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sexta-feira, 19 de março de 2010
Benfica Liverpool Adidas
Análise Individual ao jogo Marselha - Benfica
Julio Cesar (6) - Noite de pouco trabalho, com episódicas bolas paradas para resolver. No lance do golo francês, podia ter feito melhor provavelmente, mas perante a total desagregação da defesa nesse lance, poucas culpas se lhe poderão imputar.
Fábio Coentrão (9) - Jogo praticamente perfeito do caxineiro, revelando-se cada vez mais como um lateral muito completo. Com uma predisposição ofensiva tremenda e que muito ajudou o Benfica a pressionar o Marselha no seu meio campo, esteve sempre bem na defesa, antecipando-se aos opositores que caíam no seu flanco. Uma noite memorável de um jogador que se afirma cada vez mais como um valor de top mundial.
David Luiz (8) - Grande jogo do brasileiro, com uma única falha. Num lance que podia ter resolvido facilmente, acabou por entregar a bola de forma displicente ao adversário, perto da grande área. De resto, uma exibição fantástica, cheia de coração, técnica e concentração. Foi sempre o primeiro jogador a levar a bola para a frente, fazendo-o com especial virtuosismo.
Luisão (9) - A simplicidade de processos, a experiência e a visão de jogo fazem dele um central de top. Sempre bem no um para um, muito bem a ler o jogo e a tapar espaços concedidos por outros colegas. Faltou apenas um golo, algo que até podia ter acontecido na 2ª parte. Já faz parte da imortal história do Benfica, e está no bom caminho para reforçar a sua marca.
Maxi Pereira (9) (melhor em campo) - Não leva nota máxima porque teve novamente a cair no seu flanco Brandão, que deu água pela barba nomeadamente em lances aéreos. Mas mesmo assim, o avançado do Marselha raramente teve êxito nas suas acções. Super seguro a defender, foi uma locomotiva imparável a dar profundidade ao flanco direito. O golo que marcou, de raiva, permitiu ao Benfica reentrar na disputa da eliminatória e coroou mais uma grande exibição. Os marselheses certamente nem o podem ver à frente, por estes dias...
Javi Garcia (9) - Beneficiou imenso da estratégia de Jesus para este jogo, que bloqueou o meio campo do Marselha bons 20 metros mais atrás do que o que havia acontecido na Luz. Javi jogou assim solto, com tempo e espaço para poder fazer as adequadas coberturas defensivas e para permitir à equipa engrenar na construção de jogo logo a partir dos seus pés. Uma noite grande do espanhol.
Ramires (8) - Muito menos vistoso que os seus colegas de meio campo, mas de uma utilidade tremenda. O fulgor físico permitiu-se ocupar praticamente dois lugares durante todo o jogo, virtualizando assim uma situação de superioridade numérica do Benfica. Mais encostado à direita na primeira parte, declaradamente mais próximo de Javi no tempo complementar, foi de uma eficiência impressionante em todos os processos.
Di Maria (8) - Uma exibição que podia ter sido perfeita, acaba por sair manchada pelos inúmeros golos cantados que falhou. Tem de melhorar, a este nível são falhanços que podem custar muito caro. De resto, foi desequilibrador, uma autêntica dor de cabeça para o lateral direito do Marselha Bonnart, e foi um diabo à solta quando passou a jogar um pouco mais adiantado no terreno com a entrada de Aimar. Melhorasse a finalização, e talvez a eliminatória tivesse ficado resolvida sem grandes sobressaltos bem mais cedo...
Carlos Martins (9) - Estrondosa exibição de Martins em Marselha. Alinhando de início, cumpriu muito bem o duplo papel de organizador de jogo e tampão no meio campo, sendo um dos grandes responsáveis pela fraquíssima produtividade do meio campo adversário. Excelente na ocupação de espaços, tacticamente irrepreensível, foi também capaz de emprestar à equipa aquele seu jeito enérgico de se exibir. Saiu ligeiramente tocado, mas nem com o pé em gelo deixou de comemorar efusivamente os golos. Raça e querer!
Saviola (6) - Exibição pouco conseguida do argentino, raramente eficaz com a bola nos pés. Falhou um golo feito na 2ª parte, mas de qualquer forma cumpriu um papel táctico fulcral, colando-se a Cissé e não deixando o trinco do Marselha respirar. Graças a isso, o Benfica asfixiou o adversário e jogou 20 metros mais adiantado. Mesmo não jogando bem, foi fundamental...
Cardozo (7) - Mais um bom jogo do paraguaio, forte no pressing e na visão de jogo aliada à capacidade de passe que tem. Apesar disso, está algo em baixo na confiança quando toca à rematar à baliza, ora atacando mal os lances, ora definindo-os mal. Mas nos restantes itens do seu jogo, exibição claramente positiva.
