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Voz aos escribas do Chama Gloriosa, para se pronunciarem sobre os mais diversos assuntos relacionados com o clube. Sempre com a acutilância, independência e fervor Benfiquista que nos caracterizam.

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Glorioso Relax - As deusas do Benfica

Cansado da rotina? Farto de maus resultados? Faz frio? Chove? Nada como espairecer e consolar a vista, com as gloriosas deusas deste espaço!

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Se não conheces a equipa que vai jogar contra nós no próximo jogo, não desesperes! Temos pronto para ti um resumo da informação mais relevante sobre o adversário!

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domingo, 14 de março de 2010

A chama imensa - Misteriosos desaparecimentos



A chama imensa
Misteriosos desaparecimentos


Por Ricardo Araújo Pereira

(…) só há duas coisas que eu odeio, quando se referem a mim: que me tirem o Miguel do nome e que me ponham a dizer uma palavra que eu nunca uso: «algo»

(…) reconfortando-se ao encontrarem-se uns aos outros na missa algo despovoada desse domingo na vila

(…) eu atravessaria a rua como se flutuasse dentro de um sonho ou de um pesadelo, algo de irremediável se teria então quebrado para sempre

Miguel Sousa Tavares





E, de repente, deixou de se falar no túnel da Luz. Confesso que estou preocupado. Talvez valesse a pena as autoridades competentes lançarem o alerta do costume: «Desapareceu das colunas de opinião o túnel da Luz. Da última vez que foi visto usava uma estrutura de metal coberta por uma lona branca com a marca dos pitons do Fernando. Se alguém possuir informações que nos possam levar ao seu paradeiro, por favor contacte a Polícia de Segurança Pública.» O mais chocante neste desaparecimento é o facto de serem precisamente as mesmas pessoas que mais lembraram o túnel da Luz aquelas que agora o esquecem. Foram meses de análises, lamentos, acusações, queixinhas, vigílias, comunicados — tudo em nome do túnel. Subitamente, depois de duas goleadas e um empate em casa com o 13º classificado, o túnel desapareceu. De repente, as opções do professor Jesualdo são duvidosas, o plantel é pobre, os reforços são fracos, a estratégia falhou e o modelo de gestão morreu. E o túnel? Com que desumanidade se descarta assim uma infraestrutura que, ao longo de tantas semanas, cumpriu com brilhantismo o seu papel de bode expiatório de todos os fracassos? Houve vigílias contra o modelo de gestão? Não. O plantel uniu-se para emitir um comunicado a condenar a sua própria falta de qualidade? Claro que não. Foi tudo feito sempre a pensar túnel, no mesmo túnel que é agora injustamente esquecido. A ingratidão é muito feia.

Mesmo tendo feito uma época menos boa, o clube da estrutura — ah, a estrutura! — continua a dar lições. No Benfica, onde a organização é fraca e a estrutura inexistente, dirigentes e adeptos têm celebrado o bom futebol, as goleadas e a liderança do campeonato. Um erro, evidentemente. São entusiasmos que não se admitem numa gestão altamente profissionalizada. No Porto, a estrutura — ah, a estrutura! — é sólida e não embarca em euforias. O presidente olhou para a tabela, verificou que se encontrava num prometedor terceiro lugar e, com toda a sensatez e realismo, prometeu o título de campeão a vivos e a defuntos. É assim que se gere um clube. Temos muito a aprender.

À chegada de Londres, Pinto da Costa não aproveitou a presença das câmaras e dos microfones para fazer uma das suas habituais e divertidas ironias, ou para atacar o centralismo, ou para declamar José Régio. Na verdade, Pinto da Costa nem sequer apareceu. O gesto, como sempre, foi mal interpretado. Não há, na atitude de Pinto da Costa, a mais pequena falta de solidariedade nem de coragem. Na verdade, foi um gesto de verdadeiro portista: a equipa tinha acabado de fazer história na Europa, e Pinto da Costa não quis roubar o protagonismo aos jogadores e treinador. Quando os jogadores são contratados, é ele que os descobre, que os negoceia, que tem a argúcia de os roubar ao Benfica. Quando levam cinco de um Arsenal desfalcado de Fabregas, Van Persie, Gallas, Djourou, Ramsey e Gibbs, é altura de se reconhecer o mérito ao professor Jesualdo. Há um tempo para tudo.

sábado, 13 de março de 2010

Jogos Completos - Taça da Liga

Jogos completos Taça da Liga 2009/10

Jogos Completos - Liga Europa

Jogos Completos da Liga Europa 2009/10 disponíveis em download


Jogos Completos - LigaSagres 09/10


Jogos Completos do Campeonato Nacional - Liga Sagres 2009/10 disponíveis em download

Wallpaper - David Luiz 23




Este wallpaper foi entregue pessoalmente pelo amigo Guilherme Cabral ao David Luiz, tendo o próprio agradecido o trabalho e a homenagem.

