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terça-feira, 16 de março de 2010

Inferno da Luz em ebulição para dia 27

O Benfica acaba de anunciar que o Benfica - Braga, disputado no próximo dia 27, já tem lotação esgotada. Os 65.000 lugares do Estádio estarão praticamente todos preenchidos (alguns estarão vagos por questões de segurança), para empurrar o Benfica para uma vitória que pode ser o sinal inequívoco de que o campeonato para o Benfica está ali mesmo ao virar da esquina.

Postos à venda no Sábado, foram precisos menos de quatro dias para esgotarem, quando ainda faltam quase duas semanas para o jogo. Sintomático da importância deste jogo e da crença dos adeptos nesta equipa.


Vamos todos acender o Inferno da Luz, e empurrar o Benfica para a vitória. Vencendo o Braga são seis pontos de avanço que ficam garantidos à entrada para as últimas seis jornadas. Vital, portanto! Levem as gargantas bem quentes e os vossos cachecóis. Cantar o hino em uníssono com Estádio cheio só por si será um momento imperdível... e depois da apocalíptica entrada dos jogadores em campo, tenho a certeza que a vitória fica mais próxima.

Vamos, Benfica!

Análise Individual ao jogo da 23ªJ Nacional - Benfica

Análise à prestação individual dos jogadores que alinharam pelo Benfica na vitória por 1-0 na Madeira, frente ao Nacional.

Quim (7) - Mais uma tarde descansada, assistindo de cadeirão a boa parte do jogo. No entanto, no final do jogo quando foi preciso, disse presente e segurou os três pontos com uma defesa muito importante.

Fábio Coentrão (8) - Grande exibição do português, novamente adaptado a lateral esquerdo. Um poço de energia do primeiro ao último minuto, imprimindo ao jogo sempre uma velocidade superior cada vez que tinha a bola nos pés. Acabou a extremo, e teve uma grande oportunidade para facturar no início da 2ª parte, numa excelente jogada de insistência da sua parte.

David Luiz (8) - Em grande nível, sem falhas de concentração, e muito efectivo no apoio ao ataque. Das suas subidas resultaram finalmente alguns lances de perigo, com destaque para a grande penalidade que conquistou numa incursão pela direita. A defender esteve sempre imperial e sem dar qualquer hipótese aos adversários.

Luisão (7) - Bom jogo do capitão, com a habitual consistência defensiva. Abusou dos pontapés para a frente na 1ª parte, mas também é dele um grande passe que isolou Aimar ainda no 1º tempo. Que grande época está a fazer...

Ruben Amorim (8) (melhor em campo) - Pelo segundo jogo consecutivo para o campeonato, o melhor em campo do lado do Benfica. Depois de uma primeira parte em que acima de tudo se preocupou em não descompensar a sua equipa, arrancou para uma segunda parte de enorme nível e coração, conseguindo a assistência para o golo num excelente momento de ruptura que rubricou no lado direito. Passou para o meio campo com a entrada de Maxi Pereira, continuando a impor a sua classe e eficiência na Madeira. Em grande forma.

Di Maria (7) - Novamente importante, sobretudo na 2ª parte, mas sem a preponderância de jogos passados. No entanto aquele estilo gingão e de bola colada ao pé por si só provocam o terror na defesa contrária, e graças a isso o Benfica em alguns momentos conseguiu fáceis penetrações no último reduto do Nacional.

Javi Garcia (8) - Boa exibição do espanhol, a subir de forma depois da paragem forçada por castigo. Voltou a ser o pêndulo do meio campo, jogando sempre de cabeça levantada e bloqueando por completo as acções ofensivas do meio campo adversário. Com o descanso que teve, vai certamente fazer uma excelente ponta final de época.