Aimar (8) - Grande entrada em campo do argentino, aproveitando o desgastado e desmotivado meio campo francês para despedaçar o que ainda restava de pé. Acelerou imenso as transições ofensivas da equipa, fez um punhado de bons passes e assustou sem dúvida o adversário. Oxalá esta subida de rendimento se confirme nos próximos jogos, era muito importante nesta recta final da época.
Alan Kardec (8) - O herói da eliminatória, entrou a escassos minutos do fim e pouco tocou na bola. Mas aos 91 minutos, numa bola perdida na grande área do Marselha, atirou a contar e apurou o Benfica. Um tiraço de ângulo desfavorável impossível de defender por Mandanda. Muita crença e atitude, com um prémio mais que justo para um jogador que tem mostrado imenso orgulho em vestir a nossa camisola.
Miguel Vitor (6) - Entrou e nem tocou na bola. Substituição para queimar tempo, apenas e só.
Benfica vs Liverpool - Que se faça história!
Importam-se de fazer história outra vez?
EU ACREDITO
FORÇA BENFICA!!!
Se as casas de apostas o dizem, eu também acredito!
Neste momento, quando apenas sobram 8 equipas, as casas de apostas começam a encarar o Benfica finalmente como um claro favorito.
A distância que o separa do 1º e 2º, demonstra bem o potencial que tem em vencer esta prova, e assumindo esta tabela como referencial, parece claro que evitando Liverpool ou Valência na próxima fase, o Benfica tem claras condições para chegar às meias finais e consequentemente à final.
Se amanhã a sorte estiver do nosso lado, talvez possamos ter um sorteio deste género:
quinta-feira, 18 de março de 2010
Marselha - Benfica 8ºs 2ª mão Liga Europa JOGO EM CHAMAS
Grande noite europeia do Benfica em Marselha, conseguindo uma vitória por 2-1 em que só os números pecam por (muito) escassos. Jesus tirou Aimar da equipa e fez avançar Martins, manteve Ramires no onze e lançou Coentrão para o lugar do lesionado César Peixoto. A equipa exibiu-se no habitual 4-1-3-2, mas com nuances tácticas que o Marselha não conseguiu contornar. Foi Carlos Martins e não Ramires quem na 1ª parte ajudou a fechar ao meio com Javi Garcia, sempre com o brasileiro atento é certo, e Saviola jogou mais recuado do que o costume, bloqueando o trinco do Marselha, Cissé.
O Benfica cedo mostrou ao que vinha, tomando conta da bola desde muito cedo. A estratégia de Jesus resultou em pleno, com Martins, Saviola e também Ramires a bloquearem o meio campo francês, permitindo a Javi ser a habitual referência na primeira fase de construção de jogo. Liberto, o espanhol pôde fazer o que melhor sabe... tacticamente perfeito, distribuindo rapidamente a bola a preceito e impedindo que o Marselha pudesse respirar na sua área de influência.
Cedo se percebeu que havia em campo um intérprete com vontade de se exibir a grande altura. O árbitro da partida ao minuto 20 fez vista grossa a uma falta evidente sobre Ramires na grande área, perdoando o penalty aos franceses. Logo depois, Cardozo atira ao poste esquerdo a baliza de Mandanda, pondo em sentido os adversários e o seu público. Público aliás quase sempre muito silenciado pela demonstração de classe e superioridade do Benfica. O Marselha só de bola parada chegava à área do Benfica, pois os homens da frente da equipa gaulesa estiveram sempre manietados pela defensiva encarnada, e apenas Brandão pontualmente conseguia ganhar alguns lances actuando na faixa de terreno entre Maxi e Luisão.
Ainda na 1ª parte, Di Maria desperdiça uma grande oportunidade quando sozinho frente a Mandanda disfere um remate cruzado a partir da esquerda facilmente defendido pelo guardião. O Benfica recolheu aos balneários com uma grande sensação de injustiça, potenciada ainda mais pelo perdão que o árbitro novamente deu ao Marselha não assinalando nova grande penalidade por clara mão na bola, num lance em tudo idêntico a um que havia sancionado a Luisão ainda nos primeiros dez minutos de jogo. A clara dualidade de critérios em desfavor do Benfica foi uma constante, e abrilhanta ainda mais a gigantesca exibição de gala desta noite.
Para a segunda parte Jesus apostou na mesma estratégia e nos mesmos jogadores, e a manifesta falta de sorte e de pontaria continuou. Di Maria e Saviola estiveram especialmente perdulários, mas sentia-se que o Benfica continuava claramente por cima. Infelizmente o Marselha numa das poucas situações de bola parada que teve na 2ª parte (bola corrida então foi 0!), marcou o 1-0, frustrando imenso a exibição gloriosa do adversário.