Clique aqui para obter o wallpaper na resolução máxima.

Wallpaper - Chama Gloriosa



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Incentivos ao público

Este ano o Estádio da Luz tem registado assistências médias recorde na sua curta vida, claramente impulsionadas pelo futebol vibrante da equipa, que alia vitórias a futebol espectáculo, algo que literalmente arrancou do sofá muita gente mais habituada ao conforto do seu lar do que a apoiar a equipa no Estádio.

 O número de lugares cativos vendidos no início da época era também um recorde à data, e durante a época, estou seguro, bastantes mais se venderam. A barreira dos 30.000 lugares anuais foi superada, o que explica em grande medida a assistência média da Luz, acima das 40 mil pessoas em jogos para o campeonato.

Mas existe uma questão que muito tem sido levantada, inclusivé por mim, e que merece reflexão. Porque razão o Estádio da Luz, com capacidade para apenas 65.000 pessoas, não brinda a equipa com enchentes constantes? Porque razão o super futebol deste ano, a super atitude dos jogadores e a imensa crença que temos nesta equipa não vai lotando de forma regular a Luz?

Existem, para esta pergunta, diversas respostas. Algumas exteriores ao Benfica, outras que não podem ser dissociadas do clube. E penso que esta época deve preparar pelo menos para o futuro uma nova política de incentivos para que os espectadores preencham mais a Luz, sendo certo que mesmo assim já somos, de longe, os mais fiéis adeptos do país, sem margem para dúvidas. Mas ao Benfica não basta ser o melhor... tem de ser claramente o melhor. E estando isso ao nosso alcance, não devemos dormir à sombra da bananeira.

A atitude típica dos portugueses, a recessão económica e os horários dos jogos, serão certamente razões para que o Estádio dificilmente descole dos 45.000 espectadores que têm sido a bitola este ano no campeonato. Mas existe também uma razão fundamental, imputável ao clube e à sua direcção, para tal acontecer: o preço dos ingressos.

Os sócios do Benfica já são os que, de longe, pagam as quotas mais caras do país. São também os que, de longe, mais pagam pelo seu lugar anual. Um lugar anual que, contrariamente ao que acontece nos rivais, não dá acesso aos jogos das Taças por exemplo, é apenas e só para o campeonato. Logo aqui devia haver uma mudança para puxar mais gente para apoiar em casa o Benfica nessas competições. Poderiam ser criados dois níveis para o Red Pass: o normal, existente hoje em dia, e o Plus, que por mais 10/15€ anuais (dependendo da bancada) desse também acesso aos jogos das taças nacionais. Tenho a certeza que a maioria optaria desde logo por subscrever o Plus, e estaria assim mais preso ao clube na altura de ir puxar o Benfica em competições de menor importância. As assistências que vimos este ano, inclusivamente na Taça de Portugal, são um ultraje para o Benfica que urge ser resolvido.

Falando ainda de taças, havia uma política de incentivo que passava por os sócios pagarem apenas 5€ para qualquer que fosse a bancada nestes jogos, e os não sócios 10€. Este ano os valores duplicaram, sem explicação aparente que não seja a de querer aproveitar ao máximo o bom futebol da equipa para chupar mais uns quantos Euros aos sócios do Benfica. Mas afinal somos sócios importantes para o clube, ou somos meros clientes?

Além da criação do Red Pass Plus, que com um muito moderado custo acrescido permitiria certamente colocar muito mais gente na Luz em dias de jogos das Taças, o que devia voltar rapidamente eram os ingressos para acompanhantes de sócio. Sempre foi um tipo de ingresso muito vendido, pois muitos sócios cativavam os seus amigos para irem ao Estádio aproveitando para entrar ao mesmo preço do sócio que os acompanhava. Isso acabou, e criou-se um fosso brutal entre os sócios e os seus amigos, agora sujeitos à tarifa de não sócios, muito mais cara (o que eu até concordo). Mas não se dar hipóteses aos sócios de se reunirem no estádio com familiares e amigos, penso que é cruel e, novamente, uma desconsideração por quem tanto paga anualmente em quotas, lugares anuais e bilhetes.

