidente da República.
Falava de jogadores que não são bem aproveitados...
O Sidnei, 7 milhões, está na equipa B. O Jara custou 5 milhões e não se fixou. O Urreta, que nem sequer está inscrito, o Júlio César... há muitos mais.
Mas falou de bons negócios. Entre eles, Javi García e Witsel?
O Witsel... diz-se que foi pago em duas prestações. Entraram primeiro 20 milhões e vão entrar depois mais 20. Mas é preciso saber quanto é que entra nos cofres do Benfica. Se são mesmo os 40 milhões, que tipo de comissões são pagas, como são pagas. Portanto, a cláusula de rescisão não foi batida. Agora, pergunta-me, foi um bom negócio? Seguramente foi. O Javi, 20 milhões? Aí já tenho dúvidas de que tenha sido um bom negócio. Reconheço que houve valorizações, a transferência de Fábio Coentrão... O problema é: esses bons negócios trouxeram títulos ao Benfica? Não. Trouxeram mais dinheiro ao Benfica? Como, se temos uma dívida brutal? Como, se por exemplo Stars Fund, o fundo de investimento, é praticamente sustentado pela quotização dos sócios da Red Pass? Ou seja, bons negócios, dinheiro que entrou... atenuou-se o passivo? Atenuou-se a dívida? Isso fez com que se comprassem jogadores e tivesse uma equipa líder do campeonato? Repare no que fez o rival do Norte. Não gosto de falar nisso, mas tem de ser. Dizia-se que se vendia o Hulk e o Moutinho. Veja lá se foram vendidos os dois! Foi só um e por acaso já nem se dá pela falta, porque há o James. E o Moutinho, que para mim era muito mais importante do que o Hulk, ficou lá. O Benfica são os títulos. Luís Filipe Vieira está a construir o museu do Benfica, eu serei o líder do Benfica que vai pôr lá os títulos e encher aquele museu com as taças do Benfica. Mas é preciso emagrecer o Benfica. Nos seus quadros intermédios há vencimentos que andam na casa dos 15, 20 e 30 mil euros.
Intermédios é o quê?
Directores disto, directores daquilo e etc. É preciso avaliar criteriosamente com base na auditoria.
Falava de Vale e Azevedo, cuja bandeira eleitoral era o regresso dos jogos à tarde. Isso é uma utopia?
Não é uma utopia. Honra seja feita, o Luís Filipe Vieira já realizou alguns jogos dentro desse princípio. Era desejável, mas tudo isto tem de ser articulado com os contratos televisivos, no sentido de salvaguardar os interesses financeiros do Benfica.
A Sport TV está no caminho, não é?
Não sei em que estado está a Sport TV – não é assunto meu nem me interessa. Interessa-me é que o Benfica não tem de estar amarrado a nenhuma estrutura desportiva, não tem de estar amarrado à Sport TV. Não conheço o contrato, preciso de o conhecer. Os direitos televisivos andavam na casa dos 8 milhões, a oferta agora é de 22,5 milhões, mas evidentemente que o Benfica tem hipótese de um melhor preço. Preciso de conhecer o contrato com a Olivedesportos. Preciso de saber se já foram iniciadas negociações, que tipo de negociações. Veja que foi o Benfica que, com aquela decisão de ir procurar soluções até a nível de plataformas internacionais, contribuiu mais para que houvesse um melhoramento dos contratos televisivos do FC Porto e do Sporting, ao não acautelar os seus próprios direitos.
O que fará se não for vantajoso?
Há plataformas internacionais. O Benfica tem grandeza suficiente, é uma marca prestigiada para ir à procura de parcerias internacionais, sempre na lógica do melhor preço para o Benfica. E é preciso discutir hoje a Benfica TV. Toda a gente reconhece que a Benfica TV_nem sequer tem tido uma cultura de dinamização junto dos sócios, de ter os sócios ligados ao Benfica através do seu funcionamento. Precisa de ser muito melhorada, muito aperfeiçoada. Com todo o respeito por muitos dos profissionais que lá estão.