Aimar (6) - Exibição bastante melhor que a rubricada frente ao Marselha, mas ainda assim a léguas do que pode fazer. Bastante marcado durante todo o jogo, na primeira parte não conseguiu nunca libertar-se desse facto e realizou uma exibição fraca. Na 2ª parte melhorou bastante, sobretudo porque a asa direita do Benfica se libertou o suficiente no ataque para dar mais espaço a Aimar, e foi importante enquanto esteve em campo. Mas pode, e deve, fazer bastante melhor. Sobretudo se continuar a ser titular...

Saviola (8) - Não marcou, mas voltou a provar que é o jogador mais decisivo da frente de ataque do Benfica. O estilo quase de futsal com que joga, de toque curto e de triangulações constantes e desconcertantes no meio dos defesas adversários é uma dor de cabeça para a qual ainda nenhuma equipa portuguesa encontrou cura, e o Nacional voltou a provar desse veneno. Saiu desgastado, mas com o dever cumprido... ajudou bastante à obtenção desta vitória.

Cardozo (6) - Um golo numa altura fundamental, mais um jogo muito bem conseguido com a bola nos pés e a apoiar os colegas, mas a nota baixa acaba por se justificar pelos golos incríveis que voltou a falhar, e que podiam ter feito falta. Inclusivamente mais um penalty desperdiçado, novamente de forma bastante previsível e acusando a pressão de ter de fazer a diferença numa ocasião vital. Jorge Jesus tem de optar por um jogador mais frio a bater penalties... podia ter valido pontos novamente.

Maxi Pereira (5) - Entrou para lateral, e entrou com a disponibilidade física do costume, e a atitude guerreira que era necessária para segurar o resultado. No entanto entrou talvez com excesso de adrenalina, pois em algumas subidas pareceu não se preocupar muito com eventuais perdas de bola que pudessem levar a perigosos contra-ataques.

César Peixoto (6) - Entrou para segurar o seu flanco, e fê-lo de forma regular.

Kardec (7) - Entrou muito bem na partida, jogou poucos minutos mas deixou água na boca. Começou logo por ganhar um lance nas alturas com o peito, partindo daí para uma arrancada pela esquerda que terminou com uma falta a favor do Benfica já perto da área adversária. E ainda foi ao meio campo defensivo fazer um excelente desarme no chão. Cheio de vontade, rápido e sempre bem a ganhar e proteger a posse de bola.

A SportTV

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, parece ter perdido a paciência com a cobertura televisiva da SportTV, em particular da que abrange os jogos do clube. Lê-se hoje na imprensa que o presidente terá enviado uma carta a Joaquim Oliveira, patrão do canal, a dar conta do seu grande desagrado face à falta de isenção do canal, sempre em prejuízo do Benfica, alertando que tal situação pode ser decisiva na negociação dos direitos de TV, cujo contrato acaba em 2013.

Desde sempre que a SportTV se portou como autêntica Porto-TV, obedecendo obviamente a uma estrutura de influências que viram na criação da SportTV a oportunidade de excelência de enviesar decisivamente a cobertura televisiva dos jogos portugueses, na direcção que achavam pertinente para alcançarem os seus objectivos. É fácil perceber o frete de um qualquer Rui Orlando, por sinal um dos mais bem pagos jornalistas da estação apesar de manifestamente não saber sequer relatar um jogo, quando o Benfica marca um golo, ou a forma absolutamente nojenta e parcial com que vê as repetições exibidas pela realização.

As repetições são uma questão chave, sobretudo numa altura em que se fala de meios televisivos para ajudar os árbitros de campo. Já vários jornalistas de outros órgãos de comunicação social falaram sobre a curiosa diferença entre jogos disputados no Dragão e na Luz, por exemplo. Na Luz a SportTV consegue sempre arranjar bastantes câmaras para escrutinar foras-de-jogo ao milímetro e de todos os ângulos possíveis. No Dragão, parece que essas câmaras estão sempre avariadas... em lances de grande dúvida por vezes somos brindados com uma única repetição e de ângulo pouco favorável. Será coincidência? Azar? Um micro-clima em Contumil que afecte as câmaras do fora-de-jogo?