E uma família querer levar os filhos pequenos ao estádio? Agora paga-se bilhete a partir dos 3 anos, e paga-se por inteiro... nunca na vida do Benfica tal sucedeu. Isto é promover o benfiquismo? Só por mero acaso isto promove alguma coisa...

Adicionalmente, o preço dos bilhetes é, regra geral, bastante caro. Os sócios do Benfica pagam por lugares anuais bastante mais do que os rivais, com a agravante de, ao contrário destes, não terem acesso a mais do que os jogos do campeonato. É certo que nós, por natureza, temos muito mais razões para ir ao Estádio, mas não abusem dos benfiquistas e do seu amor. Os bilhetes para os jogos só baixam de preço em épocas anedóticas, porque em épocas boas preferem manter a casa nos 45.000 do que incentivar os adeptos a lotarem por completo a Catedral. E é muito diferente ter 40.000 pessoas ou 60.000... sobretudo para as equipas adversárias.

As concessões dos bares deviam permitir adequar as receitas que proporcionam à SAD à assistência de cada jogo, dando mais folga à direcção para mais facilmente optar por baixar o preço dos bilhetes contando com isso obter maiores assistências. Mas mesmo que isso não seja feito, tenho quase a certeza absoluta que seria preferível baixar em média 5€ o bilhete de cada ingresso para o campeonato, do que mantê-los ao preço actual, de um ponto de vista da receita total de bilheteira de cada jogo. Provavelmente na situação actual o Benfica perde receitas que estão à mão de semear. E é pena... as enchentes podiam estar na ordem do dia há já várias semanas, e não estão.

Portanto, em jeito de resumo, penso que as seguintes medidas são exequíveis, e trariam mais gente e mais receita:
  • Criar o Red Pass Normal e o Red Pass Plus. O Plus acrescido 10/15€ face ao normal, e dando acesso aos jogos das Taças nacionais.
  • Repor o bilhete de acompanhante de sócio, em média 1€ mais caro que o bilhete equivalente para sócio.
  • Voltar a criar descontos os bilhetes para crianças até aos 14 anos e reformados, pelo menos de 30%.
  • Baixar o preço médio dos bilhetes no campeonato nos bilhetes de sócio em pelo menos 2,5€. Os de não sócio poderiam manter o preço, desde que se criassem os bilhetes de acompanhante.
  • Voltar a incentivar, em dias especiais, a ida de grupos específicos à Luz. Na Antiga Luz por exemplo, as mulheres muitas vezes não pagavam em dias como o dia dos Namorados ou o dia da Mãe...

Ir ver o Benfica deixou de ser uma actividade popular, para ser uma actividade de pessoas com um bom nível de vida. E eu dou graças aos meus pais por mo permitirem, porque ter de ficar à margem da Luz custar-me-ia imenso.

O segredo está na massa...

Os números de Jorge Jesus não enganam, e fazem dele uma figura de referência neste aparente despertar do gigante adormecido. Neste post podem ver-se os números referentes aos primeiros 50 jogos da era Jesus, e não deixam qualquer margem para dúvidas: uma média baixíssima de golos sofridos por jogo, uma média muito alta de golos marcados por jogo, uma percentagem esmagadora de vitórias nos jogos já cumpridos.

O Benfica deste ano faz, finalmente, jus ao grande investimento feito nas últimas três épocas, que totaliza cerca de 100 milhões de Euros. Infelizmente, boa parte desse investimento não foi proveitoso, mas a outra parte vinha sendo bem feito e nem assim os resultados apareciam. A Fernando Santos e Quique Flores sucedeu um homem mais discreto na sua carreira, mas muito mais à altura do clube. O que leva Jorge Jesus a ser tão especial? Eu diria que o segredo está na massa... aquela massa de que são feitos os homens que nascem para os grandes desafios. Profissionais, briosos e inteligentes, conscientes das muitas variáveis que se cruzam no dia-a-dia e que condicionam o êxito.