E foi na reacção que o Benfica ganhou definitivamente a eliminatória. Consciente de que a missão continuava a ser igual, ter de marcar um golo pelo menos, não se amedrontou e continuou a carregar. Foi com inteira justiça que Maxi Pereira, num remate de ressaca a mais de 30 metros da baliza, deu o empate ao Benfica. Entretanto Jesus havia lançado Aimar para o lugar de Saviola, e já nos últimos minutos lançou Kardec para o lugar de Martins. A pressão continuou mesmo após o empate, e Di Maria e Cardozo protagonizaram alguns falhanços escandalosos que permitiriam acabar desde logo com a eliminatória. Mas como tão épica exibição merecia um final igualmente épico, foi preciso esperar pelo primeiro minuto de compensação para Kardec finalizar de forma exemplar uma bola perdida na área do Marselha.
Foi a explosão total, com a vitória assegurada na recta final de um jogo que o Benfica dominou de forma total, aniquilando completamente o Marselha e lutando contra uma arbitragem completamente escandalosa e que não pode ser branqueada. A atitude e a classe dos nossos jogadores bem como a preparação de Jesus de todos os detalhes desta partida têm de ser enaltecidos, pois juntos criaram as condições para se assistir a uma noite europeia à Benfica. E dando a volta a um resultado, situação inédita esta época mas que a equipa provou ser possível!
Praticamente só houve grandes exibições hoje. Júlio César pouco teve de fazer, teve um pouco de azar no lance do golo mas penso que nada mais havia a fazer numa situação em que a defesa foi apanhada em contra-pé.
Maxi Pereira foi enorme, novamente. Talvez mesmo o melhor em campo. Correu, defendeu, atacou, voltou a marcar ao Marselha... uma exibição de grande categoria e pulmão do uruguaio, que a ficar muitos anos no Benfica se arrisca a marcar uma era no clube. Na outra lateral Coentrão fez também um jogo tremendo. Não deu espaço na defesa, e foi sempre um acelerador muito eficiente do jogo ofensivo do Benfica. Está um autêntico carrilero de categoria mundial, embora eu continue a preferir vê-lo a jogar mais adiantado no terreno. Os centrais estiveram enormes... foi pena que Luisão não tenha conseguido marcar um lance de golo iminente na 2ª parte, para coroar mais uma grande exibição do patrão.
Javi Garcia fez um jogo fantástico, surgindo até algumas vezes em zonas mais adiantadas do terreno, como num lance de insistência pela direita em que chega a tirar o cruzamento para a área. Fisicamente muito bem, fresco e lúcido, foi a engrenagem que fez trabalhar toda a equipa. Ramires fez um jogo de grande leveza, não puxando a si grande protagonismo mas foi sempre muito eficaz. Na primeira parte jogou na meia-direita, e na segunda parte cumpriu efectivamente o papel que à priori se antevia para ele, juntando-se mais a Javi Garcia e dando liberdade total aos homens da frente.
Carlos Martins fez uma exibição fantástica, saindo exausto. Muito bem no auxílio a Javi Garcia em acções defensivas, com uma simplicidade e rapidez assinaláveis nos processos ofensivos. Hoje por hoje, um jogador fundamental deste Benfica de grande exuberância de Jorge Jesus. Di Maria esteve bem, rompendo a defesa contrária e arranjando muitas oportunidades para visar a baliza adversária. Infelizmente a sua exibição fica obviamente manchada por desperdiçar oportunidades que, a este nível, se podem pagar caro. Terá de rever isso.
Saviola hoje não jogou tão bem, mas teve uma acção táctica fundamental que foi encostar ao trinco Cissé, não o deixando livre para outras tarefas em zonas mais adiantadas do terreno. Falhou um golo feito à boca da baliza, e teve algumas boas acções de condução da bola, mas foi sobretudo tacticamente que cumpriu. Aimar entrou muito bem para o seu lugar, actuando sensivelmente nos mesmos terrenos mas partindo mais de trás. Foi uma entrada de rompante, enérgica e que desestabilizou ainda mais o meio campo francês, na altura já muito desgastado e incapaz de travar semelhante golpe de misericórdia.
Cardozo quanto a mim também não esteve ao nível dos colegas, perdendo algumas bolas sobretudo por ser pouco efectivo no ataque à bola. Falhou um golo feito também, num lance de insistência dele próprio em que consegue isolar-se, e atirou uma bola ao poste. Ainda assim, não estando ao nível dos companheiros, uma exibição positiva. E finalmente Kardec... entrou perto do fim, e foi a tempo de ser o herói desta eliminatória, fazendo justiça ao jogo que os colegas vinham fazendo já antes da sua entrada. Excelente finalização de um miúdo que acreditou na oportunidade e nas suas capacidades.
Agora tudo é possível. Se o Benfica vencer o Braga para o campeonato, ganha uma margem importante para pensar também na Europa. E uma equipa que em 4 dias demonstra a fibra que o Benfica demonstrou na Madeira e hoje em Marselha, está totalmente autorizada a sonhar. Muitos parabéns, e um grande viva o Benfica!
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Marselha 1 - 2 Benfica
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