O presidente fez muitíssimo bem em lançar este alerta neste timing. Fez bem em não o fazer mais cedo, pois poderiam pensar que o Benfica quereria condicionar a cobertura jornalística para tirar dividendos desportivos. Certo é que em campo o Benfica tem cilindrado os seus adversários mesmo com toda a parcialidade (e azia) da SportTV, e agora em situação muito favorável no campeonato podemos dizer, com toda a moral que nos assiste, que nos sentimos lesados pelo tratamento de que somos alvo pela SportTV. E fez bem também em fazê-lo antes do aparecimento de eventuais concorrentes à SportTV. A partir de agora, os valores monetários é certo que não serão a única variável a considerar nas negociações dos direitos de TV para 2013, o que obrigará o grupo de Joaquim Oliveira ou a oferecer muito mais do que tinha pensado ou talvez até a um desespero de causa e a fazer jornalismo isento. Como na 2ª hipótese não acredito, aposto mais na 1ª... resta saber se serão atractivos o suficiente para o Benfica tolerar a continuação do jornalismo andrade na cobertura dos seus jogos.

Seja como for, os meus parabéns a Luís Filipe Vieira por esta acção. Que mais se sigam, porque o Benfica deve ser respeitado por todos!

segunda-feira, 15 de março de 2010

À lei da Bola - Pedro Ribeiro jornada 22



Mais um excelente vídeo do grande benfiquista Pedro Ribeiro, onde destaca a atitude do Benfica após maus resultados, ridiculariza a postura histérica dos adeptos do ANTI-BENFICA e faz as suas previsões para o jogo contra o Marselha e contra o Porto na final da taça da liga.

Wallpaper - Luisão 4


wallpaper na resolução máxima aqui

domingo, 14 de março de 2010

Nacional 0 - 1 Benfica 23ª jornada JOGO EM CHAMAS

Nacional - Benfica
23ª jornada
14 - 03 - 2010



Crónica:

Deslocação difícilima do Benfica à Madeira, num jogo de crucial importância para o título. Jorge Jesus mudou os laterais para esta deslocação face ao último jogo, rendendo Maxi e César Peixoto por Ruben Amorim e Fábio Coentrão. Para lá da habitual troca de guarda-redes entre competições diferentes, o resto da equipa foi a que entrou de início frente ao Marselha.

Cada vez mais perto do sonho

Risco total

O Benfica joga hoje na Madeira uma carta importantíssima na corrida ao título, num campo sempre complicado e perante um adversário que, apesar de estar longe da sua melhor forma, costuma complicar sempre a vida aos visitantes, e que este ano no seu reduto ainda só perdeu com o Porto.

A equipa chega a este jogo da Madeira a meio de uma sucessão louca de jogos, todos com um grau de exigência máximo, tanto falemos de exigência psicológica como física. O jogo de 5ª feira frente ao Marselha obrigou a um esforço físico titânico, tal foi a intensidade desse jogo, e isso limitará certamente a abordagem da equipa para o jogo de hoje. Mas não hajam ilusões, o jogo de hoje é que é fundamental. Em véspera de receber o Braga na Luz, o Benfica tem de conservar os três pontos de avanço para depois receber o 2º classificado perante o seu público com uma confortável vantagem pontual e emocional. Um deslize poderá ser a deixa que o Braga necessita para voltar a acreditar realmente no título.

Penso que Jorge Jesus lançará de início Airton e Carlos Martins nos lugares de Javi Garcia e Pablo Aimar, que regressaram à titularidade no jogo da Liga Europa. Os dois com exibições intermitentes creio que darão lugar a dois colegas que se têm exibido em bom nível de forma muito regular, e que estarão fisicamente mais disponíveis para esta partida. Também me parece que César Peixoto, que também regressou frente ao Marselha, será reconduzido na titularidade, e que o restante onze será mantido, com a normal troca de guarda-redes em diferentes competições.