Não tenta falar bem, mas sabe do que fala. Não tenta agradar com discursos gastos e palavras feitas, mas cede à tentação de comunicar como se pensa genuinamente o futebol. Nunca treinou um grande clube, mas chegou ao maior clube português sem medo das palavras, dos desafios, e traçando metas que nem alguns vultos mundiais que passaram pelo Benfica nos últimos anos ousaram traçar. Ganhar não chegava... queria por a equipa a jogar bem. Melhorar não chegava... queria ser campeão logo à primeira. Ser campeão não chegava... queria sê-lo com o reacendimento do Inferno da Luz.

Jorge Jesus não se explica, entende-se. Habituou-se a escolher jogadores de tostões para lutarem por objectivos modestos. Chegou ao Benfica, e não teve problemas em querer um Saviola ou um Javi Garcia. Não teve qualquer problema em lidar com um balneário cujos ordenados mensais juntos talvez somem mais do que Jesus ganhou na sua carreira até chegar ao Benfica. Rejeitou um contrato melhor que o que tinha no Braga, e fez depender antes ganhos maiores das conquistas desportivas da equipa que lidera.

De facto, mais do que se ser bom tacticamente, mais do que estudar os adversários, procurar potenciais reforços ou ser um bom psicólogo do grupo, Jorge Jesus tem aquela chama imensa que torna um grande treinador num treinador para o Glorioso. Um treinador com dimensão, com aura e competência. Que a sorte o acompanhe no Benfica, e que fique por muitos anos. Sair do Benfica será o caminho para a banalização de um nome que se ficar no Benfica por muitos e bons anos, se poderá converter numa autêntica lenda. Para quem já mostrou que o dinheiro está longe de ser tudo na vida, eu tenho fundadas esperanças em tê-lo por cá durante alguns anos... e com muitos títulos.

Jogos Completos - HISTÓRICOS

Jogos Completos de momentos históricos do Sport Lisboa e Benfica disponíveis em download.





Glorioso Relax #2

Porque a beleza do futebol não se restringe às jogadas maravilhosas ou ás tácticas tipo 2-3-5-2-1 invertido. Há muito mais que isso para ver... e apreciar. Glorioso Relax.







sexta-feira, 12 de março de 2010

Jorge Jesus - 50 jogos

































Foi durante o último jogo contra o Marselha, que Jorge Jesus atingiu a bonita marca dos 50 jogos como treinador do Sport Lisboa e Benfica.
Tendo realizado o primeiro encontro no dia 12 de Julho de 2009 contra o Syon (2-2), dando assim início aos jogos de pré-temporada, os resultados até agora são deveras animadores e condizentes com a expectativa que o próprio criou no dia em que foi dado como treinador oficial do Benfica.


37 vitórias, o que dá 74% de sucesso nos jogos realizados até agora, marca que supera em quase 25% os registos de Quique Flores.
Outra nota de relevo, é a diferença de golos, obtendo-se um registo que certamente irá aproximar-se dum valor a rondar os 100 golos, o que em nota de verdade, é algo que merece ser constatado e louvado.

Até final da época restam pelo menos mais 10 jogos ( 8 para o campeonato + 1 taça da liga + 1 Liga Europa).
Todos desejamos que em vez de 10 sejam 15 jogos, o que seria a consequência de atingirmos a final da Liga Europa, mas acima de tudo, importa manter os pés bem assentes no chão, e lutar heroicamente até ao final , pois, por muito belo que sejam estes números, não há nada que enriqueça mais um currículo que títulos.

Força Jorge Jesus!

Força Benfica!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Benfica - Marselha 8ºs 1ª mão Liga Europa JOGO EM CHAMAS



Benfica - Marselha
1ª mão oitavos de final Liga Europa
11 - 03 - 2010






Crónica:


Grande noite europeia no Estádio da Luz, com o reencontro de dois velhos conhecidos do futebol europeu. Benfica e Marselha encontraram-se 20 anos depois daquela célebre meia-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, e não defraudaram as expectativas, oferecendo um espectáculo muito intenso e digno de um dos maiores palcos europeus.


quarta-feira, 10 de março de 2010

Ainda a mancha azul - (in) competências


Ainda sobre o post anterior, parece-me oportuno esclarecer os mais distraídos sobre o que é posto em causa devido à aceitação de patrocínios idênticos aos da TMN.


Parece-me razoável constatar que os nossos estatutos e o manual de marca da PT ( download aqui) colidem nos seus princípios. Até aqui, nada de anormal e perfeitamente plausível, visto que são situações que ocorrem com alguma naturalidade.
Nestes casos, convém ter claro, que ambas as partes são partes interessadas na realização do negócio, pelo que é natural a realização de negociações.

Deduzo que tenham sido postos em confronto
ambos os departamentos de marketing ( Miguel Bento pelo Benfica e Rui Pedro Soares pela PT ), e que os mesmos mostrassem alguma inflexibilidade sobre alguns aspectos.
Louvo a capacidade e paciência a quem impediu que fizessem isto ao estádio, o que basicamente, é o mesmo que aconteceu às camisolas, e ninguém fez nada para que tal fosse impedido.


Pela primeira vez na vida, ouço benfiquistas assumir que não compram os equipamentos devido ao atentado que estes patrocínios significam!!!
Por muitas contrapartidas que possam ter sido feitas, isso nunca devia ter sido aceite, pois se temos discurso de grande, temos que ser grandes em tudo.
E passo a dar exemplos, desafiando o leitor a imaginar o que seria se Real Madrid, Liverpool, Manchester United, Ajax, Bayern Munique, Inter, etc tivessem à frente dos seus departamentos de marketing, pessoas com visão para o negócio como o nosso caso.

Eu fiz esse exercício, e cheguei a este resultado:

O meu sincero pesar pela cabeça que foi responsável por isto!




Manto sagrado com mancha azul - as razões



Na última 3ª feira dia 9 de Março ( data inesquecível para as lides portistas ), o senhor Rui Pedro Soares, administrador da PT e responsável por áreas como marketing, no âmbito das audições parlamentares referentes ao "exercício da liberdade de expressão em Portugal", teceu algumas considerações sobre a sua fervorosa paixão clubística.


Além do embaraço provocado, e da falta de discernimento sobre a seriedade dos assuntos em causa, ficou claro nas razões que levam a que o Benfica durante alguns anos se tenha sujeitado a usar umas manchas azuis nos seus equipamentos.
Para que fique claro, tal é contra os estatutos do clube, e se as políticas da marca TMN não permitem retirar o rectângulo azul, jamais os estatutos do clube permitem que algo que não seja vermelho ou em tons neutros possa sujar a nossa camisola.

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Estatutos do Sport Lisboa e Benfica


CAPÍTULO II


Constituição e símbolos


ARTIGO 4º

O S.L.B. é constituído por um número ilimitado de sócios, filiais, casas do Benfica e delegações.

ARTIGO 5º

1. O S.L.B. tem como símbolos fundamentais a águia e as cores vermelha e branca e adopta a divisa "E Pluribus Unum" para definir a união entre todos os associados, como condição primeira da sua grandeza.

2. Constituem também símbolos do clube o emblema, o estandarte, a bandeira, os galhardeies, os guiões e os equipamentos, que terão a norma e a composição descritas em regulamento.

3. Será ainda permitida, no âmbito da comercialização de produtos com a denominação de marca do Sport Lisboa e Benfica, a utilização de logótipos, cores, divisas, tipos de letra ou quaisquer outros elementos característicos da marca, mas sempre mantendo como base símbolos fixados em 1.





sobre este assunto, leia também este artigo - Ainda a mancha azul

Um duelo à antiga -Benfica - Marselha

Estamos quase em cima da hora de início de uma das mais aguardadas partidas europeias dos últimos anos no Estádio da Luz. O histórico Marselha desloca-se a nossa casa para jogar a primeira mão dos oitavos de final da Liga Europa, e traz consigo a especial responsabilidade que o Benfica tem num jogo entre dois velhos conhecidos, cujos confrontos europeus fazem parte da grande lenda que é o futebol.

Em 1990, todos o sabemos, viveram-se dois grandes ambientes naquela mítica meia-final que o Benfica venceu. O terrível jogo de Marselha, em que o Benfica foi bafejado pela sorte ao trazer para Lisboa uma desvantagem mínima apenas, e o demolidor, tribal e inexcedível Inferno da Luz, com mais de 120.000 pessoas a lotarem por completo a nossa antiga Catedral. O Benfica ganhou essa meia-final, com aquele célebre golo de cabeça do Vata precedido por falta de Di Meco que daria uma grande penalidade para o Benfica. O tal cabeceamento que ainda hoje assombra a cabeça dos marselheses, portanto sedentos de desforra.