Convém lembrar que o Nacional na Luz, na 1ª volta, foi durante os primeiros 45 minutos possivelmente a mais complicada equipa que se atravessou no caminho do rolo compressor. Foram 45 minutos muito complicados, tacticamente brilhantes dos madeirenses, méritos que não podem nem devem ser menosprezados pela obtenção irregular do seu golo nesse período, nem pela avalanche de golos que o Benfica facilmente conseguiu no 2º tempo. O Nacional perdeu Ruben Micael e está, sem dúvida, mais fraco que noutros anos, mas a jogar em casa será sempre um adversário temível que o Benfica deve superar pondo tudo em campo. Que se ponha em causa, por via do esforço de hoje, a eliminatória da Liga Europa mas que se faça de tudo para alcançar três pontos vitais para o desenrolar de toda a época.

Prevejo um jogo extremamente complicado, mas o Benfica tem argumentos para vencer. O meio campo refrescado poderá ser o motor que o Benfica precisa para ultrapassar o natural cansaço de jogadores como Cardozo ou Saviola, e será certamente a chave do jogo. Um jogo que será arbitrado por Paulo Baptista, de Portalegre, e que contará com estádio 100% lotado, uma estreia para o Nacional.

Força, Benfica!

A chama imensa - Misteriosos desaparecimentos



A chama imensa
Misteriosos desaparecimentos


Por Ricardo Araújo Pereira

(…) só há duas coisas que eu odeio, quando se referem a mim: que me tirem o Miguel do nome e que me ponham a dizer uma palavra que eu nunca uso: «algo»

(…) reconfortando-se ao encontrarem-se uns aos outros na missa algo despovoada desse domingo na vila

(…) eu atravessaria a rua como se flutuasse dentro de um sonho ou de um pesadelo, algo de irremediável se teria então quebrado para sempre

Miguel Sousa Tavares





E, de repente, deixou de se falar no túnel da Luz. Confesso que estou preocupado. Talvez valesse a pena as autoridades competentes lançarem o alerta do costume: «Desapareceu das colunas de opinião o túnel da Luz. Da última vez que foi visto usava uma estrutura de metal coberta por uma lona branca com a marca dos pitons do Fernando. Se alguém possuir informações que nos possam levar ao seu paradeiro, por favor contacte a Polícia de Segurança Pública.» O mais chocante neste desaparecimento é o facto de serem precisamente as mesmas pessoas que mais lembraram o túnel da Luz aquelas que agora o esquecem. Foram meses de análises, lamentos, acusações, queixinhas, vigílias, comunicados — tudo em nome do túnel. Subitamente, depois de duas goleadas e um empate em casa com o 13º classificado, o túnel desapareceu. De repente, as opções do professor Jesualdo são duvidosas, o plantel é pobre, os reforços são fracos, a estratégia falhou e o modelo de gestão morreu. E o túnel? Com que desumanidade se descarta assim uma infraestrutura que, ao longo de tantas semanas, cumpriu com brilhantismo o seu papel de bode expiatório de todos os fracassos? Houve vigílias contra o modelo de gestão? Não. O plantel uniu-se para emitir um comunicado a condenar a sua própria falta de qualidade? Claro que não. Foi tudo feito sempre a pensar túnel, no mesmo túnel que é agora injustamente esquecido. A ingratidão é muito feia.

Mesmo tendo feito uma época menos boa, o clube da estrutura — ah, a estrutura! — continua a dar lições. No Benfica, onde a organização é fraca e a estrutura inexistente, dirigentes e adeptos têm celebrado o bom futebol, as goleadas e a liderança do campeonato. Um erro, evidentemente. São entusiasmos que não se admitem numa gestão altamente profissionalizada. No Porto, a estrutura — ah, a estrutura! — é sólida e não embarca em euforias. O presidente olhou para a tabela, verificou que se encontrava num prometedor terceiro lugar e, com toda a sensatez e realismo, prometeu o título de campeão a vivos e a defuntos. É assim que se gere um clube. Temos muito a aprender.

À chegada de Londres, Pinto da Costa não aproveitou a presença das câmaras e dos microfones para fazer uma das suas habituais e divertidas ironias, ou para atacar o centralismo, ou para declamar José Régio. Na verdade, Pinto da Costa nem sequer apareceu. O gesto, como sempre, foi mal interpretado. Não há, na atitude de Pinto da Costa, a mais pequena falta de solidariedade nem de coragem. Na verdade, foi um gesto de verdadeiro portista: a equipa tinha acabado de fazer história na Europa, e Pinto da Costa não quis roubar o protagonismo aos jogadores e treinador. Quando os jogadores são contratados, é ele que os descobre, que os negoceia, que tem a argúcia de os roubar ao Benfica. Quando levam cinco de um Arsenal desfalcado de Fabregas, Van Persie, Gallas, Djourou, Ramsey e Gibbs, é altura de se reconhecer o mérito ao professor Jesualdo. Há um tempo para tudo.

sábado, 13 de março de 2010

Jogos Completos - Taça da Liga

Jogos completos Taça da Liga 2009/10

Jogos Completos - Liga Europa

Jogos Completos da Liga Europa 2009/10 disponíveis em download


Jogos Completos - LigaSagres 09/10


Jogos Completos do Campeonato Nacional - Liga Sagres 2009/10 disponíveis em download

Wallpaper - David Luiz 23




Este wallpaper foi entregue pessoalmente pelo amigo Guilherme Cabral ao David Luiz, tendo o próprio agradecido o trabalho e a homenagem.

Clique aqui para obter o wallpaper na resolução máxima.

Wallpaper - Chama Gloriosa



wallpaper na resolução máxima aqui

Incentivos ao público

Este ano o Estádio da Luz tem registado assistências médias recorde na sua curta vida, claramente impulsionadas pelo futebol vibrante da equipa, que alia vitórias a futebol espectáculo, algo que literalmente arrancou do sofá muita gente mais habituada ao conforto do seu lar do que a apoiar a equipa no Estádio.

 O número de lugares cativos vendidos no início da época era também um recorde à data, e durante a época, estou seguro, bastantes mais se venderam. A barreira dos 30.000 lugares anuais foi superada, o que explica em grande medida a assistência média da Luz, acima das 40 mil pessoas em jogos para o campeonato.

Mas existe uma questão que muito tem sido levantada, inclusivé por mim, e que merece reflexão. Porque razão o Estádio da Luz, com capacidade para apenas 65.000 pessoas, não brinda a equipa com enchentes constantes? Porque razão o super futebol deste ano, a super atitude dos jogadores e a imensa crença que temos nesta equipa não vai lotando de forma regular a Luz?

Existem, para esta pergunta, diversas respostas. Algumas exteriores ao Benfica, outras que não podem ser dissociadas do clube. E penso que esta época deve preparar pelo menos para o futuro uma nova política de incentivos para que os espectadores preencham mais a Luz, sendo certo que mesmo assim já somos, de longe, os mais fiéis adeptos do país, sem margem para dúvidas. Mas ao Benfica não basta ser o melhor... tem de ser claramente o melhor. E estando isso ao nosso alcance, não devemos dormir à sombra da bananeira.

A atitude típica dos portugueses, a recessão económica e os horários dos jogos, serão certamente razões para que o Estádio dificilmente descole dos 45.000 espectadores que têm sido a bitola este ano no campeonato. Mas existe também uma razão fundamental, imputável ao clube e à sua direcção, para tal acontecer: o preço dos ingressos.