Penso que este ano, contrariamente ao que acontecia em 1990 em que o Marselha tinha uma equipa verdadeiramente galáctica, o Benfica tem uma equipa superior no plano teórico ao seu opositor. Tem jogadores de maior valia em todas as posições, e penso estar bem preparado para enfrentar o ponto forte dos franceses, que é a frente atacante. Mas há um dado que baralha imenso as contas teóricas para este jogo: o Benfica está a jogar o tudo ou nada no campeonato nacional, que merece sem dúvida a absoluta prioridade da nossa parte, e portanto a Liga Europa sendo disputada nesta fase da época cria bastantes problemas ao Benfica.

Ou seja, pede-se ao Benfica que seja Benfica, e que demonstre em campo que é superior ao adversário. O prestígio europeu assim o exige, e a qualidade da equipa deste ano assim o justifica. Mas a situação de mata-mata que temos no plano interno, deixa pouca margem a que se cometam "loucuras" em jogos de outras competições, sob pena de eventualmente se dificultar demasiado a conquista dos três pontos nos jogos seguintes do campeonato, nomeadamente com a acumulação de excessivo desgaste nesta fase crucial da época.

A equipa, e particularmente Jorge Jesus, terão que jogar no bico na navalha. Por um lado, gerir a equipa nos jogos das duas mãos de modo a não por em causa o rendimento máximo que a equipa deve apresentar no campeonato nacional. Por outro lado, fazê-lo sem dar azo a que o Benfica passe um mau bocado perante um adversário muito forte e com capacidade real para fazer mossa. Ou seja, poupar esforços sem abdicar da dignidade e da honra de ser Benfica. Algures entre as várias possibilidades que existem para garantir todas essas coisas, existe uma que permitirá passar a eliminatória frente ao Marselha. O ideal seria ir ao encontro dessa alternativa... durante os 90 minutos de amanhã, que precedem importantíssima deslocação à Madeira no próximo Domingo, ficaremos com uma noção muito clara do que pretende o Benfica fazer desta época.

Certo é que se o Benfica passar incólume esta fase de jogos consecutivos e todos de grande intensidade previsivelmente (Marselha, Nacional, Marselha e Porto, respectivamente), estará numa confortável posição no campeonato certamente, e poderá começar também a fazer planos concretos para a sua evolução na Liga Europa. Mas vamos com calma, porque fundamental mesmo é o campeonato. E aí temos de longe o calendário mais difícil até ao final da prova em comparação com os nossos adversários. Há que estar preparados.

terça-feira, 9 de março de 2010

A jurídica vergonha da SAD

O Benfica foi hoje multado pela Liga em 250€ por não ter cumprido com os prazos para homologar a nova publicidade alusiva à Meo 3D, que utilizou no equipamento na recepção caseira ao Paços de Ferreira, na última jornada. É esta a mais recente peripécia do departamento jurídico da SAD comandado por Paulo Gonçalves.

Desde que Paulo Gonçalves chegou ao Benfica, nunca o Benfica ganhou processos seja do que for... mesmo processos em que tinha tudo para ganhar, como o famoso processo na UEFA sobre a exclusão do Porto da Liga dos Campeões, processo esse que ao que tudo indica foi deitado por terra por erros processuais crassos da parte benfiquista.

É com um incompetente destes que o Benfica se quer defender em processos tão complexos como o Apito Dourado, por exemplo? É com um departamento destes que anda a tentar apelar contra suspensões injustas?

Luís Filipe Vieira um dia disse, a propósito de notícias que ligavam na altura o Benfica a Paulo Gonçalves (que à data ainda não estava na SAD), que se o nome de Paulo Gonçalves voltasse a estar associado ao Benfica, iria contar toda a verdade sobre ele. Uma verdade que incluiria, sem dúvida, boa parte da vida deste homem ligada ao Boavista e ao Porto, de onde foi escorraçado pela sua suposta incompetência. Bom, não só voltou a aparecer nas notícias, como foi mesmo contratado pelo próprio presidente para trabalhar no Benfica. Algo aqui me escapou, certo?

Mas o que eu estou a ver dele, e isso preocupa-me, é demasiada competência. Não em prol do Benfica, mas suspeito que quem o lançou para o Benfica tinha outras expectativas para o trabalho dele. E certamente, não defraudadas.