Os sócios do Benfica já são os que, de longe, pagam as quotas mais caras do país. São também os que, de longe, mais pagam pelo seu lugar anual. Um lugar anual que, contrariamente ao que acontece nos rivais, não dá acesso aos jogos das Taças por exemplo, é apenas e só para o campeonato. Logo aqui devia haver uma mudança para puxar mais gente para apoiar em casa o Benfica nessas competições. Poderiam ser criados dois níveis para o Red Pass: o normal, existente hoje em dia, e o Plus, que por mais 10/15€ anuais (dependendo da bancada) desse também acesso aos jogos das taças nacionais. Tenho a certeza que a maioria optaria desde logo por subscrever o Plus, e estaria assim mais preso ao clube na altura de ir puxar o Benfica em competições de menor importância. As assistências que vimos este ano, inclusivamente na Taça de Portugal, são um ultraje para o Benfica que urge ser resolvido.

Falando ainda de taças, havia uma política de incentivo que passava por os sócios pagarem apenas 5€ para qualquer que fosse a bancada nestes jogos, e os não sócios 10€. Este ano os valores duplicaram, sem explicação aparente que não seja a de querer aproveitar ao máximo o bom futebol da equipa para chupar mais uns quantos Euros aos sócios do Benfica. Mas afinal somos sócios importantes para o clube, ou somos meros clientes?

Além da criação do Red Pass Plus, que com um muito moderado custo acrescido permitiria certamente colocar muito mais gente na Luz em dias de jogos das Taças, o que devia voltar rapidamente eram os ingressos para acompanhantes de sócio. Sempre foi um tipo de ingresso muito vendido, pois muitos sócios cativavam os seus amigos para irem ao Estádio aproveitando para entrar ao mesmo preço do sócio que os acompanhava. Isso acabou, e criou-se um fosso brutal entre os sócios e os seus amigos, agora sujeitos à tarifa de não sócios, muito mais cara (o que eu até concordo). Mas não se dar hipóteses aos sócios de se reunirem no estádio com familiares e amigos, penso que é cruel e, novamente, uma desconsideração por quem tanto paga anualmente em quotas, lugares anuais e bilhetes.

E uma família querer levar os filhos pequenos ao estádio? Agora paga-se bilhete a partir dos 3 anos, e paga-se por inteiro... nunca na vida do Benfica tal sucedeu. Isto é promover o benfiquismo? Só por mero acaso isto promove alguma coisa...

Adicionalmente, o preço dos bilhetes é, regra geral, bastante caro. Os sócios do Benfica pagam por lugares anuais bastante mais do que os rivais, com a agravante de, ao contrário destes, não terem acesso a mais do que os jogos do campeonato. É certo que nós, por natureza, temos muito mais razões para ir ao Estádio, mas não abusem dos benfiquistas e do seu amor. Os bilhetes para os jogos só baixam de preço em épocas anedóticas, porque em épocas boas preferem manter a casa nos 45.000 do que incentivar os adeptos a lotarem por completo a Catedral. E é muito diferente ter 40.000 pessoas ou 60.000... sobretudo para as equipas adversárias.

As concessões dos bares deviam permitir adequar as receitas que proporcionam à SAD à assistência de cada jogo, dando mais folga à direcção para mais facilmente optar por baixar o preço dos bilhetes contando com isso obter maiores assistências. Mas mesmo que isso não seja feito, tenho quase a certeza absoluta que seria preferível baixar em média 5€ o bilhete de cada ingresso para o campeonato, do que mantê-los ao preço actual, de um ponto de vista da receita total de bilheteira de cada jogo. Provavelmente na situação actual o Benfica perde receitas que estão à mão de semear. E é pena... as enchentes podiam estar na ordem do dia há já várias semanas, e não estão.

Portanto, em jeito de resumo, penso que as seguintes medidas são exequíveis, e trariam mais gente e mais receita:
  • Criar o Red Pass Normal e o Red Pass Plus. O Plus acrescido 10/15€ face ao normal, e dando acesso aos jogos das Taças nacionais.
  • Repor o bilhete de acompanhante de sócio, em média 1€ mais caro que o bilhete equivalente para sócio.
  • Voltar a criar descontos os bilhetes para crianças até aos 14 anos e reformados, pelo menos de 30%.
  • Baixar o preço médio dos bilhetes no campeonato nos bilhetes de sócio em pelo menos 2,5€. Os de não sócio poderiam manter o preço, desde que se criassem os bilhetes de acompanhante.
  • Voltar a incentivar, em dias especiais, a ida de grupos específicos à Luz. Na Antiga Luz por exemplo, as mulheres muitas vezes não pagavam em dias como o dia dos Namorados ou o dia da Mãe...

Ir ver o Benfica deixou de ser uma actividade popular, para ser uma actividade de pessoas com um bom nível de vida. E eu dou graças aos meus pais por mo permitirem, porque ter de ficar à margem da Luz custar-me-ia imenso.

O segredo está na massa...

Os números de Jorge Jesus não enganam, e fazem dele uma figura de referência neste aparente despertar do gigante adormecido. Neste post podem ver-se os números referentes aos primeiros 50 jogos da era Jesus, e não deixam qualquer margem para dúvidas: uma média baixíssima de golos sofridos por jogo, uma média muito alta de golos marcados por jogo, uma percentagem esmagadora de vitórias nos jogos já cumpridos.

O Benfica deste ano faz, finalmente, jus ao grande investimento feito nas últimas três épocas, que totaliza cerca de 100 milhões de Euros. Infelizmente, boa parte desse investimento não foi proveitoso, mas a outra parte vinha sendo bem feito e nem assim os resultados apareciam. A Fernando Santos e Quique Flores sucedeu um homem mais discreto na sua carreira, mas muito mais à altura do clube. O que leva Jorge Jesus a ser tão especial? Eu diria que o segredo está na massa... aquela massa de que são feitos os homens que nascem para os grandes desafios. Profissionais, briosos e inteligentes, conscientes das muitas variáveis que se cruzam no dia-a-dia e que condicionam o êxito.

Não tenta falar bem, mas sabe do que fala. Não tenta agradar com discursos gastos e palavras feitas, mas cede à tentação de comunicar como se pensa genuinamente o futebol. Nunca treinou um grande clube, mas chegou ao maior clube português sem medo das palavras, dos desafios, e traçando metas que nem alguns vultos mundiais que passaram pelo Benfica nos últimos anos ousaram traçar. Ganhar não chegava... queria por a equipa a jogar bem. Melhorar não chegava... queria ser campeão logo à primeira. Ser campeão não chegava... queria sê-lo com o reacendimento do Inferno da Luz.

Jorge Jesus não se explica, entende-se. Habituou-se a escolher jogadores de tostões para lutarem por objectivos modestos. Chegou ao Benfica, e não teve problemas em querer um Saviola ou um Javi Garcia. Não teve qualquer problema em lidar com um balneário cujos ordenados mensais juntos talvez somem mais do que Jesus ganhou na sua carreira até chegar ao Benfica. Rejeitou um contrato melhor que o que tinha no Braga, e fez depender antes ganhos maiores das conquistas desportivas da equipa que lidera.

De facto, mais do que se ser bom tacticamente, mais do que estudar os adversários, procurar potenciais reforços ou ser um bom psicólogo do grupo, Jorge Jesus tem aquela chama imensa que torna um grande treinador num treinador para o Glorioso. Um treinador com dimensão, com aura e competência. Que a sorte o acompanhe no Benfica, e que fique por muitos anos. Sair do Benfica será o caminho para a banalização de um nome que se ficar no Benfica por muitos e bons anos, se poderá converter numa autêntica lenda. Para quem já mostrou que o dinheiro está longe de ser tudo na vida, eu tenho fundadas esperanças em tê-lo por cá durante alguns anos... e com muitos títulos.